Copa das Confederações: Tourada canarinho no Maracanã

Com 2 gols de Fred e 1 de Neymar, Brasil atropelou a Espanha e, sem dó, piedade ou cerimônia, venceu a Copa das Confederações 2013. 

Quem viu a final da Copa das Confederações entre Brasil e Espanha certamente ficou maravilhado e surpreso com o quanto o selecionado nacional jogou. Todos esperavam (inclusive eu) uma partida dura e até com os toureiros dominando, bem ao seu estilo. Não ocorreu. O varal entortou a favor do verde-amarelo, num futebol moderno, intenso e eficiente, que até agora não havia aparecido. Bela hora para aparecer, hein?

Foi a melhor partida que eu vi o Brasil jogar em muito tempo. O domínio aconteceu na bola, em uma marcação incansável e muito apertada. Foi também um domínio psicológico. Parecia que, mesmo jogando 5 horas seguidas, Julio César não seria vazado.

Tudo deu certo, até quando deu errado. Fred no chão com 1:30. Gol. Uma avenida IMENSA nas costas do Daniel Alves e uma MAIOR AINDA nas do Marcelo, chute preciso de Pedro e…. David Luís aparecendo de carrinho, em cima da linha. Pênalti bizarro cometido por Marcelo e Sérgio Ramos acertou a placa de publicidade. Uma das muitas. Foi para ficar rojo de vergonha.

Se a ideia da Copa das Confederações é ser um teste da estrutura para a Copa do Mundo, a Seleção Brasileira passou em sua prova particular. Enfrentou jogos para dar moral, como o Japão, de paciência como o do México, adversários de tradição e raça como Itália e Uruguai, até o derradeiro espetáculo contra a Espanha.

É claro que o time não está pronto (as laterais continuam sendo um problema), mas a luz no fim do túnel parece maior e mais palpável. Fred é o nosso 9 goleador. Luís Gustavo foi muito bem no meio campo, assim como Paulinho (hoje anularam Iniesta e Xavi). Julio César, opção a principio antiquada, foi seguro quando acionado. Até Hulk superou a desconfiança e, mostrou que merece, ao menos, estar no grupo.

Quanto a torcida brasileira, foi o 12º jogador. O hino cantado no gogó deu aquela injeção de adrenalina fundamental no começo do jogo (crucial em mais de uma partida, eu diria). Agora, bom mesmo foram os gritos de “Shakira” na expulsão de Piqué no segundo tempo. Aqui é Joelma, porra!

Mais um troféu para a coleção e a missão de cultivar o otimismo, sem deixar a empolgação ufanista mascarar o caminho até a Copa do Mundo. Com 32 seleções, o buraco é mais embaixo. E Felipão sabe disso.

David LuizGolaço de David Luis quando o jogo ainda estava 1 a 0. Decisivo.

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