Sinsalabim… vendi.

Anturdia eu assistia aquele mágico com um visual no mínimo estranho, o tal do Criss Angel, e me dei conta do grau de confete que uma mágica demanda hoje em dia. Não é mais simplesmente tirar um simpático dentuço da cartola ou ainda algo mais leve, como cortar ao meio uma assistente com dotes físicos que saltam aos (e os) olhos. Hoje é diferente. Hoje é necessário um mise en scène mais enfático, equipamentos maiores… tudo extravagante. Caro. Intenso.

A mágica que eu vi deveria ser simples. Um cofre continha um objeto, que seria o mesmo que o participante da platéia escolheria entre milhares. Mas veja a que ponto chegamos:

O cofre foi deixado durante uma semana dentro de uma vitrine no saguão de um hotel. Um câmera “vigiou o cofre 24 horas”. No dia da revelação, 5 pessoas foram escolhidas ao acaso (prazer, acaso) e compraram um objeto dentro da loja onde o cofre estava. Enquanto isso, uma sexta pessoa era escolhida para ser vendada e jogar uma munhequeira no meio da platéia. O gordinho que ao acaso pegou a munhequeira escolheria um dos 5 participantes da loja. Tudo para provar e garantir a aleatoriedade da coisa toda.

Ufa… resumindo: o objeto que estava no cofre era um relógio/despertador, idêntico ao que uma das escolhidas comprou. O troco da “compra” foi U$ 3,33 e o relógio do cofre apontava exatamente as 3 horas e 33 minutos. Voilà.

E olha que paralelo legal podemos fazer com você, que é um vendedor por natureza. Hoje, TUDO o que temos que vender (seja nossa imagem, intelecto, tempo, amizade, etc) necessita desse mesmo… hã… afrescalhamento da mágica acima, porque vender, meus caros… vender é fazer mágica.

Você tem que convencer seu cliente, mostrar o melhor do seu produto (ou do seu serviço, que seja). Você tem que mostrar que muito mais gente acredita naquilo que você propõe. Até convencer o mais cético dos céticos.

*Pausa para uma observação importante:

O público do show de mágica dividie-se em dois tipos, que podem ser aplicados ao perfil do consumidor: os que vão para apreciar a mágica e se deixar enganar por ela e os que vão ao show para descobrir o truque e tirar sarro do mágico.

Por tabela, encontramos consumidores que querem ver o seu produto/serviço e vão prestar atenção e, quem sabe, adquiri-lo. E sim… vai ter aquele filho de uma boa mãe que quer te testar e provar que tudo aquilo que ele pensa sobre a vida, o universo e tudo o mais está correto, por mais que você não tenha nada a ver com o peixe e só quer terminar o seu expediente sem arranhões.

*Fim da pausa para uma observação importante*

Hoje a venda não é mais no fio do bigode (vô compra do cumpadi). Também já passou a época de mostrar o benefício (Dona Cotinha, a boleira. Ela faz e você come). O futuro é causar uma experiência positiva, memorável e se possível gratuitamente, no timming. Se a experiência for marcante e chegar na hora certa, o sucesso é garantido.

Por isso os buffets infantis ainda resistem. Se você tem filho, sobrinho ou mesmo já foi a uma festa num desses, sabe que a cara suada do moleque ou da menina não esconde a satisfação que ele está sentindo.

Pense nas suas últimas experiências marcantes, inesquecíveis. Tenho certeza que você consegue identificar um ou outro produto/marca/serviço atrelado.

Assim, fica o ensinamento: faça mágica. Venda muito.

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