Consegui! Top 5 livros de 2012

2012, o ano que acaba de entrar na área de cobertura do Estatuto do Idoso (e, portanto, com direito a vaga preferencial, gratuidade no ônibus e empréstimo consignado ao INSS), foi PÍFIO no que se refere a leitura. Em quantidade, pelo menos, é coisa de chorar e se esconder embaixo da cama, não necessariamente nessa ordem. Mas necessariamente ao mesmo tempo.

Ao todo foram 7. Vou repetir… SETE. Mas eu peço que não parem por aqui. Superamos a marca necessária para construir um top 5. Não vou achar desculpas: é necessário tomar vergonha na cara e aprender com os erros.

Dessa forma, serei direto e reto:

5 – O Hobbit (J.R.R. Tolkien)

Nunca havia lido nada de Tolkien. Calma, não precisa segurar seu mouse tentando acertar esse pobre blogueiro. Eu apenas prefiro a realidade à fantasia, o que se nota pelas listas dos últimos anos. Como a primeira parte do filme baseado na obra se avizinhava, achei oportuno começar, principalmente porque dizem que este é de leitura mais fácil e é reconhecidamente mais infantil (tanto é que o Um Anel apenas deixa o usuário invisível, sem deturpar-lhe a mente).

Bom livro. Quem sabe eu não me animo para ler outros de tão aclamado autor?

4- Boni (José Bonifácio Oliveira Sobrinho)

A História se divide entre a minha versão, a sua versão e a verdadeira. José Bonifácio Oliveira Sobrinho, o Boni, conta a dele. Mesmo “revelando” um ou outro pecadinho, é evidente que talvez as coisas não tenham acontecido do jeito que ele conta. Não é uma biografia (como ele mesmo faz questão de ressaltar), mas um apanhado de histórias vividas (ou seja… uma biografia).

O livro se destaca, no entanto, por ser extremamente familiar. Nomes, locais, programas, emissoras de televisão, de rádios… tudo é muito próximo. Gente como a gente, que fala a nossa língua. Eu sou jovem e não vi muita coisa que ele conta, logo, acredito que os mais vividos terão uma sensação de proximidade ainda maior. Lembrarão onde estavam em cada um daqueles eventos, quando viram certa propaganda, os incêndios… uma viagem por mais de 50 anos na história do Brasil, na ótima da mídia de massa.

E é inegável que a história da comunicação do Brasil não passa apenas pelas mãos do seu Chatô. A conclusão é que TUDO TEM UM DEDO DO BONI.

3 – Mistério do Trem Azul (Agatha Christie)

Estava com saudades de ler alguma coisa da minha amiga Agatha. Sim… considero a velhinha, dona da mente mais cruelmente genial da historia da literatura, uma amiga querida. Muito do meu gosto por leitura veio dos clássicos livros dela.

Em mais um romance ambientado (se não em grande parte, mas nas cruciais) em um trem, Poirot prova não sua maestria em resolver crimes, mas seu tato com as damas. Uma aula de como cativar uma mulher, sem ter interesses sexuais envolvidos.

Mais uma vez descobri a pessoa responsável pelo assassinato, sem, contudo ter certeza de como, quando e porque.

2 – The Walking Dead (HQ de Robert Kirkman e Tony Moore)

A série sobre um mundo pós apocalíptico infestado por gente que está morta, mas estranhamente levanta, sai andando e deglutindo os outros está na lista por ser um estilo diferente de contar uma história: em quadrinhos. São 104 edições lidas em 2012, entretanto, para ser justo, contei tudo como um livro só. São mais fáceis de ler, são menores… não é justo contá-la individualmente.

E nessas 104 edições muita coisa aconteceu. É fantástico ver personagens crescendo, evoluindo, modificando gradativamente suas personalidades. Alguns fazem coisas que você julgaria impossível no início, mas a sequencia de acontecimentos os deixou aptos para tal.

A série tem viradas sensacionais e momentos de fazer cabeças rolarem ou explodirem. Literalmente. E fica a lição: o problema não são os mortos, afinal. Se preocupe com os vivos!

1 – No Teto do Mundo (Rodrigo Raineri e Diogo Schelp)

Uma boas história para contar. As vezes, tudo o que queremos de um livro é um bom  roteiro. O livro de Rodrigo Raineri faz um relato bastante pessoal de escaladas ao topo (mas para onde escalar, se não visando o cume, hein?) da montanha mais alta do planeta: Everest.

Perrengue é pouco. Subir a montanha é MUITO difícil, principalmente nas condições que os alpinistas definiram. Entretanto, é para isso que servem os desafios: para serem superados. Chegar ao topo é um detalhe. A subida é o que interessa. Isso não te lembra alguma coisa? Sei lá… a vida, talvez.

Após ler No Teto do Mundo, fiquei com vontade de visitar A Montanha. Não é necessário chegar ao cume. Nem mesmo nos acampamentos intermediários. Basta estar lá e contemplar tudo aquilo. Você vai entender.

Até porque… nunca se esqueça da volta.

2013 está aí e a meta traçada é um livro por mês. Quero chegar em 1º de janeiro de 2014 dizendo que li 12 livros. Já está bom. É preciso retomar aos poucos.

Um pensamento sobre “Consegui! Top 5 livros de 2012

  1. Pingback: Libertem as biografias! | Ideia Fix

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