UFC Fight Night 32: Belfort x Henderson

Um explosivo Vitor Belfort nocauteia Dan Henderson de forma avassaladora e se credencia para disputa de cinturão. O Fenômeno está de volta?

43 anos e nenhum nocaute dentro do UFC. Dan Henderson não é exatamente o tipo de cidadão que você queira enfrentar de peito aberto. A mão pesada do americano já foi sentida pelo brasileiro em outra ocasião, ainda no PRIDE, em 2006. Vitória por decisão unânime.

O novo embate aconteceu na quente Goiânia. Uma vitória de Belfort significaria a chance de disputar o título dos médios contra Anderson Silva ou Chris Weidman (lutam dia 28 de dezembro). Para Henderson, uma derrota poderia significar pendurar as luvas e calçar o chinelinho de aposentado. Veteranos lutando pelo futuro.

Soa o gongo! O round começa com 1 minuto inteiro de estudos e nenhuma tentativa de golpe. Apenas a troca de olhares e na procura da distância perfeita.

E então a avalanche. Hendo partiu para cima, cabeça baixa e braço direito tentando acertar Vitor. Jeito estranho de atacar. Não esperava, contudo, uma esquerda em uppercut de Belfort, que pegou em cheio. Deu para ver os dois (!) pés do americano fora da lona e o corpanzil indo para o chão. Fantástico! Que choque! E dá-lhe ground and pound violento. Cidadão acertou toda e qualquer brecha que um atordoado Henderson deixava sem proteção.

Dan até conseguiu levantar, cambaleante, para tentar ensaiar uma reação. Se conseguisse respirar já estava de bom tamanho. Belfort foi MUITO mais rápido para encaixar um chutaço com a esquerda, bem na têmpora. Game over. Alguém anotou a placa do rinoceronte?

Claramente Henderson perdeu a luta na tentativa desastrada de acertar Belfort a qualquer custo. A primeira investida passou no vazio, mas ele não recuou. Tentou, no embalo, o mesmo golpe, ainda de cabeça baixa. A mão de Vítor, de baixo para cima, desestabilizou completamente o americano. O impacto teria feito muita gente dormir.

Por sua vez, Belfort foi muito ágil quando percebeu a oportunidade. Não deu espaço para Hendo reagir, respirar ou pensar. Zeinho não deveria lembrar nem onde estava, com a saraivada de punhos partindo de todos os lugares. E acertando todos os lugares. Uma avalanche de golpes e, por fim, um chute certeiro, quando o americano ameaçava escapar pela direita. A clássica saída estratégica não deu certo.

1:17 depois do gongo, o inferno de Hendo terminou. Pode botar sua primeira derrota por nocaute na conta, rapá! O esposo da Feiticeira vem fazendo magia no octógono. Mas agora o buraco é mais embaixo.

Vem cinturão por aí ou o brasileiro vai ficar mais uma vez pelo caminho? Com a disposição (e a cabeleira pra lá de esquisita) mostrada nesta noite, alguém duvida do Fenômeno?

headshotUh… headshot!

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