Publicado por: Toogood | Segunda-feira, 6 Julho 2009

Por que cultura custa caro?

Eu gosto de ler. Ok… melhor reformular essa frase. Eu gosto MUITO de ler. Esse é um hábido que adquiri – assim como todos os hábitos mais profundos e irreverssíveis são adquiridos – na infância. Comecei com um gibi. Passei para livrinhos com rimas (oh saudosa Vaca Rebeca que ganhou na loteca uma linda cueca), livrinhos maiores, maiores, cada vez maiores. Evoluíram para estórias com enredo, que foram ficando cada vez mais complexas. Romances Policias. Biografias. Ficcção Científica. Catálogo de loja de materiais de construção. Lista telefônica patrocinada. Panfleto de supermercado.

Esse hábito foi alimentado pela Biblioteca (com bê maiúsculos, por se tratar, praticamente de uma instituição). Tantos títulos disponíveis alí… de graça! Não são todos os títulos que eu gostaria de ler, mas são todos os que eu poderia ler. Isso porque há um abismo maior que o (rio) Amazonas entre as bibliotecas e as livrarias. O abismo de classe social.

Essa ladainha toda acima foi para dizer que as livrarias estão extorquindo quem quer cultura através da literatura. O PREÇO DOS LIVROS É UM ABSURDO.

As bibliotecas são ótima fonte de entretenimento. Um entretenimento introspectivo, solitário, silencioso. Indispensável. Mas as bibliotecas visam um público alvo muito claro: estudantes e quem não pode pagar pelos livros (no qual, diga-se de passagem, há uma convergência incrivelmente grande). Grande parte da população que quer ler não pode se dar ao luxo de gastar o suado dinheirinho com livros. Dá para imaginar um povo que não tem dinheiro para investir em si próprio? Pois é.. esse é o Brasil.

Essa falta de poder aquisitivo não está ligada propriamente aos salários pagos nesse país, mas sim ao exorbitante preço pedido pelas letrinhas impressas e encadernadas. Uma biografia do João Saldanha – saudoso técnico e comentarista esportivo – sai por volta de SETENTA reais. Quer mais um exemplo? Lembra daquele livro que eu ganhei num sorteio pela internet? Pesquisando o preço, levei um susto. Recebi pelo correio uma encomenda que valia R$ 65,00

Porque cultura custa tão caro? Não falo apenas dos livros, mas sim do teatro também. No caso desse último, para mim, parece compreensível que o ingresso seja alto, afinal, não só de atores se faz uma peça. O mesmo raciocínio não se aplica às editoras. Falamos de UM escritor e UMA empresa. Tenho certeza que o primeiro fatura muito menos que a segunda citada.

Baixar o preço dos livros é pefeitamente possível. Veja o caso (extremo, diga-se) de Jorge Kajuru. O jornalista gordo, feio, pobre, mas muito feliz escreveu o “Condenado a falar“. O preço? R$ 1,00. Vou repetir. UM REAL. Espere… vou desenhar para ficar bem claro:

1real

Por que o Kajuru consegue vender suas palavras a 1 real enquanto muitas editoras colocam o preço no pico do Everest? a resposta está num pensamento já exposto nesse texto. LITERATURA NÃO É EXCLUSIVIDADE DA ELEITE, apesar das editoras insistirem em direcionar seu público. Um alto executivo vai prestar atenção ao que o Kajuru fala ou vai dar mais importância ao que o Jô Soares escreve?

Que fique claro: Não estou clamando para que todos os livros estacionem no patamar do 1 real. Se eu posso comprar O Guia do Mochileiro das Galáxias por 15 reais, da onde raios saiu a brilhante idéia de vender a 80, 100 reais?

A pergunta é: Quando o governo vai dar incentivos para que se baixe o preço dos livros? A intenção agora não é estimular a economia? Com o incentivo aos motoboys, o governo matou 3 coelhos com uma só cajadada: movimentou a indústria de motocicletas (e acessórios) e ainda renovará a frota, tendo a possibilidade de diminuir o número de acidentes, além da agressão ao meio ambiente. Brilhante, não?

Com os livros, meus caros leitores, funcionaria do mesmo modo. Partiremos do pressuposto que não há livro ruim. De fato não há. Não importa se a história é sobre um vampiro que se apaixonou por uma mortal ou de um menino que não quer virar adulto. Com o incentivo à literatura, veríamos uma queda substancial no preço dos exemplares. As livrarias venderiam mais. As bibliotecas ficariam melhor equipadas. O povo poderia, enfim, ler mais. Guardar os exemplares para ler quando quiser, consultar, tirar referências. Incorporar ao cotidiano. As escolas poderiam comprar (ou ganhar) mais e melhores livros. Mais pessoas se sentiriam estimuladas a escrever. Teríamos mais opções, mais visões de mundo, mais histórias…

É claro que o acervo brasileiro não é pequeno. Vá a qualquer livraria Cultura, Saraiva, enfim… qualquer uma. São milhares (ou milhões) de títulos. A maioria mofando na prateleira. A economia mostra que baixar o preço provoca um automático aumento na demanda. A proporção com que isso acontece depende da elasticidade.

Só é preciso avisar que a demanda já é alta, mas está amarrada com as cordas da ganância.

Publicado por: Toogood | Sexta-Feira, 3 Julho 2009

Teorias de Lost: Brothers?

Estou recuperando o tempo perdido e assistindo, em DVD original e alugado, diga-se de passagem, as principais séries americanas. Ok… talvez não sejam as principais séries, mas são aquelas que causaram maiores repercussões e são sucesso de audiência, crítica e que de alguma forma marcam nosso cotidiano.

Nesse momento estou na terceira temporada de Lost, absolutamente encafifado* com os mistérios daquela ilha sobrenatural.  As teorias conspiratórias que tentam explicar o que diabos é aquele lugar até hoje não me convenceram. Vejamos algumas delas:

1 – A Ilha é um purgatório?
Não… não creio que a Ilha seja o local para pagar os pecados e assim garantir a vaga no Céu. Tudo bem que os martírios passados pelo grupo de sobreviventes se assemelham à um purgatório, mas… o que ursos polares estariam fazendo lá? Ursos pecam? Se estivéssemos falando do Zé Colméia e do Catatau seria aceitável, mas criaturinhas parecidas com o Knut não pecam. Só comem focas… e lambem os beiços sujos de sangue e óleo impermeabilizante.

2- É tudo alucinação?
Não creio que seja alucinação, sonho ou algo assim. É uma explicação simples demais para algo mais complexo. Para mim, soa mais como solução de ultima hora, para um filme no qual o roterista está com preguiça de inventar algo melhor. Provavelmente haveria uma revolta geral caso algum dos personagens fosse mostrado acordando, colocando a mão na cabeça e esfregando os olhos, dizendo “Nossa.. que sonho terrível” e então fim de série. A Ilha NÃO É UMA ALUCINAÇÃO.

3 – A Ilha é base extraterrestre?
É perfeitamente possível, contudo não acredito muito nessa teoria. Apesar de acontecerem situações sobrenaturais, os ET’s devem ser deixados de lado. É muito mais empolgante imaginar que eles estão infiltrados, passando-se como donos de padaria, taxistas e professores (como em M.I.B) do que estarem usando uma Ilha deserta como base para experimento. Eles são muito mais espertos que isso. Tão espertos que usariam blogs e até o Twitter para interegir com os humanos.

Minha teoria preferida: É um reality show inovador e polêmico
Eu sei que não é a teoria mais verossível, mas é a que eu quero acreditar. Pelo menos por enquanto. A Ilha é, na verdade, um gigantesco palco para um programa de televisão – britânico – no qual TUDO é permitido e nada é influenciado. As mortes não podem ser evitadas e tudo isso é mostrado, em pey-per-view, para toda uma audiência estarrecida e tomada pelo choque. Protestos estão sendo feitos em todo o mundo, mas como ninguém sabe onde fica a Ilha, é impossível impedir que o programa continue. Um verdadeiro reality-show, no qual o roteiro é escrito pela própria vida.

O local é proposital: uma ilha é, por definição, uma porção de terra cercada por uma porção maior ainda de mar. Perfeitamente controlável e vigiável. Tudo o que eles precisavam era de um bando de voluntários inocentes que nada soubessem.  Fazer o avião sofrer um acidente é fácil. Fazer parecer que foi um acidente também. As mortes são parte do show. Fale a verdade: é de fazer qualquer Boninho se matar de inveja, não é?

No final das contas, a única coisa que eu tenho certeza é: O Hugo “Hurley” é a versão humana (e crescida) do Hoagie – repare que até as iniciais são iguais. Não sabe quem é Hoagie? Calma, não se desespere. Ele é o gordinho de camisa preta e um dos personagens do jogo clásico da Lucas Arts chamado The Day of Tentacle. Duvida?

hoagieXhurley

Qual é a sua teoria? Em qual delas você mais acredita? Estaria eu surtando com o que escrevi sobre ser reality-show sádico? Deixe sua opinião aí nos comentários…

*Encafifado é mais uma gíria sob o patrocínio de Guaraná de Rolha: Seu avô sabe o que é.

PS: Já está me seguindo no Twitter? Está esperando o quê?

Publicado por: Toogood | Quinta-feira, 2 Julho 2009

Morrer é um bom negócio

alado

Michael Jackson vende mais que Lennon e Elvis após morte

Em 24 horas, MJ vendeu mais que em 11 anos

A História da música está recheada desses exemplos: artista morre e o hype causado pela cobertura da imprensa faz com que as vendas de discos, DVDs e produtos licenciados atinjam valores exorbitantes. Valores que talvez ele nunca atingisse me vida.

No no caso de 99% dos artistas, 1 mês – e as vezes nem isso – basta para que tudo volte ao normal e aquele nome tão comentado caia no limbo do esquecimento. E dessa vez eterno.

Como Michael Jackson, Lennon e Elvis não são pessoas normais, principalmente o primeiro, diga-se de passagem, a tendência é que se tornem “cult” e vendam mais que água em maratona (se os corredores tivessem tempo de parar para pagar). As cifras levantadas por esses três nomes fazem qualquer ganhador da Mega Sena se morder de inveja por não ter o mesmo talento para o canto do que demonstraram ter para marcar os numeros no papel.

Segundo a Forbes – uma revista especializada em listinhas de “10 mais” – em 2007 (prometo achar números mais recentes) 0 Rei do Rock arrecadou nada mais, nada menos que 49 MILHÕES de dólares. Comparando com 2006, houve um acréscimo de 7 milhões. Imagine você, caro leitor, ganhar essa grana toda sem ter que fazer literalmente nada? Nem respirar! O mesmo pode-se dizer de um ex-Beatle: John Lennon será eternamente grato ao fã que resolveu presenteá-lo com uma bala no meio do peito. Gerou 44 milhões de dólares, mesmo 17 anos após seu fatídico último autógrafo.

Elvis Aaaron tomou o lugar do cantor drogado (ou drogado cantor?)  Kurt Cobain. O tiro não saiu pela culatra (pense bem nessa frase) e o rapaz faturou em 2006 um troco de padaria: 50 milhões. Nada como um headshot para equilibrar as finanças, não?

Michael Jackson parece que segue pelo mesmo caminho, ainda que utilizando seu Moonwalk. Como as manchetes no topo desse texto bem ilustram, já vendeu mais discos que nos últimos 11 anos. Mas ainda falta MUITO para chegar aos números de Thriller. Sorte que ele agora tem tempo pra esperar.

Mesmo os ateus não podem negar que morrer é o primeiro passo para entrar na estrada da salvação. Ainda que econômica Principalmente quando se fala de cantores. Morrer é definitivamente um bom negócio. As (falidas) gravadoras que o digam.

UPDATE: Hoje saiu a notícia que serão sorteados 17 mil INGRESSOS para o velório de Michael Jackson. Se, durante algum lampejo criativo , alguém tem a genial idéia de cobrar 1 dólar por cabeça, com certeza muita gente ia xingar. Por outro lado, muita gente pagaria 500 dólares no mercado negro para conseguir o ingresso. No fim, mais de 30 mil pessoas acabariam aparecendo por lá, ninguem sabe como.

Publicado por: Toogood | Quarta-feira, 1 Julho 2009

O Legado do Barão de Itararé

Depois do governo ge-gê, o Brasil terá um governo ga-gá“- Compreendo: Você pode não ter entendido absolutamente nada da frase destacada acima. É porque ela tem,  na verdade, todo um contexto político, mais precisamente da década de 30. O governo ge-gê era o de Getúlio Vargas. O gá-gá de Eurico Gaspar Dutra.

O autor da sátira política acima é Apparício Fernando de Brinkerhoff Torelly (amém), popularmente conhecido como o Barão de Itararé. Mas afinal de contas: Quem é esse tal de Barão de Itararé que resolveu provocar o Marechal/General? Deixamos que o próprio Barão se autodefina:

“Campeão olímpico da paz”, “marechal-almirante e brigadeiro do ar condicionado”, “cantor lírico”, “andarilho da liberdade”, “cientista emérito”, “político inquieto”, “artista matemático, diplomata, poeta, pintor, romancista e bookmaker”.

Jornalista – não necessariamente diplomado – escrevia para os jornais O Globo (do Robertão) e A Manhã (do pai do Nélson Rodrigues). Fundou seu próprio jornal, entitulado “A Manha” – afinal, “quem não chora não mama“. A  omitida do “til” fazia toda a diferença e mostrava a sutileza e destresa com que o Barão tratava as questões. Sutileza que o transformou em Barão. Não… Apparício não ganhou o título por serviços prestados ao país e muito menos comprou por algumas dezenas de milhares de niques. Muito mais fácil e sensato se autodeclarar Barão. Segundo a Wikipédia, o próprio viria a explicar o fato tempos depois:

“[Getúlio  e Washington Luiz] Fizeram acordos . O Bergamini pulou em cima da prefeitura do Rio, outro companheiro que nem revolucionário era ficou com os Correios e Telégrafos, outros patriotas menores foram exercer o seu patriotismo a tantos por mês em cargos de mando e desmando… e eu fiquei chupando o dedo. Foi então que resolvi conceder a mim mesmo uma carta de nobreza. Se eu fosse esperar que alguém me reconhecesse o mérito, não arranjava nada. Então passei a Barão de Itararé, em homenagem à batalha que não houve.”

Assim como Barão, mais pessoas aderiram à crítica com o toque ácido. O Pasquim – que tinha um equipe das mais invejáveis, com nomes como Paulo Francis, Tarso de Castro, Jaguar, Ziraldo, Millôr Fernandes, Henfil, Ivan Lessa, Ferreira Gullar, Sergio Cabral, Flávio Rangel, além dos correspondentes internacionais. Todos exilados, claro. – foi um marco no chamado jornalismo-moleque.

O Pasquim incomodou verdadeiramente os militares. Incomodou tanto, mas tanto, mas tanto, que boa parte da equipe criadora foi presa. Presa por falar a verdade? Presa por ridicularizar a classe que se acha dominante? Presa por contar nas entrelinhas (e muoitas vezes detro delas) como de fato era o Regime Militar?

A sátira política sobreviveu com Ernesto Varela. O repórter que não era repórter, mas fazia perguntas que todo repóter deveria fazer, surgiu bem underground no corpo de Marcelo Tas. A câmera ficava na mão de Fernando Mirelles. Segundo o próprio Tas: “O Varella nasceu na época em que os repórteres eram muito certinhos, quando a censura era pesada e eles tinham pouca liberdade para fazer perguntas.” Quase apanhou de Nabi Abi Chedid na famosa pergunta ‘Qual sua próxima jogada“.

Nos atuais tempos, CQC e Pânico na TV! se encarregam das sátiras. O segundo ainda engatinha quando o quesito é pergunta ardida para os políticos, mas mostra sinais de que sabe fazer, se realmente quiser.
O CQC nasceu para isso. Sob o comando de Marcelo Tas, o programa aborda a política semanalmente e mostra que os Deputados e Senadores não estão realmente preparados para tomar decisões pelo povo. Quando muito são educados.

Que fique claro que esse texto não visa fazer propaganda dos programas citados e muito menos rasgar seda. Falta ao povo brasileiro consciência de que há formas para mudar a política no Brasil. A primeira delas é questionar. A Segunda e se autoquestionar. O humor é a vaselina verdade.

Esse é o lagado do Barão de Itararé: acidez nas perguntas e um despreendimento do “sério” que só fazem bem a quem asiste, lê, critica.

PS: Com a benção do Barão, está iniciado o mês de aniversário do Ideia Fix. Preparamos textos especiais durante esse mês, além da retrospectiva em página especial, o resultado das promessas que fiz no primeiro aniversário e outros cositas más… não perca.

Paulo Francis, Tarso de Castro, Jaguar, Ziraldo, Millôr Fernandes, Henfil, Ivan Lessa, Ferreira Gullar, Sergio Cabral, Flávio Rangel e muitos outros
Publicado por: Toogood | Quinta-feira, 25 Junho 2009

Fazendo a notícia – Morre Michael Jackson

Eis aqui a cronologia de uma cobertura jornalistica – do ponto de vista de um mero internauta/espectador, em tempo real. Descreverei como a notícia sobre a morte de Michael Jackson chegou até mim e como ela repercutiu Brasil afora, tanto pela internet como pela televisão. 

18:30min de Quinta-feira, 25 de junho. Entro no Twitter e deparo com a @rosana escrevendo as seguintes mensagens:

rosana

Parecia mais um hoax, assim como foi a morte de Silvio Santos. Mas a informação vinha da Rosana Hermann, portanto, algo não estava bem. Entrei rapidamente no UOL e na Globo.com. Nada, nem uma nota.

Liguei a televisão e uma zapeada mostrava de tudo, menos notícias sobre Michael. No Twitter pipocavam as notas. Várias pessoas escreviam surpresas. O Trending Topics, que mede o tráfego de palavras no Twitter, não resistiu ao fato do momento. “IranElection” estava havia muito no topo, mas em menos de meia hora, 9 em 10 citações eram referentes ao astro pop.

Motivado, comecei minha transmissão:

frank_michaeljackson_news

Naquela altura, parecia que o TMZ queria apenas publicidade. As redes mais tradicionais mantinham distância do sensacionalismo e apenas afirmavam que o Rei do Pop estava no hospital. Não havia no que acreditar. A única certeza é que ele estava hospitalizado, sendo suas reais condições de saúde um mistério.

O UOL soltou a notícia na primeira página, baseando-se, claro, no TMZ. A CNN fazia cobertura ao vivo, com repórter e helicóptero. Redes brasileiras não haviam noticiado ainda. Pouco tempo depois, Record, RedeTV! e Band entraram com a transmissão, sendo que as duas primeiras exploraram o fato mais intensamente. Enfim as outras redes noticiaram o fato. A CNN recusava-se a confirmar a morte, mesmo com todos os outros veículos DO MUNDO já dando a grande manchete de junho.
Enfim conseguiram entrevistar um médico legista do hospital de Los Angeles. Era verdade. Michael Jackson estava morto, vítima de um ataque cardíaco.

 jackson_dies

Esse espisódio provou que a internet é o principal meio de comunicação que temos hoje. Paradoxalmente, só acreditamos numa notícia quando a vemos em uma emissora de televisão, haja vista meu reflexo no começo desse texto. A morte de Michael Jackson nos mostra que o Twitter, ou qualquer outro site ainda carece de credibilidade, e isso só se conquista com o tempo.

Parabenizo, em especial, a cobertura da RedeTV!. As matérias podem não ter sido as mais profundas, reflexivas, mas o esforço de edição de todo o pessoal era visível. As matérias estavam sendo fabricadas tal qual pastel, para abastecer um Nelson Rubens sorridente demais. Literalmente saiam do forno. 
O Globo Repórter deverá ser refeito a toque de caixa para abordar esse tema que é a cara do programa. A Band transmitiu um Sala de Emergência especial. Enquanto isso, O Twitter desacelerava… o furacão já havia passado.

Foi assim que se fez a cobertura, em tempo real, da morte de Michael Jackson. Quem estava online pode notar e sentir a emoção do fato acontecendo. Nós, meros espectadores, paralizados, ávidos por mais notícias… qualquer coisa servia. Uma foto, um depoimento… qualquer coisa.

Agora tudo esfriou, pelo menos ao vivo e aqui no Brasil. Nesse exato momento as redações estão em polvorosa mudando a pauta dos jornais da madrugada e de amanhã, dia 25.

Nos Estados Unidos, o tsunami Jackson Dies continua. O TMZ flagrou a remoção do corpo interte, em vídeo. A imprensa lá não marca bobeira. Se houvesse um caso Isabela, tenho certeza que alguém conseguiria entrar no apartamento, durante a perícia. Se bem que no caso Eloá pedriam pro sequestrador fazer tchauzinho para a câmera, não é Ana Hickmann?

O primeiro “Fazendo a notícia” encerra-se aqui. A qualquer momento, no entanto, ele poderá ser atualizado, afinal, elas não param. Fique de olho.

Publicado por: Toogood | Quarta-feira, 24 Junho 2009

Ser ou não ser: Onde está a questão?

Nessa semana recebi um presente dos nobres juizes do STF. Por decisão das mentes que de fato comandam esse país, sou jornalista, mesmo que não tenha sido necessário passar 4 anos em uma faculdade, extenuar minha mente com provas, trabalhos, matérias, desafios e coisas do gênero.

Como bem disse o Alessandro Martins em seu blog Livros e Afins, ter diploma agora não é uma obrigação e sim um diferencial. Quem tem diploma não é mais ou menos jornalista do que quem não tem, mas é inegável que a preferência será dada aos primeiros citados. O mesmo pode-se dizer de quem consegue o registro de trabalho cursando Letras.

Sim meus caros. De médico, louco, técnico da seleção e jornalista, todos temos um pouco. Contar um fato, uma fofoca à um amigo, nada mais é que um jornalismo simplificado, nu, cru, sem lei. Quem tem um blog acaba sendo um disseminador de informações, sendo elas relevantes ou não. Pode não haver técnica, cuidados essenciais com as palavras, mas a essência do jornalismo está aí. Informar, reportar, passar adiante com correção algo que estava restrito ao conhecimento de poucos.

Não sei se sou a favor ou contra a medida. Como o Carlão bem disse em seu desabafo, não haverá uma mudança prática. Acho que quem de fato quer ser jornalista ainda vai querer cursar uma faculdade. Trabalhar como jornalista é diferente de ser balconista, secretário, vendedor… É necessário QUERER e não simplesmente cair de para-quedas.  Não nego que saio beneficiado, mas isso, na verdade, não significa nada. Muita gente talentosa não tem o papel emoldurado tão cobiçado pelos jovens aspirantes à profissionais, que acabam vendidos por muitas faculdades. Só para se ter uma idéia, Boris Casoy e Orlando Duarte não cursaram faculdade.

Por outro lado, os estudantes de jornalismo – assim como o Carlão – sentem-se prejudicados pela medida. Pensar que alguém, como eu, que não passou pelos desafios que eles tem que passar diariamente, pode ter o mesmo cargo, o mesmo salário, o mesmo prestígio – sim, Jornalistas também tem ego – que eles, é simplesmente revoltante. E com razão, diga-se.

A pergunta que fica é: Você prefere comer comida de restaurante, feita com toda a técnica, os melhores ingredientes, preparada especialmente para agradar o paladar ou prefere a comida caseira da mamãe, aquele arroz com feijão e batata frita saudável, que mata a fome e sustenta?

Ser ou não ser jornalista diplomado: Será que é isso que está em jogo? Estamos abordando o problema da forma correta? Sinceramente não sei.

Publicado por: Toogood | Terça-feira, 23 Junho 2009

Roda a Roda

sbt-record

Há quem diga que a televisão já não é mais a mesma. Concordo. A paixão do brasileiro por novelas pode não ter mudado, mas vem diminuindo. O mesmo pode-se dizer do futebol que atrai menos audiência do que outrora. O que se viu no último mês, no entanto, ultrapassa qualquer barreira do que pode ser chamado de mudança. Estamos vivendo uma nova era e, mais uma vez, a História está sendo escrita diante dos nossos olhos.

Tudo começou coma compra do Pacote Olímpico, pela Record. Os Jogos de Inverno de 2010, o Panamericano de 2011 e as Olimpíadas de Londres de 2012 mudarão de canal e serão exclusividade dos bispos. Um golpe profundo no marketing da Globo, que não esperava perder esses três importantes eventos, principalmente os Jogos Olímpicos.

Continuando uma empreitada que mais parecia o estouro da cavalaria, a Rede Record atacou com armas improváveis. Contratou Ana Paula Padrão – sub aproveitada no SBT Realidade. Além disso, fez uma oferta irrecusável à Gugu Liberato e, ao que tudo indica, o futuro sucessor de Silvio Santos vai trocar de emissora. Ninguém nunca havia chegado tão próximo de mudar os domingos no país. A histórica briga dominical sempre teve como protagonistas Fausto Silva na Globo e Augusto Liberato no SBT. O eixo parece estar mudando.

Mas quem pensou que o dono do Baú, da Telesena e dos Produtos Jequiti ficaria em seu Lincoln lamentando a perda do loirinho, estava enganado. Senor Abravanel partiu para o contra-ataque, com uma fúria avassaladora e vai contratar, de uma só vez, Eliana (que retorna ao lar que a revelou) e Roberto Justus – que já tinha acertado com a emissora da Barra Funda a apresentação de outro programa além de O Aprendiz (aos moldes de Show do Milhão). Além disso, profissionais da área técnica estão sendo sondados como nunca.

A Globo, por sua vez, vem fazendo mudanças internas: Renovou  o engessado Globo Esporte e tentar fazer o mesmo com o Video Show. No momento, aposta firmemente em reality shows: estreou Jogo Duro e prepara a volta de No Limite. Não fez grandes contratações e liberou a apresentadora Mylena Ciribelli. Assim como Band e RedeTV! fica apenas observando qual o resultado dessa troca explícita de ofertas e contrapropostas.

O quadro da televisão brasileira fica assim:

  • Gugu (SBT), Mylena Ciribelli (Globo), Ana Paula Padrão (SBT) vão para a Record;
  • Roberto Justus (Record) e Eliana (Record) vão para o SBT;

Quem sai ganhando com essas mudanças? Será que Silvos Santos acertou em cheio levando não só Roberto Justus, mas também as empresas que fazem parte do cartel Young & Rubicam?
E a Record? Vai entrar definitivamente na briga pelo primeiro lugar em audiência, desbancando a Globo em pleno Domingo?

Só o tempo dirá.

Publicado por: Toogood | Segunda-feira, 22 Junho 2009

La Inspiración

Miami é o Rio e Janeiro estadunidense. Muito sol, praia, Pamelas Anderson de biquíni correndo na areia. Sob a jurisdição de Horatio Caine, a cidade ferve de dia e também ferve de noite.
A Riviera Americana não passava de um banco de areia sem utilidade. Após a construção de uma ponte, virou local preferido dos ricaços que lá instalaram suas manções trilhardárias e despejaram um pouquinho da infinita grana que lhes é peculiar.

Não podemos esquecer da tatuagem:

miami-ink

Loas Angeles é a cidade que abriga um famoso time de basquete, o Lakers. É lá também que fica o maior centro produtor de ficção absurdamente cara do mundo, Hollywood. Cara e nem sempre verossímil. Tem como cidade irmã aqui no Brasil a quente Salvador, na Bahia. Isso é bom, já que a máxima lá não atinge os 30°C.
Politicamente, a cidade tem com o que se orgulhar, afinal, não é todo mundo que tem um governador conhecido por ser um Exterminador do Futuro, que um dia já foi Mr. Mundo.

E não podemos esquecer da tatuagem:

la-ink

Itatiba é conhecida como a capital brasileira dos móveis coloniais. Lá você pode encontrar o melhor ar do mundo em quantidade de oxigênio, apesar de ninguém nunca ter lido essa pesquisa. Aqui você vai encontrar caquis de qualidade e toda a sorte de produtos fabricados a partir da fruta: Geléia de Caqui, Suco de Caqui, Sorvete de Caqui e similares. O setor têxtil também se destaca com fábricas tradicionais, como a da Scavone.
Itatiba tem 1 jornal, 1 emissora de televisão, 1 rádio, 1 empresa de transporte coletivo – tudo isso do mesmo dono – não te metrô, nem praias e nem um governador famoso.

Mas não podemos, claro,  esquecer da tatuagem:

itatiba_ink

Einstein (que segundo o Slonik, conseguiu a proesa de dividir por zero) estava errado: 99% é inspiração e 1% transpiração.

Dica da Aline

Publicado por: Carlão | Domingo, 21 Junho 2009

F1 2009: GP da Inglaterra

E o alemão passeou em Silverstone. Não.. não… Schumacher não voltou a pilotar. Foi Sebastian Vettel que venceu a corrida de ponta a ponta, em um GP chato.

O companheiro de Red Bull de Vettel, Mark Webber, foi o segundo.

A Brawn não foi nem sombra do que sendo este ano e os DOIS carros foram muito mal. Parece que Ross Brawn esqueceu dos carros este fim de semana, mas mesmo assim, Rubinho chegou em terceiro (!) e Button em um apagado sexto lugar (!!!).

Felipe Massa foi o grande destaque da corrida. Com uma atuação consistente chegou em um belo quarto lugar. Nelsinho foi discreto, mas chegou na frente de Alonso.

Confira a classificação do campeonato:

1 Jenson Button  Brawn-Mercedes 64
2 Rubens Barrichello  Brawn-Mercedes 41
3 Sebastian Vettel  RBR-Renault 39
4 Mark Webber  RBR-Renault 35.5
5 Jarno Trulli  Toyota 21.5
6 Felipe Massa  Ferrari 16
7 Nico Rosberg  Williams-Toyota 15.5
8 Timo Glock  Toyota 13
9 Fernando Alonso  Renault 11
10 Kimi Räikkönen  Ferrari 10
11 Lewis Hamilton  McLaren-Mercedes 9
12 Nick Heidfeld  BMW Sauber 6
13 Heikki Kovalainen  McLaren-Mercedes 4
14 Sebastien Buemi  STR-Ferrari 3
15 Robert Kubica  BMW Sauber 2
16 Sebastien Bourdais  STR-Ferrari 2
17 Giancarlo Fisichella  Force India-Mercedes 0
18 Adrian Sutil  Force India-Mercedes 0
19 Nelsinho Piquet  Renault 0
20 Kazuki Nakajima  Williams-Toyota 0

Próxima corrida: Dias 10, 11 e 12 de Julho, na Alemanha.

Nota do Frank: O maior retrato desse campeonato não está no fato de Barrichello ocupar o segundo lugar na classificação geral, ou mesmo Vettel ganhar corridas. A representação máxima do que está sendo a F1 2009 é perceber que os dois últimos campeões mundiais, ou melhor, os TRÊS últimos campeões mundiais ocupam a 9ª, a 10ª e a 11ª colocação. Sinal dos tempos?

Publicado por: Carlão | Sexta-Feira, 19 Junho 2009

Opinix: Desabafo

Eu não iria escrever sobre esse assunto, mas diante de tanta indignação que encontrei e como estudante de jornalismo, resolvi escrever.

Apesar, de achar que com a decisão do STF- Supremo Tribunal Federal – de tirar a obrigatoriedade do diploma para ser jornalista não vai mudar em nada o cenário já que para ser Jornalista continuará sendo necessário saber certas técnicas específicas, levanto a indignação:

Jornalismo não é uma profissão digna como ser médico, engraxate etc..?

Os ministros do Supremo acham que para ser jornalista é só escrever e ler?

Se os MILITARES, na época ditadura, reconheceram a importância da profissão, tanto que a regulamentaram, por que os ministros de um Estado democrático pensam diferente??

Ah.. e tem outra questão.. Meu pai gasta uma alta quantia com a faculdade a toa então?? Coitado do meu pai.

Ah, quer saber ministro Gilmar Mendes?? Vá ficar com seus capangas lá no Mato Grosso.

Publicado por: Toogood | Quinta-feira, 18 Junho 2009

Corinthians, Campeão do Centenário

Corinthians_Centenario

Independente do time que você torçe, a foto acima merece uma análise mais detalhado do que um “Ah, é do Corinthains…”. É um documento histórico conseguido com exclusividade pelo Ideia Fix (isso não tem a menor importância na verdade, mas serve para elevar a auto-estima).

A primeira coisa que chama a atenção nessa foto é o tamanho do distintivo na camisa do goleiro. Se ele fosse um ursinho carinhoso, certamente sairiam raios lumisos assim que ele colocasse a barriga para frente. Hoje em dia a marca do patrocinador é tão grande quanto o escudo do time.

O estádio parece ser o Paulo Machado de Carvalho, apesar de eu não ter certeza. Pelo menos o estilo da arquibancada é o mesmo. Existe ainda a possibilidade de que seja o Palestra Itália, mas aposto mesmo no Pacaembu. Quem gosta de decifrar charadas ao estilo “que estádio é esse?” pode tentar a sorte nos comentários.

Interessante notar um detalhe que passa despercebido aos menos atentos. Dos 11 jogadores perfilados, 8 usam bigodinho. Note também que não há ninguém de cabelo comprido.

Procurei na nos Googles da vida qual o campeonato referido na legenda da foto. Lá diz “Campeão do Centenário. Corinthians Paulista“. A data escrita perto da assinatura é ilegível, infelizmente. Gostaria de saber mais informações sobre esse time, sobre o campeonato. O registro histórico fotográfico está aí, resta-nos agora esperar pelos dados.

PS: Alguem tem contato com o Paulo Vinícius Coelho? Ele deve saber de onde vem essa foto.

Publicado por: Toogood | Quarta-feira, 17 Junho 2009

God save the president

Indo à uma vídeo locadora, fiquei impressionado com a quantidade de títulos disponíveis com a temática “salvem o presidente” ou “CIA e FBI vão salvar o mundo das garras de terroristas/alienígenas/traidores”. É incrível o respeito que eles têm pela polícia, pela agencia de inteligência e pelo cargo mais alto (e poderoso) do planeta. O mesmo ocorre com os ingleses que consideram traição falar mal da rainha – Vida longa à Elizabeth II.

Duvido que alguém já tenha feito ou fará um filme nacional com um mocinho funcionário da ABIN infiltrado em uma milícia carioca, ou mesmo algum membro da Polícia Federal tentando descobrir qual o terrível plano arquitetado para assassinar o Presidente da República durante algum discurso de inauguração de plataforma da PETROBRAS. Nos atuais tempos, é mais fácil alguém ajudar a matar um político do que tentar impedir.

Esse fenômeno tem algumas razões. A primeira delas é o histórico de presidentes estadunidenses assassinados em exercício. Só para citar temos os desconhecidos James Garfield e William McKinley e os famosos Lincoln e Kennedy. Este último, inclusive, teve seus segundos finais filmados e televisionados. Matéria de filme, realmente.

No Brasil, nenhum presidente foi explicitamente assassinado em exercício. Há suspeitas quanto a morte de Tancredo – eleito, mas que não chegou a assumir – e Marechal da Costa e Silva, que assumiu, mandou, endureceu o regime militar ditadorial e morreu depois de agonizar no hospital. O caso de Getúlio Vargas não foi propriamente um assassinato, haja vista que o próprio cometeu suicídio, mas é um caso interessante que poderia virar tema de longa metragem. Mas não vira.

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O tiro fatal de Vargas. Da vida à História

Outro fator é puramente cultural. Estadunidenses tem paixão em ver retratado nas telas grande o medo inconsciente de perder o comando do mundo. Mais emblemático que Independence Day, impossível. Por que quando há uma ameaça Global, os EUA sempre tomam a frente nas negociações? Talvez a idéia de política esteja mais madura na mente dos yankes. Maduros ou prepotentes? Eis a questão.
Já no Brasil, os focos do cinema nacional foram as chancadas, as pornochanchadas, os cassinos, a música…. Mais recentemente, o foco foi a realidade. Tiros, prostituição, favelas, armas, polícia X traficantes. Cenas que causam choque. Já uma pequena parcela se preocupa em retratar as obras de nossos maiores escritores e de escritores lusitanos, como nos casos de Primo Basílio e das adaptações de Jorge Amado. E é só.

Quem será o cineasta que terá coragem de retratar alguma missão de algum agente da ABIN, protegendo o presidente – ainda que fictício – de um atentado de autoria do PCC, do Comando Vermelho ou sei lá quem? Seria genial retratar a cena da tranferência da faixa sob a ótica de um mistério, de ação. As locações seriam a Granja do Torto e o próprio Palácio Presidencial. Já estou até vendo os Dragões da Independência correndo pra dentro do lago, o Secretário de Estado (ou casa Civil, sei lá) se atirando para o lado após uma explosão de uma grana de uso exclusivo do exército…. Podiam até simular um ataque terrorista ao Congresso. Quando mais elementos tipicamente nacionais, melhor. Se bobear, ainda há espaço para tanques de guerra na Paulista – imagine aquela vista aérea – e uma perseguição com estilo Pakour pelo centro de Salvador.

Pena que não sou cineasta. Mas fica a dica para alguém que tenha uma câmera na mão. A idéia já lançada.

E não precisa me pagar royalties.

Já votou no Ideia Fix hoje?

Publicado por: Toogood | Segunda-feira, 15 Junho 2009

Jogando com a Lei – O Fim

Mais de 4 meses depois de denunciar um Bingo irregular em Itatiba, volto a falar sobre o tema, mas dessa vez com o desenrolar da história e o fruto de novas observações e investigações.

Por mais inacreditável que pareça, as denúncias – não somente minhas – surtiram efeito. O BINGO ESTÁ FECHADO.   

Falta de denúncias foi o que NÃO houve nesse caso. O Jornal de Itatiba publicou em sua edição de 4 de março de 2009 uma tabela mostrando as principais denuncias feitas ao 170 – Disque Denuncia da cidade. Veja o quadro:

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Com 47 ligações, “jogos de azar” foi a 2ª infração mais denunciada, empatando com “maus tratos à criança”. Para efeito de comparação, a 3a colocada, “maus tratos contra idoso” teve apenas 16 ligações. Número expressivo que se traduziu em ação. Claro que não foram 47 ligações sobre o referido bingo, mas alguém lá na polícia deve ter notado que algo não estava certo naquele estabelecimento.

O fechamento ocorreu na noite do dia 15 de maio. Fiquei sabendo do ocorrido na manhã seguinte, após um corte de cabelo muito intuitivo na barbearia do seu Alcindo. Segundo quem estava lá, houve mesmo uma batida policial e alguem foi preso. Não consegui apurar mais detalhes, até porque nada saiu no jornal da cidade. Nada que eu tenha visto, pelo menos.

Tenho acompanhado, desde então, se mais uma vez estaria diante de um caso no qual o estabelecimento fecha e reabre em seguida. Já estamos em Junho e em plena noite de sexta feira ele estava de portas fechadas. Importante notar que as portas não estavam lacradas e havia um carro parado no estacionamento. Pelo menos olhando de fora, nenhuma luz estava acesa.

O Ideia Fix continuará de olhos bem abertos à essa questão. Pode não ser o principal problema do mundo, causar desemprego, acabar com a diversão de muitas senhoras solteiras, mas… é a coisa certa a fazer.

E você, o que acha dessa história? Crê que eu sou um sortudo por não acordar com os pés presos num balde de cimento, no fundo do Ribeirão Jacaré?

PS: Já votou no Ideia Fix hoje?

Publicado por: Toogood | Quarta-feira, 10 Junho 2009

A questão do copo

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Para você o copo está meio cheio ou meio vazio? Para responder a essa questão, primeiro precisamos definir: “meio cheio… de quê?“. O mundo ao nosso redor está meio cheio e meio vazio, basta mudar de prespectiva.

A televisão está meio vazia de ideias. A audiência vem caindo, o futebol não mais atrai, as novelas vem sendo encurtadas, reeditadas. Os artistas estão meio cheios de grana. Gugu pode ganhar 3 milhões POR MÊS se assinar com a Record. Galisteu ganhava 500 mil reais pata atender telefones.

A política está meio cheia de corruptos irresponsáveis. É deputado dono de castelo não declarado, outro que se lixa para a opinião pública, um terceiro que dirigi alcoolizado e mata 2 jovens.  Está também meio vazia de atitude. Aqueles que podem tomar medidas escondem-se atrás de partidos, siglas, picuinhas desnecessárias. Nome em placa é importante. Ver a rua do seu Américo asfaltada e as crianças indo para a escola talvez não seja.

O meio ambiente está meio cheio de ativistas que enchem o peito para dizer que defendem o planeta. Fazem passeatas que abarrotam avenidas importantes para ganhar atenção. Atrás da fila de mentes conscientes em prol da Terra, uma fila de carros expelindo o dobro, o triplo, o quáduplo de monóxido de carbono que normalmente soltariam se aquelas pessaso não estivessem protestando. O meio ambiente está meio vazio de ações mudas, surdas, invisíveis… eficientes, individuais, contínuas, autruístas.

O mundo está meio cheio de informações. Está também meio vazio de informações neutras.
A internet está meio vazia de autonomia. Ainda se dá muita importância para o que o mundo real vai achar, para o que a Globo.com escreveu, para o que as agências de publicidade vão pensar. A internet está meio cheia de gente que sabe fazer, mas não faz por achar besteira, inutilidade, sem propósito.

Como está seu copo? Meio cheio ou meio vazio?

PS: O copo da foto está meio vazio de limonada suiça. Isso porque o dia estava quente e limonada estava absolutamente saborosa. Minutos depois o copo estava totalmente vazio. E perigando ficar cheio novamente só para ficar vazio em seguida.

Publicado por: Toogood | Terça-feira, 9 Junho 2009

Voltando às origens

Uma das características desse blog – além de ser comandado por alguém com ideias poucos convencionais – é o forte conteúdo nostálgico. Sempre procuro resgatar fatos, histórias, curiosidades que aconteceram e não recebem a devida importância ou atenção.

No caso desse texto, a história a ser resgatada é, nada mais nada menos, que a minha própria história. Voltei ao local no qual passei grande parte da minha infância, aprendi a ler e escrever – inclua aí os garranchos que muitos ousam chamar de letras – jogar futebol com bola de meia (reforçada com serragem) e bater figurinha, se bem que na época o que vigorava era a ditadura dos “Tazos”.

No domingo, 6 de junho, aconteceu a tadicionalíssima Festa Junina do Colégio Santa Amália, e para lá fui eu, após 8 anos. A sensação inicial foi de que tudo encolheu. Não que o colégio tenha sofrido severas reformas que alteraram o espaço físico, mas é incível como alguns decímetros a mais na estatura modificam o tempo dos trajetos e a percepção espacial.

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Da iniciação no teatro ao "Quem Sabe Sabe" -

A visita começou numa olhada no salão nobre. No palco acima vivi minha iniciação no teatro, ainda no Jardim I. O ato final ocorreu no Game Show “Quem Sabe Sabe”, na 5 série.  Em breve contarei essa história.

Como era uma festa junina, várias coisas estavam onde não deveriam estar e muitas outras coisas NÃO estavam aonde deveriam estar. Mesmo assim pude aproveitar o passeio e rever as antigas instalações.

O primeiro impulso foi voltar ao lugar onde tudo começou, de fato: a sala do jardim 1. “Caramba! Eu cabia numa cadeira dessas” foi o que eu pensei ao olhar pelo vitrô. Garanto que elas são menores do que aparentam na foto abaixo. A sala mudou ligeramente. Já não há mais o grande circulo branco que marcava o local exato onde deveríamos colocar nossas nádegas (ou bundas, como preferirem). Os grupos agora são formados por 4 alunos na mesma mesa, não mais 4 ou 5 com carteiras individuais e dispostas frente a frente como era antigamente. Quem será que está sentado nessas cadeiras agora?

sala_aula

Logo a frente fica o parquinho, ainda de areia. Como é bom saber que certas coisas não mudam! Os mesmos brinquedos, o mesmo espaço. Curioso notar que as brincadeiras devem ter mudado. Não creio que hoje alguém brinque de Power Ragers ou de 007. Muito menos de Kamen Raiden Black RX.

A festa junina em si mudou bastante. Na minha época não havia telões e a quadra central não era coberta. Hoje há muito mais estrutura, patrocínios (!), atividades para crianças. No fim, o tradicional acaba roubando a cena e as crianças continuam entrando na quadra para demonstrar para papais e mamães orgulhosos as danças que ensaiaram durente o mês de maio. Ainda há um que perde o chapéu, que esquece o passo, que sai correndo para acompanhar a fila. Isso nunca muda e nem nunca vai mudar.

quadrilha_criancas

O ponto alto da noite, no entanto, foi rever os velhos companheiros. Sim, eles estavam lá. Nem todos, é verdade, mas lá estavam. Crescidos, saudáveis, homens e mulheres feitos. O Daniel (esse mesmo) foi o primeiro a ser avistado. O Dhiego (que tem twitter) também estava lá. Relembramos o passado e discutimos o rumo que cada um tomou. Lá estava também a Aline e o Tchello – que, quem diria na época? – formam um belo casal. No caminho também encontramos a Ana Verônica. As ausências mais notáveis foram dos Srs. Lucas Vergara, Gabriel Pablos e Fabio Yoshitero e das Srtas Juliana Chiquetto e Larysse Coelho. Quem sabe no próximo SantaReplay?

Sai do colégio com a sensação de que nunca o deixei. Até agora estou a refletir se isso é bom ou ruim.

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