Como melhorar o Big Brother Brasil

Muito sutil para ter uma legenda

No calendário de acontecimentos do ano, o mês de janeiro inicia a temporada da dicotomia da televisão: ou você ama o Big Brother Brasil, vota, comenta, torce e se envolve com os participantes (gastando seu rico dinheirinho para eliminá-los num paredão cubano) ou odeia com todas as forças, questionando o nível intelectual do programa, a manipulação e o tamanho da cabeça de bagre de quem prestigia. Coitado do bagre, a propósito.

Aqui eu tentarei ser imparcial. Eu acredito que o mais importante não é o conteúdo transmitido pelo programa, mas sim COMO você critica as informações que absorve (no sentido de selecionar, separar o joio do trigo, debater os pontos cruciais). Isso serve para tudo: livros, filmes, propagandas políticas, o preço da carne no açougue… Engolir sem mastigar não faz bem.

Continuando com a metáfora gastronômica – não importa se você come uma feijoada. O importante é a sua capacidade de digerí-la. Conheço uma pessoa que simplesmente é incapaz de comer um pedaço de melancia (MELANCIA!) sem dialogar com a dita cuja uma tarde toda…

Esse é meu ponto. Acredito também que mais importante que descer a lenha vigorosamente, é propor soluções que contribuam para o crescimento do objeto da sua intensa fúria. Não adianta apenas falar pro seu filho pequeno que sair pelado do banheiro quando tiver visita em casa é errado. Tem que explicar que é melhor chamar, caso ele tenha alguma dúvida, inclusive sobre o destino do… submarino E, sinceramente, não vi ninguém (ou pouca gente, para não generalizar) fazendo algo parecido com isso. Não me referia a dar tchau pro cocô, mas sim propor soluções, que fique claro.

Aqui estão as minhas singelas propostas para tornar o programa mais interessante:

Vamos dar uma espiadinha?

Melhor escolha dos participantes: Apesar da seleção das modelos gostosas e garotões sarados ter o seu valor (inclusive o de abastecer as revistas de nu artístico (artístico? Sei)), nada impede que outros tipos sejam selecionados. Sem pensar muito, eu colocaria:

– Um gordo. Mas daqueles respeitáveis. Como diria a Chiquinha, uma baldeação imensa. Nada de fofinhos e fofinhas ié-ié.

– Um cadeirante. Necessita maiores explicações?

– Uma ricaça. O sucesso (?) de Mulheres Ricas, na Bandeirantes, deixa mais evidente a atração pela vida de quem não é tosco. No máximo, excêntrico.

–  UM (numeral, não artigo) famoso. Mas famoso mesmo. Nada de celebridades de segunda linha. E tem que ficar boa parte do programa. Nada de um ou dois dias.

– Um gringo, que não seja argentino. Isso já foi tentado.

Falta desafio: o jogo por vezes é monótono. Piscina, cadimia, um bilhar aqui, uma cochilada acolá… Não há um desafio, algo que necessite uma solução, um trabalho em equipe. Falta o famoso gancho para fisgar o espectador para o dia seguinte, tal qual é feito com maestria nas novelas.

Dê um problema e os brothers e sisters devem se encarregar da solução. Uma obra? Um quarto trancado e uma chave escondida em algum lugar da casa? Deve ter alguém melhor do que eu pra pensar nisso.

Trocar o apresentador: Mudança é algo que a Globo detesta fazer. Foram décadas para reformular o Globo Esporte, por exemplo. Por um lado eles tem razão. O modelo de… hã… grade flexível do SBT se mostrou um desastre. Por outro lado, certas coisas se desgastam com o tempo: bordões, gestos e olhares.

Pedro Bial tem um enorme mérito em segurar a apresentação do programa por 12 longos anos, sozinho. Para efeito de comparação, Miguel Fallabela passou 15 anos à frente do Video Show, numa época bem menos dinâmica.

Seria a hora de trocar, tentar algo diferente? Acho que sim. Se bem que eles nunca terão Silvio Santos, o que por si só já constitui um enorme defeito.

Haters gonna hate: Isso é uma verdade que não vai mudar. Quem odeia de verdade vai achar defeitos em tudo. Acho que seria edificante cooptar alguém que de fato detesta o BBB para fazer parte do casting. Essa pessoa vai achar defeitos. E, claro, tem que ter culhão coragem para não limar da edição as reclamações que fatalmente surgirão.

Já que é um reality show, ou seja, um programa que se propõe a mostrar a realidade, nada mais justo que dar voz aos haters. De repente criaríamos um movimento reverso, se outros haters torcendo para o hater ganhar e doar o prêmio para instituições de caridade. Ou não. Com dois mião no borso (como se diz no interior), quero ver se o caboclo não muda de ideia….

Então… eu indico o Henderson Bariani, mas, Bial, não é nada específico. Não tinha muita opção para indicar e tem aquela questão da  afinidade e talz. Mas é isso.. UHUUUU ITATIBA! BEIJO BRASIL.

3 pensamentos sobre “Como melhorar o Big Brother Brasil

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