Eu votei Sarney! E você deveria ter votado também..

Quando a vida te dá um limão, você faz uma limonada (ou qualquer outra receita da maravilhosa Cozinha da Ofélia). Mas e quando a vida te dá uma arroba no Twitter, uma alcunha na rede social de mensagens curtas, com um nome famoso em outro país?

Ontem, 18 de novembro, o personagem Félix, da novela Amor à Vida, confessou ter jogado a filha de sua irmã em uma caçamba de lixo, minutos após o nascimento do bebê. A atuação do ator Mateus Solano foi bastante elogiada nas redes sociais (e isso significa algo, uma vez que o padrão é, normalmente, a crítica. A qualquer coisa).

Quem não entendeu absolutamente nada foi o @felix. Morador de New York, é co-fundador de um site de “Hack Food”, que, se bem entendi, se propõe a criar um aplicativo (ou algo do gênero) para facilitar uma prática muito bizarra: deliberadamente, pedir a troca de ingredientes em fast foods para que eles se transformem em “outro prato”, custando bem menos. Literalmente hackear a comida. Esse texto Financial Post explica um pouco melhor o que diacho é isso.

No fim das contas, sabe o que isso significa? Isso, absolutamente nada. Ele não tem o podrão da esquina que tanto você gosta e que dia após dia entope suas artérias.

Ontem, após a cena com a carga dramática elevada, ATÉ ELE parece ter ficado curioso:

felix

Até o final da novela é bem possível que ele sofra um pouco mais. Ou comece a acompanhar a novela do Walcyr Carrasco, vai saber.

Mas e quando a arroba sorteada não é exatamente… popular? A @sarney que o diga!

not sarney

Moradora do Colorado, sua breve descrição no Twitter é: “Product management at Kapost ….and loose cannon! Eu não sou José Sarney! (I am not José Sarney, a lawyer, or a Brazilian lawyer). I know it’s confusing“. E sim, ele é realmente advogado, segundo o site do Planalto!

Sempre que alguma acusação contra Sarney (o nosso, não a deles) volta para os holofotes da mídia (o que provavelmente acontece de tempos em tempos), a linha temporal da moça é invadida por comentários, nem todos simpáticos. Imagina ser xingado, em outra língua, por causa de alguém que você não conhece, nem faz ideia de quem é?

Entretanto, aqueles limões no começo do texto viraram uma limonada. Sarah aproveitou sua influência (?) entre os amigos brasileiros para pedir votos. O mundo é ou não uma caixinha de surpresas?

vote sarney

O pedido, em português, foi para um projeto online do marido da moça, sobre uma plataforma de compra de aplicativos para celular. Os votos eram computados por uma espécie de “incubadoras de idéias”. Para ter a chance de ser escolhido por um painel de juízes (e ganhar uma boa grana para seu desenvolvimento), o projeto precisava ter, ao menos, 250 votos.

Pedido feito, pedido aceito, afinal, somos brasileiros e não medimos esforços para ajudar aqueles que precisam! O projeto obteve 290 votos (!) e está na briga para, em 2014, ser o agraciado pela bufunfa.

Apesar dos contratempos, a moça parece que tomou afeição pelas terras tupiniquins. Ainda no Twitter, postou uma foto do próprio filho segurando uma bola verde e amarela, na qual estava escrito Brasil. E com “S”, o que é mais surpreendente…

Sendo assim, não sinta vergonha! O Brasil ajudou Sarney em mais uma eleição. 

E você deve se orgulhar disso…

Opinix: Boa Surpresa

É bom quando as pessoas te surpreendem positivamente, algo raro nesses tempos.

Dilma Rousseff, para mim, foi um desses casos (aos apressadinhos: não votei nela).  A presidente é discreta? Sim, mas e daí? Quem é eleito para presidente não tem obrigação de ser Pop Star e aparecer a cada 5 minutos na mídia.

Lembremos que Dilma não “nasceu” com o PT. Deve ser por isso que ela não gosta muito de holofotes, como os figurões do partido. Eles adoram uma luz em cima deles.

A presidente é “cirúrgica”. Só aparece quando tem que aparecer, como por exemplo, ao mandar recado para Ricardo Teixeira, presidente da CBF, se pôr no seu lugar durante os preparativos para a Copa do Mundo.

Uma outra característica dela que me chama atenção: ela não tem vergonha de “cortar na própria carne”. Ela ajudou a colocar a grande maioria dos ministros? Pode ser, mas se for preciso limpar os “sangues ruins”, que se limpe. Não importa o tamanho da ferida.

E por último: ela parece ser apartidária. Não há rixa política para Dilma. Característica essa reconhecia por FHC e por outros “tucanos”.

Tá ai… uma boa surpresa.

Despachos Itatibenses de Domingo

Depois de uma pausa de algumas semanas por motivo de força maior, que também pode ser entendida como total e completa falta de assunto, volto com o Despachos de Domingo totalmente voltado para a minha cidade, Itatiba.

Sobre Profissões
Itatiba é um poço de contradições. Se por um lado conta com um Distrito Industrial criado pata atrair multinacionais que gerariam emprego e renda para a cidade, por outro ainda é possível encontrar preservadas profissões pouco comuns:

Já falei bastante do seu Alcindo, o barbeiro, no Twitter. Aqui no blog eu já postei um poema em homenagem a sua tradicionalíssima barbearia. Além dessa profissão  – substituida pelo arrastão dos cabeleireiro unissex – essa semana que passou pude relembrar uma que a há muito considerava extinta: o moleque do jornal

O moleque do jornal é retratado nos filmes de época como aquele garoto magricela que usava suspensório e uma boina bastante exótica. A função era simples: Ficar parado na esquina do centro da cidade, com um bolo de jornais embaixo do sovaco gritando: EXTRA! EXTRA! EXTRA!

A versão 2010 mantém um moleque – no caso gordinho – com uma resma de jornais (resma de jornais?) a tiracolo. Acredito que essa espécie tenha evoluido, pois poupa nossos ouvidos daquela gritaria infernal. A boina e o suspensório foram abolidos, dando lugar a uma camiseta com o nome e logo da empresa… Modern Times…

Sobre revista
Falando em comunicação, vocês sabem que sou crítico em relação ao que se publica aqui na Terrinha. Mas dessa vez eu só tenho o que elogiar, se tratando da Q! Revista (cuja versão online pode ser vista aqui)

Ela pode não trazer assuntos relacionados a política ou economia, mas é uma fonte muito valiosa de entretenimento. O grande mérito da revista é revelar e mostrar para todo mundo os talentos, personalidades e artistas da cidade.

Na edição desse mês (Março/09), há uma matéria bastante esclarecedora sobre um grupo de samba chamado Grupo Piracema. O Demônios da Garoa Itatibense toca algumas composições de novos talentos, mas a especialidade é reviver grandes sucessos do passado. Quer dizer… passado para aqueles com menos de 20 anos. Para o grupo que está a 30 anos na estrada, é ato corriqueiro. E o que dizer da história do guardador de carros Ratinho? Pena que eles não contaram a grande amizade entre ele e os Quatis do estacionamento. Eu mesmo vi o cidadão chamando os Quatis (de um modo bastante peculiar) e os vi chegando bem próximos para comer…

Ok, eles dão uma puxada de saco nas grandes empresas da cidade, mas ninguem é de ferro. Como a magazine é gratuita, eles tem que se manter financeiramente de alguma forma. Até porque a qualidade do papel e da impressão é melhor do que muita revista semanal de grande circulação, isto é, veja em que época vivemos!

Enfim… se quiser ver a Q!Revista, venha a Itatiba ou acesse a versão online (recomendo que leve a sério somente e tão somente a segunda opção).

Sobre política
O alto escalão político de Itatiba realmente gostou do Twitter. Primeiro foi o Prefeito Fattori, depois o Presidente da Câmara David Bueno. Agora a Prefeitura E a própria Câmara dos Vereadores tem seus perfis.
Em relação a esse último, uma curiosidade. Outro dia postaram uma notícia sobre o andamento das obras de mais um pedágio da Rota das Bandeiras. A nota só informava que as obras iam muito bem obrigado. Questionei, perguntando sobre o trabalho da Casa para isentar os moradores daqui desse absurdo. A resposta foi essa:

Será que teremos surpresas em breve? Sinceramente? Duvido muito.

PS: E os outros vereadores? Será que terão coragem de aderir e começar a piar?

Arrudeira

Num condomínio de classe média alta, os moradores viviam bem. Era um condomínio planejado, com piscina, árvores… nem o nome de carro velho atrapalhava a harmonia. Os condôminos se regozijavam de serem considerados o centro do bairro. Todo mundo ficava de olho no que acotecia naquele lugar.

Um belo dia, os moradores decidiram colocar um vaso de arruda no saguão de entrada, para representar o local. Todos os prédios dos arredores tinham alguma coisa simbolizando. Por exemplo: um vizinho mais o sul (que tem um interior considerado muito moderno) ostentava um pote de Requeijão. Outro, bem na divisa com outro bairro, tinha uma Cruz. Para terminar os exemplos, o prédio mais rico da região tinha na fachada uma Serra.
Pois bem, na reunião, mais de 50% votaram pelo sim. Nem foi preciso um segundo turno. Era um vaso muito bonito, realmente, apesar da fama. Vocês sabem… arruda tem uma fama…

Ceraca de 2 anos depois, notava-se que a arrudeira permaneceria ali até secar. Não foi bem assim. O zelador percebeu, através de uma câmera de segurança, que a planta estava sujando o chão. E não pravava por aí. Outros vasos que até então ninguém lembrava que ali estavam, começaram a fazer imundices. O saguão estava ficando bastante feio de se ver.

Alguns moradores começaram a protestar, pedindo que o zelador as retirasse dalí, principalmente porque os vizinhos religiosos já tinham precebido e estavam comentando. As folhas jogadas no chão davam uma péssima impressão, como se o edifício fosse sempre assim, mal cuidado.
Entretanto, uma parcela dos condôminos pedia a permanência da planta. Para eles, não havia necessidade de uma postura tão radical. Pra resolver o quiproquó, bastava limpar em volta dos vasos. Até varrer pra baixo do tapete valia.

Só se ouvia, nos corredores, elevadores e andares, discussões, bate-bocas e, se não fosse o pobre porteiro, muitos já teriam chegado as vias de fato. O caos havia se instalado naquela outrora pacata morada. Alguma coisa necessariamete seria feita. E assim foi.

O zelador colocou o vaso de arruda na casa de máquinas. Argumentou que as imagens eram suficientes para que ele tomasse tal atitude. O grupo dos moradores que pedia a aniquilação da planta comemorou distribuindo panetones. O grupo dos que apoiavam a permanência da planta recorreu ao síndico. O administrador, por sua vez, confirmou a decisão do zelador, alegando que se as crianças não podem correr no hall e os adultos não podem fazer bacanal na garagem, a planta também não poderia sujar o chão.

Todavia, a arruda – como dito anteriormente – foi colocada na casa de máquinas. Ora… lá é ventilado, iluminado e, portanto, a planta poderia continuar na sua eterna missão de realizar fotossíntese. Isso desagradou a oposição. Eles queriam não só o afastamento, mas também que ela fosse tancafiada no almoxarifado escuro e tenebroso. Esse pedido não atendido. A planta havia custado caro, afinal de contas.

A planta permanecerá lá até que seja esquecida. Alguem, fatalmente, vai retirá-la de lá assim que a poeira baixar. A vida vai seguir nesse condomínio. Quem sabe, daqui a alguns anos, não resolvem colocar uma planta melhor no lugar? Mas quem vai garantir que essa planta é realmente melhor?

Universitários Politizados Preguiçosos

Para entender o que acontece
Esse texto tem como base e inspiração a confusão que se estabeleceu na Faculdade São Francisco de Itatiba nessa semana. Antes do que eu quero dizer propriamente, cabe uma rápida explicação do que está acontecendo, para contextualizar. Dois professores foram demitidos, alegando a Direção “contenção de custos“. Isso seria normal e aceitável, se não ocorresse 15 minutos antes das aulas da sexta-feira (dia 27) e menos de 1 semana antes das provas bimestrais (que definem o semestre para a maioria dos alunos). Um dos demitidos, inclusive, era uma professora orientadora de TCC, que ainda nem foram apresentados.
A explicação da Reitoria não convenceu os alunos, que decidiram entrar em greve, exigindo a reintegração dos professores, além da abertura dos balanços da Faculdade, para que fique claro como e em que se investe o dinheiro das mensalidades.

Aluno protesta, e bem…
Fui à Assembléia dos Estudantes, que definiu boa parte do que vocês leram acima. Lá pude refletir um pouco sobre a posição e importância do estudante na sociedade. Ficou claro que nós –  e eu me incluo na categoria – sabemos protestar e exigir nossos direitos. Sabemos muito bem ouvir os dois lados, aplaudir, vaiar, virar as costas para Reitoria enquanto esta deixava o palco, usar nariz de palhaço, apitar, entoar cantos de ordem com rimas precisas. A pressão é incrível. Se há uma coisa que universitário sabe fazer, além de matar aula pra beber e jogar truco, é ser politico na hora de botar a boca no trombone.

Os alunos da Psicologia foram rápidos ao declarar greve. Fora duros mantendo-a dia seguinte e em assembléia. Exigiram explicações do Reitor. Fizeram o que tinha que ser feito.

… mas a preguiça bate na hora de dar uma passo a frente.
Durante a assembléia, foi dito que, se necessário, entrar-se-ia com processo no Ministério Público, acampar-se-ia na Reitoria e tudo o que fosse preciso. Nesse momento muita gente travou e murxou. Percebeu-se claramente que a maioria não estava disposta a isso. Nem a sacrificar parte das férias. Chegamos então a conclusão que quando depende da voz, os estudantes vão bem obrigado. Quando saímos desse patamar, já não há um interesse manifestado.

Seria mesmo preguiça?
Talvez preguiça não seja a palavra certa. O problema é mais embaixo. Ninguem quer sair da zona de conforto. Gritar, apitar é fácil. Passar a noite em claro é bem pior. Há de se considerar que a maioria trabalha, tem uma família. É plenamente compreensível. Ninguém nunca disse, no entanto, que seria fácil. Mudanças exigem sacrifícios e nem todos estão dispostos a fazê-lo. Estão certo? Talvez sim, talvez não. É uma questão pontual e factual.

O Cone representa muito bem o que é o estudante. Pode muito bem servir de mega-fone, protestando, falando ao mundo aquilo que deve ser dito, jogando toda a merda no ventilador. Entretando, pode ficar imóvel durante séculos, servindo de objeto meramente decorativo.

Antes não era assim!
Os caras pintadas ou mesmo aqueles que lutaram contra a ditadura, deram um passo a frente. Muitos morreram, ficaram feridos, mas no fim conseguiram o que queriam. Os tempos são outros. Hoje os trabalhos escolares não são manuscritos, as enciclopédias perderam espaço, o mundo está ao alcance de um toque no celular. Os estudantes também mudaram. Não são tão afoitos, pensam antes de agir. Aí está o X da questão. Quando pensam, organizam e são mais eficientes. Quando pensam, muitos acabam desistindo.

Para onde vai a classe estudantil? Pro limbo ou pro Oscar?
O que eu vi me deixou orgulhoso, mesmo com os abandonos durante as manifestações. A reunião pós reunião foi enfática nesse ponto. A minoria – sempre ela!  – ainda leva a maioria nas costas, mas sabe fazer isso com garbo e elegância. Com um grupo menor de pessoas foi possível colocar as idéias no papel e discutir em alto nível. Quando quer, universitário (e não só eles) faz a diferença. Se o mundo for comandado por essa gente que briga, que discute mas que principalmente PENSA no que está fazendo, quais serão as consequências e os próximos passos a seguir, seremos um país de primeiro mundo.

O problema é que o mundo está carente de gente que PENSE E MANDE. Ao contrário, está lotado de gente que PENSA QUE MANDA.

Pense bem.

Míticos e polêmicos. Quem são Collor e Sarney?

sarneyoficial1-tile

Há muito quero escrever sobre esses dois personagens desse romance moderno, ao estilo Macunaíma, que é o Brasil. Se o país fosse um álbum de figurinhas, Fernando Collor e José Sarney seriam as premiadas. Dois políticos, duas histórias e uma certeza: O Brasil jamais vai esquecê-los.

José Sarney
Nunca na história desse país um político mudou de lado ideológico tantas vezes como o atual presidente do Senado. Sua carreira política começou em 1955, quando assumiu o posto de Deputado Federal pelo Maranhão, seu estado natal.
Tal qual jogo de tênis, já integrou a UDN, que fazia oposição ao ditador (eis a ironia) Getúlio Vargas. Posteriormente, presidiu a ARENA, partido da… ditadura militar (!) e agora integra o PMDB, aliado do governo, cujo partido notoriamente lutou… contra a ditadura (!!!). Tudo isso, fora o fato de ter sido o primeiro presidente civil pós 64. Não é fantástico?

O jogo político de Sarney continuou. Seu estado natal é o Maranhão, como já foi dito anteriormente. Elegeu-se Senador por esse estado e quando a reelição já não era mais possível, mudou seu domicilio eleitoral, concorreu e ganhou nova cadeira, mas como representante do… Amapá (?).

Enfrenta denúncias de corrupção dsde que o mundo é mundo. Em contrapartida, é membro da Academia Brasileira de Letras, por possuir uma vasta obra literária, na qual encontram-se os best-sellers “Saraminda” e “A duquesa vale uma missa”.

Lembre-se. Uma vez fiscal do Sarney, sempre fiscal do Sarney.

Fernando Collor
A carreira política de Fernando Collor é mais sinuosa que uma montanha russa. partidário da ARENA, foi escolhido (é, escolhido, não eleito) prefeito de Maceió em 1979. Em 82 foi eleito (aí sim) Deputado Federal. Foi a favor das Diretas Já, mas curiosamente votou em Maluf para presidente, em 1985.

Caçador de Marajás era sua alcunha, por limar do poder funcionários que recebiam altos salários. Sepre fiel a José Sarney, cadidatou-se á presidente, levando o estiga de caçador de marajás com ele. Foi eleito e alguns anos depois, caçado.  A História (com agá maiúsculo) do impeachment é algo qeu sede ver tratado com muita cautela, já que Collor não foi vítima, mas também não foi o único responsável. PC Farias pagou a vida e Collor com 8 anos fora da vida política.

Mas quem achava que ele estava morto, enganou-se. Mesmo relegado ao ostracismo por 8 curtos anos, voltou para o Senado nos braços do povo alagoano. Hoje é Presidente da Comissão de Infra-Estrutura do Senado e, infelizmente abandonou a caça aos marajás. Ele ia achar tantos no Senado!

Collor é uma figura pitoresca. A maneira de falar, as expressões faciais e a entonação fazem qualquer adversário que tenha “aquilo” roxo engolir as palavras. Infelizmente, o povo brasileiro teve que engolir um furto descarado de poupança. Pelo menos, Collor botamos, Collor tiramos.

Repito: O Brasil jamais vai esquecê-los.

O que é Ética?

Conselho de Ética arquiva todas as denúncias contra José Sarney
Campanha Fora Sarney sai do Twitter e ganha as ruas do país

A nova (nova?) crise no Senado tem gerado muitas discussões positivas. Fazia tempo que não via o país discutindo tanto sobre política quanto nesses tempos de osso roído, mas longe de ser gasto. Hoje pede-se a saída de José Sarney do Senado de uma forma bem parecida com que se pedia a saída de Collor da presidência, mas em proporções BEM menores. Não há Caras Pintadas (em maiúsculo, já que me refirou ao movimento), mas há faixas humanas e passeatas às portas dos deputados e senadores. As denúncias tornam-se mais frequentes – o que me deixa sem saber se é bom ou ruim, já que os podres aparecem e acabam sem solução.

Ainda falta algo que o brasileiro deve discutir: O que é Ética? Fácil falar e repetir aos borbotões (adoro essa palavra) que Beltrado do Amaral (porque gente importante é sempre apresentada com nome e sobrenome) é político sem Ética. Mais fácil ainda é falar que o Brasil é assim porque falta Ética para a população em geral, que não devolve o troco errado, faz GatoNet TV e sonega imposto.

Tudo isso sem saber o real significado da palavra Ética. Ou melhor… pouco importa a palavra Ética. Importa mesmo é a essência ética da coisa toda. Mas vamos por partes:

Ética: Que bicho é esse?
Ética significa o que é bom para o indivíduo e para a sociedade. Claro que nem tudo o que é bom para o indivíduo é bom para a sociedade. É ético matar um cidadão para proteger a sociedade? Sim. É Ético matar esse mesmo cidadão e deixar sua filha sem pai, sua esposa sem marido, sua mãe sem filho? Não. Este é, foi e será o dilema ético, para todo o sempre. Um tênue traço separa o que é do que não é ético e esse traço chama-se bom senso, item em falta no mercado, portanto, de preço elevado e sujeito à falsificações vis.

O bom, o mau e o indeferente
A Ética depende fundamentalmente de uma sociedade e do que ela acredita. Açoitar uma mulher porque ela bebeu uma cerveja (seja ela de que marca for) é ético? Para nós brasileiros é repugnante. Para o Tribunal Islâmico, é uma pena justa. A Ré não deu para trás (desculpe o trocadilho infame) e decidu NÃO recorrer da decisão. Aceitou tomar umas chibatadas. Subjetividade é para os fracos.

Let’s face to reality
Voltando ao Brasil e depois dessa explicação bem rudimentar e incompleta sobre Ética – já que ninguém consegue dar uma definição absoluta e irrevogável sobre o tematenho a convicção em dizer que os Senadores agiram dentro da Ética ao absolver Sarney. Isso não significa, obviamente, que eles estão certos fora dela. Não adiantar chingar Fulano de Almeida ou qualquer outro Senador. O Conselho de Ética cumpriu sua função.

What a hell?
Se você considerou minha declaração absurda, espere e leia até o final do texto. Os senadores agiram dentro da Ética por uma simples questão: Fizeram o que acreditaram ser melhor para a sociedade. Do próprio Senado.
Veja: Se Sarney cai, alguém da oposição poderia assumir a Presidência e isso abalaria profundamente a base do governista. Se Sarney cai, ele poderia sutilmente jogar todos os restos orgãnicos rejeitados pelo organismo (a.k.a. merda) na ventilação. A dor de cabeça seria grande.
Por outro lado, os Senadores da oposição também agiram dentro da Ética, já que defenderam os interesses da sociedade e de suas próprias futuras candidaturas. Aposto o que quiserem que a propaganda política trará destaque positivo e negativo para essa crise. 2010 está aí…

Fim da Linha
Trocando em miúdos, a população repete frases feitas sem procurar descobrir seu real significado. Para variar um pouquinho. Sarney errou? Claro que sim. Ficando provado que ele usou dinheiro público para seu bem estar e de seus parentes, tem mais é que ser condenado, assim como aqueles que deram uma de Phileas Fogg com as passagens de direito de cada político, ou quem recebeu dinheiro em troca de aprovação de leis, emendas, ou de quem atropelou e não prestou socorro ou ainda de quem abraçou um argentino. Tá, esqueçam esse ultimo.

Epílogo
Gostaram desse estilo de texto? Capitular é a saída? Buscando sempre algo diferente para postar aqui, as vezes me vem essas idéias malucas. Gostei… acho que vou tentar novamente.