Opinix: Kleiton e Kledir

Hoje volto com um assunto musical.

Vocês conhecem a dupla isso a dupla de MPB, Kleiton e Kledir?

NÃO???? Então eu vou tentar apresentá-los…

Nascidos em Pelotas/RS, os irmãos Kleiton e Kledir Ramil sempre viveram em um ambiente musical, mas a carreira deles começou mesmo quando se mudaram para Porto Alegre, onde foram para vida universitária.

Na década de 70, com mais 3 amigos, formaram o grupo “Almôndegas” na qual começaram a mostrar o que a música popular gaúcha tinha. A banda lançou 4 discos e depois de muito sucesso em seu estado natal se mudaram para o Rio de Janeiro.

No início da década de 80 os dois se lançaram como uma dupla, e ai o sucesso foi total.

Com letras bem humoradas que retratavam (e ainda retratam) o folclore gaúcho, sem esquecer da temática amorosa – utilizando para isso muitos termos regionais –  eles se firmaram no cenário musical nacional.

Suas composições foram gravadas por Simone, Fafá de Belém e muitos outros. Fora do Brasil elas estão presentes no repertório dos argentinos Fito Paez e Mercedes Sosa.
Alguns sucessos são “Paixão” e ” Vira Virou“.
Veja um pedacinho da “Deu pra Ti“, um outro sucesso da dupla:

Quando eu ando assim meio down
Vou pra Porto e…bah! Tri legal
Coisas de magia, sei lá

Paralelo 30

Quer saber mais??

http://kleitonekledir.uol.com.br/
http://letras.terra.com.br/kleiton-e-kledir/

Até Sexta que vem!!

(Nota do Frank:  Para os imundos que só leram as palavras “gaúcho”, “Pelotas, “almôndegas” ,”vira virou” e depois viram a foto, um aviso: Ambos são casados e têm filhas que justificam a fama gaúcha das belas mulheres. Mais um detalhe: a expressão “Deu pra Ti” significa basta, chega…. E que não fiquem mal entendidos!)

Opinix: Rock in Rio capitalista

Tem certos momentos que o capitalismo passa dos limites.

Vejam, o caso do Rock In Rio (importante festival de música que começou na década de 80) tendo shows como a antológica apresentação do Barão Vermelho – com Cazuza no vocal – em 85( em um momento de começo de abertura política no Brasil, após a ditadura).

Hoje, o evento perdeu seu sentido e suas raízes. O que o americano sabe sobre música brasileira, a não ser Bossa Nova e alguns poucos compositores/cantores?. O que sabe o espanhol?

O Lenny Kravitz conhece música brasileira a fundo? Duvido… americano (em geral, pois há exceções) não gosta de se misturar culturalmente. Pensam que só a cultura deles basta.

O festival deveria ser um instrumento de divulgação da cultura musical brasileira, e não mais um produto capitalista, se não é melhor mudar o nome para “Rock in World”.

(Nota do Frank: Resolvi me intrometer no texto para dar um pitaco: Se o nome dado ao festival é “Rock in Rio“, deveria, no mínimo, ser realizado no Rio de Janeiro, caso contrário, o nome não faz sentido. Algum gringo capitalista resolveu esquecer a lógica geográfica e chamou o evento sediado em Portugal de “Rock in Rio Lisboa“. Palmas… muitas palmas…)

Opinix: O clube da esquina

Olá! Voltei hoje com uma curiosidade. Uma curiosidade musical…

Você sabe o que é o Clube da Esquina?? Não?? Eu vou, nas minhas humildes palavras, tentar explicar.

O clube foi – e ainda é – um dos movimentos musicais mais influentes da história da MPB.

Nascido nos bares de Belo Horizonte nas décadas de 70 e 80, conta com cantores e compositores como Milton Nascimento, Beto Guedes, Lô Borges e compositores como Fernando Brant, Ronaldo Bastos e Wagner Tizo. Eles começaram a tocar, além dos bares tradicionais, em bailes nos clubes da capital mineira – isso antes da fama.

Com letras que vão da temática amorosa, passando pelo orgulho de ser mineiro, pelas belas paisagens de Minas, até letras com cunho de contestação política, o movimento ainda se renovou com a presença de bandas como, por exemplo, o “14 bis”.

Destacam-se canções como Amor de índio, Caçador de mim e “Trem azul” – todas com um profundo que prosaico e intelectual.

Vale a pena conferir essas e muitas outras canções!!

Até sexta que vem!!

Obs: O “Bituca“, na foto, é justamente o Milton Nascimento.

Vicente Amar profetizava: “Tudo perna de pau!”

A música abaixo faz parte do folclore do futebol brasileiro. Foi escrita já há algum tempo, mas mantém-se atual, de um jeito assustador…

O que mais me chama a atenção é que é possível sentir o povo falando. Sentir o clamor popular por um futebol melhor, mais bem jogado, sem tantos pernas de pau e melhor organizado. A realidade descrita nua e crua, mas com uma pitada de bom humor que Vicente Amar colocou na letra e que os Demônios da Garoa imortalizaram.
Fiz questão de manter a letra como é cantada, para dar mais veracidade.

Bônus Track: Antes da música começar, pelo menos na versão que tenho, há um pequeno diálogo que fiz questão de reproduzir…. Vamo à ele e logo depois à música em si:
Obsvervação: As falas em itálico são ditas pelo cantor da música.

“Vai sair aí da frente rapaiz?! Cê num tá vendo que tá perturbando a passagem dos outros aí? Os outros também tem diiiiireeeeeeiiiiito, né? Chega aqui devagarinho. Molhe aí a pimenta! Vamo entrá agora?”
“Olha aí pititico…. Eu tô aqui só pra fazê uma fofocas. Num vô entra não!
“Como Nããão?!”
“Tá loco? Esses caras são muito grosso de bola!
“Hoje nóis ganha?”
“Num ganha.”
Gaaaaaanha!”
Já rasguei a carteira do clube, eu não vô entrá não. A gente chega aqui, pede uma entrada de numerada e os caboclo lá de dentro do buraquinho do guichê, chega de dá “tique” pra gente. Se quisé só no gaio. Ou no gaio ou lá no morrinho. E a gente gasta todo o salário da gente em fuguetório, fica rouco, rouco, rouco e esses caras num fazem nem gol…”

Time perna-de-pau

Assim nosso time de futebor vai mal.
Nosso jogadores são tudo, são tudos perna-de-pau.
Só contratemos quem não sabe nem chutá.
Parecemos muié de malandro, só sabemo é apanhá.
Mas os curpados são os nossos diretô
Que não dão ao jogadô
Assistência, morá nem materiá
Se nóis tirá em úrtimo lugá
A culpa é do “ténico” que não sabe orientá

Bola vai, bola vem
Nosso time entra bem
Não se sarva ninguém, da derrota
Será possíve?
Como é que pode, desse jeito eu morro!
Nóis grita, grita, grita e nossos jogadô
Não fazem nenhum gol

“Aí meu cumpadi… desse jeito num dá não”

Profético, não?

Creio que esse devia ser um dos coros entoados nos estádios, em vez do popular “Burro! Burro!” ou ainda do “Ô, Ô, Ô, queremos jogadô”…

Em tempo: Achei a música no Youtube. Apesar do site estar em chinês/corano/japonês (e o caro leitor e a querida leitora vão me fazer o favor de não perguntar por que raios está em chinês/coreano/japonês) é a música original.
Quem é anti-corintiano com certeza gostará das imagens do vídeo. Isso prova mais uma vez que esse é um blog isento e imparcial e que com certeza vai encher de porrada a pessoa que editou as imagens.

O link é esse aqui: http://hk.youtube.com/watch?v=VjXjoRxJcLM

Post dedicado às torcidas que sofrem com seus pernas de pau (não é mesmo Perdigão?)

Alceu Valença: o rei das vogais

O Idéia Fix partiu para a sua primeira matéria de campo. Mas o fracasso foi tão grande que é melhor nem chamar de matéria de campo.
Sim meus leitores e minhas leitoras… o fracasso faz parte da vida, e não tenho vergonha de dizer que falhei, mas não é por isso que abaixarei a cabeça!

Um sujeito engraçado....

A matéria de campo consistia em entrevistar Alceu Valença, um mito da música popular brasileira. Eu teria uma oportunidade, uma única oportunidade durante a apresentação dele na hiper-super-mega-popular Festa do Caqui, em Itatiba-SP (coincidentemente, cidade onde moro).
Esperei um bom tempo Alceu Valença adentrar as dependências do Parque da Juventude (obra do prefeito para ganhar votos cuidar do bem estar dos itatibenses). Quem disse que ele aparecia?
Perguntei à um segurança e ele me informou que o Valença já se encontrava no parque. “Droga… agora é ver se dá pra chegar perto“.

Mas não deu.

A segurança era muito boa e eu não queria me arriscar a ser preso à toa.
O jeito foi aproveitar o show, que aliás, foi muito divertido.
Não vou descreve-lo, afinal, isso é muito sem graça. Quero apenas comentar apenas 2 passagens do show que achei muito interessante:

Numa pausa entre uma música e outra, Alceu Valença comenta:
Quem tá gostando do shooooooooow?”
AAAAAEEEEEEHHHEEEEEEEEEEE” (onomatopéia para delírio do público)
Agora eu quero ver: Quem tem meu DVD????

Se cinqüenta levantaram a mão, foi muito… Mas isso não abateu o “rei dos palcos” que retrucou:
Tudo pirata né? Mas não tem problema… eu peço a vocês… copiem meus Cd’s e passem adiante… Isso não será pirataria porque eu tô autorizando. Pode copiar que eu deixo. Temos que valorizar a cultura brasileira. Esses americanos cantando aqui não tão com nada. Vão à merda esses americanos!”

Falou e disse.

Num outro momento do show, uma mulher invade o palco e agarra Alceu Valença. A segurança age rápido e tanta tirar a mulher de lá. Tenta. Ela incorpora um carrapato estrela e não larga o cantor pernambucano, que, logicamente, não consegue exercer sua profissão (em outra palavras… não consegue cantar).

Então… não mais que de repente, surge um homem de verde e arranca o microfone das mãos de Alceu Valença e continua cantando a música (de forma desafinada, diga-se). A segurança finalmente consegue tirar a mulher do palco. E o inusitado acontece: Alceu não consegue retomar o microfone! O maluco continuou cantando, sem se importar se o convidado da noite queria ou não voltar a cantar.
Alceu, rindo, foi tomar uma água enquanto o “robert” continuava o show. Alceu ainda teve que esperar a música acabar para poder continuar… Ainda sim, pediu os aplausos do público.

Ahhhh esse povo que não sabe se comportar!

Viva Alceu Valença!

Leva’s Polka: O hit do Loituma

Juro que pensei em alguma coisa pra descrever o vídeo abaixo, mas não consegui. O máximo que pude fazer é achar a letra dessa maravilha poética da música finlandesa (!).

Divirtam-se com Loituma e sua Polka…

Viciante, não?

Quando consegui parar de ouvir a música, procurei com mais calma outras informações. Segundo o que consegui na Wikipédia, a música chama-se Levan Polkka e é uma antiga canção finlandesa da década de 30. É também conhecida como “Ievan Polkka“, com I no lugar do L. Ainda pode ser encontrada com Leva’s Polka.

Eles cantam num dialeto típico da Finlândia, o Savo.

Se alguém quiser (tentar) cantar, a letra está nessa página do Terra. Boa sorte!