Touchdown na concorrência

Como diria aquele famoso comediante, o Cazabérto Uveira Parreira, no futebol, o gol é um mero detalhe. Mal comparando, podemos dizer que na NFL, a principal liga de futebol americano americana, o touchdown também é apenas um detalhe. Estou acompanhando a temporada 2011/2012 e começo a perceber que o esporte, além de muito parecido com uma guerra, também é parecido com o mundo dos negócios. Um tal de Sun Tzu também fez comparação entre dois desses três pontos, mas na época dele ainda não existia o football. A não ser com a cabeça do inimigo, claro.

Uma empresa tem diversos tipos de profissionais, e não estou falando apenas de funções ou posições no organograma (nem sempre) organizado. Cada indivíduo de telencéfalo altamente desenvolvido e polegar opositor de unhas roídas tem sua personalidade e um… modus operandi.

Pensemos, pois, nos bloqueadores. Esses são aqueles indivíduos, parecidos com búfalos, que ficam em linha, praticamente encostando a própria “narega” na “narega” do bloqueador opositor. Quando a bola entra em jogo, eles precisam evitar que o adversário ultrapasse, ou melhor, se mova, ou melhor, respire. Eles não tocam na bola. Não são obrigados a correr, mas tem que dar condições (a.k.a abrir avenidas no meio de uma pilha de músculos) para que seus “‘franzinos” companheiros corram.

Assim são os colegas (ou mesmo chefes) linha dura. Você pode não ver os ditos cujus fechando uma venda, carregando caixas, ou mesmo puxando o saco do cliente. Mas pode ter certeza que os bons profissionais vão bater no peito e segurar os problemas, controlar as turbulências e evitar que a concorrência atropele a tranquilidade da empresa.

“Sem machucar o adversário, hein? Só na boa!”

Os 25 centavos de troco O Quarterback é o cérebro e o coração de uma equipe. No meio daquele monte de togloditas sangüinários adoráveis gigantes, o Quarterback tem que ter a frieza, a criatividade e a visão de lançar a bola no lugar certo, para a pessoa certa. É ele o responsável pela estratégia no campo de jogo e, bem… é ele quem toma as decisões que vão definir quem ganha ou quem perde. E, veja só, não é exatamente isso o que um líder faz?

E o que dizer dos kickers e dos punchs? Os caras são contratados e entram no jogo para fazer apenas uma coisa, nada mais que isso: dar um bicão na bola quadrada do Kiko oval. Agora… ai do cidadão se pegar na orelha da bola (bola tem orelha?) ou fazer uma cagada ensaiada. O time vai todo para o buraco. Qualquer semelhança com alguns profissionais – que você pode até achar uns nojentos prepotentes – NÃO É mera coincidência.

Um time de futebol americano precisa trabalhar em conjunto, com cada um executando, da melhor maneira possível, as funções que lhe foram pré-determinadas. E quando o objetivo é atingido – um tackle, mais um first down ou até mesmo um field goal), todo mundo comemora. Ora, nas empresas funciona da mesmíssima forma. Tem até sino sendo badalado com vigor quando a venda é gorda e bem nutrida!

Cazabérto estava certo: a rentabilidade é apenas um detalhe.

Um pensamento sobre “Touchdown na concorrência

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