O valor de cada coisa

Quanto vale um cineasta brasileiro? Quanto está o quilo da batata? Pagou caro nessa calça, miga? Bem… tirando a primeira frase, garanto que você já ouviu ou mesmo proferiu perguntas semelhantes, procurando descobrir o valor de cada coisa.

Acho legal, no entanto, abrir o leque desse negócio de valor. As vezes o lado monetário fala mais alto e desprezamos outros tipos de valores. Será que vai valer a pena continuar a escrever (e ler) esse texto?

Veja o valor sentimental. Aquela porcariazinha retorcida no fundo da gaveta pode render exatos zero reais e nenhum centavo de lucro líquido. Pode ser o caso do “nem pagando eu consigo me livrar disso aqui“. Só que… cara… aquilo veio da sua avó, foi a caixinha da sua aliança de casamento (a da primeira esposa, não confunda), foi a chupeta mascada do seu pecurrucho. Não importanta. Aquilo é realmente valioso pra você, por mais enigmático que possa parecer para todos os outros 7 bilhões de habitantes. Toda unanimidade é burra, como todos sabem.

O tipo de valor que eu mais gosto é o histórico. Minha coleção de moedas velhas diz um pouco sobre isso. Como escrevi alguns parágrafos acima, pode não ter valor monetário algum, mas é emocionante saber que aquela ferradura enferrujada foi de um cavalo da Primeira Guerra, ou que aquela tampa de privada teve a honra de receber o traseiro do escrevente da Lei Áurea. Logicamente alguns desses ítens tem um “cifrão” considerável, mas isso não é o mais importante.

Há também o valor de uso, que costuma ser meu critério para as compras, digamos, mais dispendiosas. A relação custo-benefício é importante para avaliar esse tipo de coisa. Algo não é caro ou barato pelo preço da etiqueta, mas sim pelo USO que farei de tal objeto. Veja: se custou 10 reais, mas eu NUNCA usei, saiu caro. Se custou R$ 1500 mas uso todo dia, para diversas coisas e realmente faz diferença na minha vida, saiu barato. Simples assim.

Para arrematar esse texto, sem trocadilho, proponho um exercício de reflexão: quanto custa em reais, os seguintes ítens (valor de mercado, ok?): um livro com o autógrafo do autor, um iPhone 4S, um DVD para dar de presente ao sobrinho (alô tia Batata), um carro esportivo de luxo, uma casa com piscina.

Agora…. quanto valem PRA VOCÊ, segundo os critérios que eu mencionei? Mais ou menos que o valor que o caixa vai cobrar?

2 pensamentos sobre “O valor de cada coisa

  1. boas perguntas… esses itens que você mencionou no final, apesar de objetos de desejo pra muita gente, não me atraem tanto. Não uso celular; carro esportivo de luxo atrai os amigos do alheio e custa uma nota para manter; idem a piscina, que nem tem tanta utilidade assim; DVDs, tenho poucos e só de filmes que gosto muito; e se for presente, tem o valor sentimental. O mesmo para o autógrafo do autor do livro.
    Se dependesse de mim, o mercado ia bem mal das pernas… 🙂

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