F1 2011: Nürburgring, Alemanha

Com Hamilton reencontrando a técnica e Vettel administrando sua dificuldade, o campeonato caminha para a definição. Mas as coisas poderiam ser diferentes…

A largada do GP da Alemanha foi bem sintomática. Hamilton pulou na ponta, Vettel ficou encaixotado pelas duas Ferrari – e dos dois cavalinhos empinados, quem se deu melhor foi Alonso. Um retrato do momento atual da temporada.

Vettel não quer se esforçar na adversidade. E nem precisa. Por que raios vai se desgastar no trânsito, tendo um.. paddock de pontos na frente? Vai administrar quando não tiver uma boa posição no grid e vai pulverizar tempos quando largar na pole. Simples. Tem o campeonato na mão.

Já Felipe Massa tem algum problema –  que pote ser motivação ou mesmo falta de talento – para dar aquele passo que diferencia os bons pilotos dos pilotos médios. Nessa corrida isso fica bastante claro, uma vez que demorou uma eternidade para ultrapassar Rosberg e rodou sozinho ao frear errado numa chicane. E não adianta reclamar da troca de pneus desastrada da Ferrari na última volta: “A porca saiu voando na minha frente” Não precisava ter chegado a esse ponto.

Vislumbres do gênio Schummacher. O alemão explora tudo o que pode da pista e do seu carro. Ultrapassa, defende posição, roda. Ele realmente gosta do que faz. E vai levar essa brincadeira até onde pode. Duvido que desista antes de realmente não conseguir mais correr. Por mais que os resultados sejam pífios, que a pontuação seja lamentável, é comovente vê-lo correr. Ainda é.

Mas vamos pro fim da corrida, que é o que interessa:

Hamilton ultrapassou todo mundo que precisava, quantas vezes foi preciso. Quando Alonso saiu na frente depois de uma troca de pneus, o inglês aproveitou o pneu frio do espanhol e contornou a curva na técnica, no braço. Alonso fez o de sempre. Fez o que sabe fazer. Também agressivo e incisivo, só não foi melhor que Hamilton.

Vendo as duas últimas corridas de Hamilton e de Alonso, fica a sensação que o campeonato poderia ter sido diferente. Os ajustes aerodinâmicos – geniais, sem dúvida – da Red Bull deram a vantagem que Vettel precisava nas classificações. E daí foi um abraço. Agora as coisas parecem equilibradas e o talento dos pilotos me parece mais decisivo, logo, as duas corridaças de El Fodón e Sir Negón.

Quem venceu a corrida? Lewis Hamilton, com justiça. Alonso em segundo, também muito justo. Webber aproveitou um fim de semana de muita luz pra faturar o troféu de terceiro colocado. Vettel administrou e ainda faturou um quarto lugar.

Destaque para Adrian Sutil. Sexto lugar com uma Force India tem que ser comemorado. Rubinho abandonou com vazamento de óleo (ao menos ele “vareia” nas desculpas) e Button vinha discretíssimo, quase sumido, até abandonar. Vale lembrar da bonita decolagem de Heidfeld. Acho que vi 3 rodas fora do asfalto.

Classificação do campeonato: Vettel (216 pts), Deserto do Saara, Webber (139 pts), Hamilton (134 pts), Alonso (130 pts), Button (109 pts).

Próxima corrida: 31 de julho, Budapeste, no tradicional Hungaroring. (O belo retão vai resultar em muitas ultrapassagens, pode apostar)

Foto: Ag. Reuters

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