Um 2012 como nunca tivemos

Quando os Maias formataram o calendário no computador, decidiram que 2012 seria o último ano da existência terrestre. Já tinha dado muito trabalho pensar em tantos acontecimentos, tantas pessoas, tantos lugares… os bons nomes estavam rareando. Como encontrar alcunhas tão agradáveis como Sodoma e Gomorra, ou ainda criar ídolos aos moldes de Churchill, Irmãos Lumière e o Dr. Robert Rey?

Entretanto, os Maias reservaram o melhor para o final. Sim… o grand finale do mundo deveria ser surpreendente. Inesquecível. Coisa para contar aos netos. Se bem que.. ah, deixa pra lá.

Os sinais estavam claros. A literatura nos ensina que um comandante nunca abandona seu navio. Eh, bien… Ecoou, no Costa Concórdia, o brado retumbante e absolutamente sincero: Vada A Bordo, Cazzo!

Como pouca gente percebeu, os sinais se tornaram claros e límpidos… libertadores. O Corinthians realizou o que muitos, inclusive membros da própria torcida, julgavam impossível: matou uma piada. Levantou uma taça furreca (ou devo dizer fuleca?) e fez a noite de São Paulo parecer revellion. Ali a associação, óbvia, tomou força. Mas ainda faltavam algumas coisas.

O mundo ainda estaria nos eixos enquanto o pião girasse. E o nosso pião giratório, que não era o da casa própria, estava personificado em algumas celebridades que pareciam imortais.

Em setembro, Hebe Camargo foi sentar no sofá do Céu. Sinônimo de vitalidade, mesmo com mais de oito décadas de vida. Em dezembro, Oscar Niemeyer. O arquiteto que suavizou o concreto, morreu aos 104 anos, mas também… fumava! Queria o quê?

Não parece ser possível escapar de nosso destino. A season finale do mundo continua animada. A série, chamada “Planeta Terra: uma história de involução”, parece não ter sido renovada pelos produtores executivos. A coisa tá tão feia, que tem até político sendo julgado… E CONDENADO! No Brasil. NO BRASIL!!!

Acho que, para fechar o caixão e beijar a viúva, só falta o keynote da Apple anunciando a nova versão. Que, claro, só chegará ao Brasil meses mais tarde e custando o dobro do preço.

Eça-de-Queiros-retrato

Eça foi muito boa!

Um pensamento sobre “Um 2012 como nunca tivemos

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