Começou! Top 5 livros de 2011

Olha só quem chegou! Seja bem vindo 2012! Que o Vossa Mercê nos traga muitas coisas novas, alegrias, assertividade – nada desse negócio de fazer muitos planos e não concretizar nada – e, claro, boas leituras.

Falando em leitura (belo gancho, hein?), a tradição mais uma vez se faz presente e vamos iniciar com uma singela lista dos 5 melhores livros que tive o prazer de degustar nos últimos 365 dias. Mas primeiro, o relatório padrão para a posteridade.

Do dia 1 de janeiro ao dia 31 de dezembro foram 16 obras literárias de cabo a rabo (epa!), o que dá uma vexaminosa, vergonhosa, horrível e, principalmente decepcionante média de 1,33 livro por mês. Podemos entender como desculpa o fato de ter escolhido obras com um maior numero de páginas? Pôxa… Crônicas de Nárnia tem 750 páginas. A biografia do Agassi mais 500… Fica difícil…

Depois desse chororô todo, vamos ao que interessa. Os 5 melhores livros de 2011 foram:

5 – Gone: o mundo termina aqui (Michael Grant)

A baixa expectativa é um triunfo a ser usado com cuidado. No caso de Gone, do escritor Michael Grant, encaixou-se como uma luva. Eu não dava um tostão furado por esse livro. Achei que abandonaria no segundo ou terceiro capítulo. Mas não… a premissa da sobrevivência me fisgou de tal modo que até agora estou indignado de não poder ler os outros da saga.

Resumindo, é a história de uma pequena cidade que sofre um incidente misterioso: os adultos desaparecem num piscar de olhos e os adolescentes tem que se virar para sobreviver. Como organizar uma sociedade nessas condições? Quem é líder, coveiro, cozinheiro? E os bebês, quem cuida? Tudo recheado com um dose cavalar de sobrenatural.

4 – Bar Bodega – Uma crime de Imprensa (Carlos Dornelles)

Aos 45 minutos do segundo tempo, leio Bar Bodega numa tacada só. Indicação do sócio de blog, Carlos Lemes Jr, a obra do jornalista Carlos Dornelles é uma soco na boca do estômago… dos jornalistas. O “fogo amigo” é mais do que uma crítica: é um alerta para avaliar qual o tipo de sociedade que queremos e estamos construindo.

Nesse livro, ninguém é santo e todo mundo é culpado. Ao contar a história de um crime que chocou a sociedade paulistana na década de 90, Dorneles aponta uma série de equívocos cometidos pela polícia, pela imprensa e pela sociedade. Quer dizer… chamar AQUILO de equívoco é tapar o sol com a peneira. O que foi realizado foi uma atrocidade com a ética e os direitos humanos. A responsabilidade jornalística foi mandada às favas com gosto.

3 – Crônicas de Nárnia (CS Lewis)

A leitura foi lenda e gradual. Avançou a passos de tartaruga, mas, no fim, valeu muito a pena. E valeu a pena pelo conjunto da obra: enredo, estilo de escrita, preço… Belo investimento de tempo e dinheiro.

Tudo o que eu queria falar sobre Nárnia está nessa resenha publicada em agosto. Falei tudo mesmo. Inclusive, fiz duras críticas a uma parte em especial. Reproduzo um trecho aqui:

Decepcionante mesmo foi “O Peregrino da Alvorada”. Tenho a mais absoluta tranqüilidade para definir como PREGUIÇOSO. O autor conseguiu a proeza de preparar o terreno para aventuras fantásticas e não desenvolveu todo o potencial. Foi simplista, minimalista… Com o enredo armado, eu faria melhor. E que a modéstia vá para a casa do baralho.

2 – 1822 (Laurentino Gomes)

Eu já tinha escolhido 1808 como um dos melhores de 2010. A continuação não fez por menos e… matou a pau e quebrou janelas. O livro que conta a real (com trocadilho) história da Independência do Brasil derruba mitos – como o que prega que não houve guerra pela separação do Brasil do Reino de Portugal e Algarves – e descreve personagens até então relegados a um segundo plano (Imperatriz Leopoldina e José Bonifácio). Utilidade pública!

D. Pedro I acaba, claro, como personagem principal, mas mostra-se uma pessoa extremamente interessante, sob vários aspectos. Impulsivo, temperamental, explosivo, empreendedor, mulherengo… para usar um clichê dos mais batidos, viveu a vida. Caramba… o cara criou um país do nada e libertou sua pátria natal das mãos do irmão malvado, casando duas vezes e tendo uma penca de filhos. Tem que respeitar o cara que apelida o próprio bilau de “máquina triforme“.

Confesso que estou cada dia mais apaixonado pela História do Brasil.

1 – Open (André Agassi)

Esse não é somente o melhor livro de 2011. É, disparadamente, a melhor biografia que eu já li. E não foram poucas.

Eu não tenho nada mais a falar sobre esse livro. Fiquem com um trecho da resenha publicada em abril:

E p***queopariu, que baita biografia. André e seu ghost writter – que nem é tão ghost assim – conseguem unir diversos elementos que tornam esse livro um dos melhores que eu já li. E o que mais me encantou foi a forma como ele foi montado. Não é um simples diário de lembranças. Ele realmente revive todos os momentos mais importantes, recriando o pensamento que se tinha na época. O tempo verbal mistura-se, numa salda de pretéritos, presentes e futuros. Expressões como “vou enfrentar pela primeira vez um tal de… Sampras. Pete, acho*” e após alguns capítulos (ou anos) um “Sampras tem um talento especial para chutar a minha bunda“.

E lá vamos nós torcer e trabalhar para que em 2012 eu consiga parar de ser preguiçoso e ler mais. Mais e melhor, claro.

Penetrar num livro é mudar de universo, é abrir um horizonte. (…) A obra é, ao mesmo tempo, uma fechadura e um acesso, um segredo e a chave do seu segredo. – Jean Rousset

6 pensamentos sobre “Começou! Top 5 livros de 2011

  1. 16 livros em um ano, está melhor que eu… acho que dá pra contar nos dedos de uma mão os livros novos que li em 2011 (houve algumas releituras, mas tradicionalmente essas não contam, né?)

    Um ótimo 2012, com ótimas (e muitas) leituras!

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