05.16.08

Opinix: O clube da esquina

Enviado em Arte, História, Opinix tagged , , , , , às 8:37 pm de carloslemesjr

Olá! Voltei hoje com uma curiosidade. Uma curiosidade musical…

Você sabe o que é o Clube da Esquina?? Não?? Eu vou, nas minhas humildes palavras, tentar explicar.

O clube foi - e ainda é - um dos movimentos musicais mais influentes da história da MPB.

Nascido nos bares de Belo Horizonte nas décadas de 70 e 80, conta com cantores e compositores como Milton Nascimento, Beto Guedes, Lô Borges e compositores como Fernando Brant, Ronaldo Bastos e Wagner Tizzo. Eles começaram a tocar, além dos bares tradicionais, em bailes nos clubes da capital mineira - isso antes da fama.

Com letras que vão da temática amorosa, passando pelo orgulho de ser mineiro, pelas belas paisagens de Minas, até letras com cunho de contestação política, o movimento ainda se renovou com a presença de bandas como, por exemplo, o “14 bis”.

Destacam-se canções como Amor de índio, Caçador de mim e “Trem azul” - todas com um profundo que prosaico e intelectual.

Vale a pena conferir essas e muitas outras canções!!

Até sexta que vem!!

Obs: O “Bituca“, na foto, é justamente o Milton Nascimento.

05.14.08

A mancha de um campeão quase irretocável

Enviado em Atualidade, Esporte, Sem-categoria tagged , , , , , às 11:36 pm de Frank Toogood

O FC Zenit Petersburg, um time russo patrocinado pela Gazprom - maior empresa gasística da Rússia e que tem como conselheiro o presidente do país Dmitriy Medvedev (torcedor assumido do Zenit) - venceu hoje a Copa da UEFA, que é uma espécie de Copa Sul Americana com muito mais importância.

A campanha foi brilhante e começou lá no longínquo ano de 2007, nos dias 16 e 30 de agosto, quando, na oportunidade, venceu o Zlatè Moravc por 2 e 3 a 0, respectivamente.
Depois, a vítima foi o Standard. Vitória em casa e empate fora.

Classificado para o grupo A, disputou vaga com Larissa, AZ, Nürember e o inglês Everton. Classificou-se em 3°, atingindo 5 pontos em 4 jogos.

Tinha chegado a hora da onça beber água… Agora veríamos quem estava preparado para seguir em frente e conquistar o 2° título inter-clubes mais importante da Europa.

Logo de cara, o Zenit enfrentou o Villareal - que já chegou a uma semifinal de UCL - e fez o mínimo para passar: vitória (1X0) em casa e derrota fora (2X1). “Gols fora de casa” é critério de desempate.
A Europa pensou estar vendo uma zebra nascer. Só não esperava que ela fosse crescer…

Nas oitavas-de-final, enfrentou o Oympique de Marselhe, tradicional equipe francesa.
Novamente foi salvo pelo critério dos gols fora de casa. A derrota fora (3X1) e a vitória (2X0) em casa garantiram os russos na impressionante fase das quartas de final. A partir daí, poderemos chamar de fase “papa alemão” da competição.

A primeira vítima foi o Leverkusen. E dessa vez não precisou ser salvo pelo critério que tanto os ajudou. Um sonoro 4 a 1 fora de casa foi o suficiente para os críticos perceberam que a zebra que nascera na Espanha, crescera e fora se reproduzir na Alemanha.
Nem a derrota por 1 a 0, em casa, esfriou os ânimos do gelado time russo.

Nas semi-finais aconteceu o ápice de toda e qualquer surpresa que o futebol poderia nos proporcionar. Quem ainda duvidava que o esporte bretão era uma caixinha de pandora, os jogos contra o todo poderoso Bayern de Munique foram banhos de água fria. ou melhor… gelada.

Tudo parecia ir bem para o time germânico de Podolski, Kahn, Zé Roberto, Luca Toni, Ribery, Lúcio e cia limitada. Até chegaram a abrir 1 a 0, no Allianz Arena.
Entretanto, a zebra russa resolveu encarnar o exército vermelho de Trótski e empatou o jogo. Assombro geral.
Isso porque ninguém esperava pelo jogo de volta. Um retumbante 4 a 0 (!!!!!) pôs mais um time russo na final da UEFA Cup. Cheguei a comentar com um amigo que seria uma vergonha se o Bayern, com o time ignorante que possuia, não ganhasse tudo o que disputasse. Quando eu iria imaginar que um time russo, sem tradição no futebol europeu, fosse escrever na história o capítulo que alguns alemães não gostaram de ler?

Daí para o título era quase uma certeza. Os 2 a 0 de hoje - contra o Power Rangers - liquidaram a fatura.

Com todo esse texto aí em cima, espero ter justificado o porquê do “campeão irretocável”. Agora, eu me sinto na obrigação em justificar a parte do “A mancha“.

Na partida contra o Olympique de Marselha, torcedores russos ofenderam 3 jogadores negros do time frânces. Esse incidente trouxe à tona um concreto e explícito racismo arraigado no âmago da parte mais radical da torcida do Zenit. Questionado sobre o assunto, o técnico fez uma declaração que surpreendeu muitos daqueles que achavam que já tinham visto tudo no futebol: ““Eu gostaria de contratar qualquer um, mas os torcedores não gostam de negros. Honestamente, não entendo por que eles prestam tanta atenção na cor da pele. No nosso time, é impossível ter um jogador negro”, admitiu Advocaat ao site Scotsman.com.

Foi isso mesmo que vocês leu. O técnico admite que a TORCIDA (e que fique bem claro que é torcida) não aceitaria um jogador negro na equipe. A que ponto chegamos? Agora, só porque o jogador é negro, não é recebido de braços abertos pelos tifosi?

Essa torcida tem que aprender que o talento não escolhe o jogador pela cor, condição social, idade, credo, local de nascimento. Basta ver esses diferentes jogadores: Nakamura, Kaká, Drogba, Bojan, Romário.
Nakamura é japonês. O melhor japonês que vi jogar. Kaká é branco e nasceu com uma condição social e econômica altamente favorável. Drogba é costa-marfinense e negro. Bojan é jovem. Romário já está “”"aposentado”"”. Sem sombra de dúvidas, eu contrataria TODOS esses jogadores para a minha equipe.

É triste ver que um campeão quase irretocável, teve um campeonato perfeito manchado por sua própria torcida. Torcida que justamente deveria apoiar a equipe incondicionalmente, não importando quem sejam os jogadores.

Um mancha, sem dúvida. Mas uma mancha sem cor. Ou com a cor da vergonha…

PS: Texto longo, eu sei. Mas necessário.

05.11.08

Entrefix: Mauro Beting

Enviado em Sem-categoria às 10:00 pm de Frank Toogood

Mais uma vez as redações nababescas do Domínio de Bola e do Idéia Fix se unem para mais uma empreitada. A missão foi entrevistar Mauro Beting, jornalista esportivo da TV Bandeirantes e de mais uns trocentos veículos…

Depois da curta entrevista do Juca Kfouri, eu não tinha lá muitas esperanças que o Mauro fosse fazer algo muito diferente. Mas fez. Aliás… fez MUITO DIFERENTE….
Modéstia à parte, a entrevista ficou absolutamente sensacional. Inclusive, a melhor já fizemos…

Aqui vai uma das perguntas, para mostrar o nível que foi. O resto (como se as outras perguntas pudessem ser consideradas resto), voc~e lê lá no Domínio de Bola…

Domínio: Por que você escolheu a carreira de jornalista, especializando-se em esportes já que, segundo o que dizem em CTs, você é bom de bola? Nunca pensou em tentar seguir a carreira esportiva, dentro das 4 linhas, ou mesmo “adevogar”, que é sua formação acadêmica?
Mauro:
Primeiramente, muito grato pelo espaço e atenção. Segundamente, como diria Andrés Sanchez, sou jornalista de útero. Neto, filho, sobrinho, primo, irmão, marido – só espero não ser pai – de jornalistas. Não tem jeito. E nunca levei jeito pro futebol. Sou um bom goleiro de pelada – e ainda bem que adoro catar no gol, já que trato a bola como os meus cabelos me tratam…

Advogar, não passou do trote. Foi ótimo fazer o Largo São Francisco, as velhas Arcadas, as belas acadêmicas, mas ponto. Fiz o Direito mais torto. Apenas para embasar minha escolha pelo Jornalismo, vocação e adoração. Fiz Jornalismo para ter o diploma, enganei 4 anos dando aula, e, agora, estou no Jornalismo por esporte.

Essa foi só a primeira pergunta. É amigos e amigas (viu… vocês deixaram de ser apenas meros leitores e leitoras!), essa entrevista não está fraca não…

Ficou curioso(a) para ler o restante? Só aqui, no DOMÍNIO DE BOLA

E para variar, nós não vamos parar por aqui. Já está em curso uma matéria com a participação de Franklin Martins. Posso adiantar que o Idéia Fix chegou aonde poucos blogs chegaram. Graças ao Carlão….não deu tempo.

O idéia Fix cresce a cada dia que se aproxima dos 365….

05.10.08

Feed pra lá, feed pra cá

Enviado em Internet às 11:21 pm de Frank Toogood

Não sei se vocês repararam, mas eu incluí, na barra aí ao lado, o novo FEED do Idéia Fix.
Esqueçam o “…wordpress.com/feed”. O que vale agora é esse:

http://feeds.feedburner.com/ideiafix

O quê? Eu não acredito que você não saiba o que é feed! Em todo o caso, eu vou explicar.

O Feed é a maneira mais prática de você acompanhar seus sites e blogs preferidos. É frustante conectar e lembrar todas as URLs de sites e blogs que você gosta e no final, perceber que nenhum deles foi atualizado.
Foi pode até deixar todos eles no seus favoritos, mas mesmo assim você perderá muito do seu precioso e raro tempo clicando e esperando a página abrir.

Agora, se usar um agregador de feed - que é o programa que os gerencia - seus problemas estarão terminados. Eu recomendo o Google Reader. Inclusive é o que eu uso.

Funciona assim:

  1. Cadastre-se no Google Reader;
  2. Vá até seus sites e blogs preferidos e procure um simbolozinho laranja, facilmente identificado por riscos brancos, ou ainda pelas palavras RSS ou ainda XML. Essa imagem dá bem o tom do que você pode encontrar por aí;
  3. Copie o link que esses ícones vão te oferecer;
  4. Cole na janelinha que abrir quando clicar no “Add Subscription”, lá no seu Google Reader;
  5. Pronto!

Muito bem! Depois de executar todos esses passos, você receberá, em seu Reader, o post completo (ou parcial, dependendo do que o blogueiro configurar), sempre que houver uma atualização do blog/site. Não é fantástico?

Aí a leitora me pergunta: Mas e se eu não quiser me cadastrar em porcaria de site nenhum? Como é que eu faço?
Respondo: Aqui no Idéia Fix você também tem a opção de receber o que eu escrevo DIRETAMENTE EM SEU EMAIL!
Sim… Se você clicar aqui, uma paginazinha do Feed Burner se abrirá. Aí é só cadastrar seu email. Você receberá uma caprichosa mensagem para confirmar que quer realmente receber os posts (vai que algum engraçadinho coloca o endereço errado lá?) e pronto!
Sempre que tiver post fresquinho no Idéia Fix, você o receberá no conforto da sua caixa de mensagens…

Agora que você sabe tudo sobre FEED e AGREGADORES, não esqueça de cadastrar o Idéia Fix!

05.09.08

Por um bom motivo

Enviado em Contos/Crônicas/Poemas, Internet, Opinix tagged , , , , às 9:56 pm de Frank Toogood

Hoje não vai ter Opinix…. O Carlos ficou ocupado (e vocês já vão entender o porque) e não pôde fazer a coluna dele hoje.

Durante a semana ele vai repor, de uma forma especial…

Para preencher o espaço, aqui vai uma texto do Millôr Fernandes… Já que essa coluna é sobre política e economia, nada melhor (fora o próprio Carlão) que um HUMORISTA… ou melhor O HUMORISTA para destrinchar esses assuntos:

“Na minha infância, quando alguém mais respeitável da família falava em falta de decoro, eu sabia o que era. Mas hoje, quando falam em “quebrar o decoro parlamentar”, não sei o que querem dizer. Falta de decoro de que se falava, naquele então, era, no máximo, um velho da família sair do banheiro de braguilha aberta, com o pinguelo ao ar livre. “Deus do céu, vovô não tem mais decoro.”

Agora, quando rivais, ou juristas, ou a imprensa, falam de um malversador, ladrão, patife, aquilo que no todo se sintetiza com o substantivo canalha, ele está apenas faltando com o decoro? Putsgrila!

Vejam agora no plano internacional. Recebi, pela internet, de várias fontes, um filme com a figura do grande líder italiano Berlusconi, em primeiro plano, close, fotografia nítida e ao vivo, tirando ouro do nariz. Não só tirando, mas apertando entre os dedos. A descrição é repugnante? Poupo-lhes a imagem – este é um saite asseado.

Ah, bom, todos sabem quem é Berlusconi. Sem dúvida o homem mais poderoso da Itália. E um cidadão cujos feitos são de tal ordem e tal desfaçatez que reduzem nossos grandes líderes no setor, Quércia, Maluf, Jader Barbalho, ao nível de trombadinhas.

No meu tempo (meu tempo é daqui a dez anos) esse homem, que possivelmente será novamente primeiro-ministro da Itália e domina 45% da televisão, não seria convidado em jantar em família.”

Daily Míllor - 16 de maio de 2008
Em Millôr Online

Agora vocês devem estar se perguntando: QUAL ERA O BOM MOTIVO PRA NÃO TER OPINIX?
Respondo: Carlão passou o dia preparando o próximo Entrefix, com uma personalidade importantíssima do cenário político e da imprensa…
Aguardem para breve Franklin Martins!

E não é que isso aqui está  virando um blog de garbo e elegância? Até correspondentes tem!

05.08.08

Memórias de um menino inglês

Enviado em Arte, Causos Reais tagged , , , às 7:35 pm de Frank Toogood

A memória é um dos bens mais preciosos do homem. Creio que muitos dos problemas que temos hoje poderiam ser, pelo menos menores, se respeitássemos nossas tradições, nosso passado e conseguíssemos agregar o conhecimento que nossos pais, avós e quiçá bisavós nos passaram.

A foto abaixo é uma raridade. Um verdadeiro pedaço do passado que felizmente foi preservado e pôde chegar intacto até os dias de hoje.

Como vocês podem notar, se trata de um retrato tirado num pátio escolar. A turma que passou o ano todo junta (?) agora se reúne para gravar o momento. O professor, ao centro, mostra como deveria ser a pedagogia daquela época. Eu que não seria louco de esquecer de fazer qualquer coisa que seja e arriscar tomar uma varada (no bom sentido?) de marmelo na mão (eu disse na mão).

Aos pés dele (no sentido literal da palavra) está um garoto que, provavelmente, esqueceu de fazer várias coisas durante o ano. Os garotos à direita dele (ou à esquerda de quem olha a foto) não parecem muito animados a tirar a foto. Um nem se quer olha para a câmera e o que está em pé não tomou café da manhã.
À esquerda do professor (ou seja, à direita de quem olha), em pé, está um garoto desconfiado que a câmera possa morder todo mundo.

O último que sobrou nessa descrição foi o menino orelhudo, sentado à esquerda do professor. O nome desse garoto é Frank Craymer Toogood, meu digníssimo bisavô.
Não faço a menor idéia de como essa foto veio parar aqui. Coisas do meu tio. Mas o fato é que essa foto data de, aproximadamente, 1895 (!!!) e foi tirada na Inglaterra.
Frank Craymer é o segundo Frank na escala hereditária. Eu sou o quinto. A criatividade para nomes é o forte da família, como vocês puderam notar.

Fico pensando: por onde essa foto passou? Em que casas ficou guardada? Como veio parar nas mãos da pessoa que a digitalizou? Quem são as outras crianças?
São perguntas que nem o tempo responderão…

Você caro leitor, querida leitora: Já procurou se informar sobre as raízes da sua família, procurou saber de onde vieram, como viviam, com quem casaram? Como e quando vieram ao Brasil? Garanto que é uma experiência fascinante e pode gerar surpresas agradabilíssimas, como essa foto.

Com o perdão do trocadilho - Esse post ficará para a posteriadade…

Ah sim… assim que eu conseguir digitalizar, tenho mais uma foto histórica para vocês… Mas dessa vez não tem relação nenhuma com minha família.

Em tempo: Em breve, no Domínio de Bola, mais um Entrefix!
Dessa vez, o entrevistado foi um jornalista palmeirense…. Mas o importante é ter saúde, não?

05.06.08

Minha casa é mal assombrada?

Enviado em Bizarro, Causos Reais tagged , , , , , às 7:33 pm de Frank Toogood

Hoje cheguei à conclusão que moro numa casa mal assombrada. Tudo começou no dia da mudança…

*Efeito de nuvem de pensamento*

Estava sentado numa cadeira, na cozinha. A cadeira estava perto da porta que dá acesso ao corredor externo (calma… minha casa não é tão grande assim… É só o acesso à lavanderia…). Meu vizinho dos fundos é um prédio. Na linha de visão dessa porta, podemos observar o prédio. A janela da lavanderia dos apartamentos pode ser vista da porta na qual eu estava sentado. Pronto.. é possível imaginar a situação?
Muito bem. Eis que, em uma das janelas do prédio, surge uma mulher balzaquiana. A situação só não foi normal porque ela estava fazendo um topless. Bela recepção não? Uma vizinha liberal, diria.

*Efeito de nuvem de pensamento sumindo*

Como eu disse anteriormente, moro numa casa mal assombrada. Vocês conseguem acreditar que aqui é IMPOSSÍVEL USAR A INTERNET QUANDO O CHUVEIRO ESTA LIGADO?

O caro leitor me pergunta: O que diabos tem a ver o chuveiro estar ligado com o uso da internet?
Resposta: É exatamente isso que eu quero descobrir. Para tanto, chamamos um eletrcista. O coitado não fazia a menor idéia do que poderia causar a interferência, já que o telefone normal também é afetado quando o chuveiro está ligado.

Passamos a tarde inteira fazendo testes. Conecta daqui, troca fio dali, sobe no telhado, desce do telhado, arrasta móvel acolá…. Uma verdadeira zona.
Começamos à chegar em um resultado minimamente satisfatório quando desconectei o modem do PC e o telefone não sofreu interferência quando o chuveiro foi ligado (perceberam a confusão?).

Percebemos que a interferência só acontecia quando o modem e o chuveiro estavam ligados. Era desconectar o modem que o telefone parava de chiar. Outra opção era desligar o chuveiro.

Tínhamos plena certeza que o problema era alguma anomalia no modem que, não se sabe porque, é afetado quando o chuveiro está ligado.

Mas daí foi feito um último teste.

O eletricista colocou o chuveiro na potência máxima (o ultra-mega-disseca cadáveres-quente… praticamente um God Mode). Nessa posição, o telefone NÃO SOFRE NENHUMA INTERFERÊNCIA. Eu inclusive consegui conectar!

Aí a querida leitora me pergunta: Por que você consegue conectar quando o chuveiro está na temperatura mais alta, mas não consegue quando o chuveiro está posicionado para fornecer água na temperatura ideal para o banho?
Resposta: Ta aí uma coisa que eu gostaria de saber….

Para todos os efeitos, o nome do chuveiro aqui de casa é Ducha Eletrônica Thermo System. (Pomposo, não?)
Se alguém tiver alguma idéia para me explicar porque ocorre essa incompatibilidade entre modem, telefone e chuveiro (só quando ligado na temperatura média (Primavera-Outono)), peço encarecidamente que poste aí nos comentários….

Se alguém tiver um pai de santo de confiança para tirar essa zica da casa, pode mandar também….

05.05.08

A verdade sobre os piratas II

Enviado em Séries e Especiais tagged , , , às 10:38 pm de Frank Toogood

O último post desta destemida série terminou com uma dúvida: Se os piratas matavam, pilhavam e queimavam (as cidades… as cidades) por que eles colecionam fãs no mundo todo?

O Idéia Fix foi atrás das respostas. Entrevistei Larissa Facchinette Tognetti, uma autêntica fã de piratas.

Com base no que ela me disse, finalmente pude entender porque os piratas são admiradados, qual a influência da mídia nisso e um pouco mais sobre o cotidiano. O que eu descobri você lerá agora, na segunda parte da série sem previsão de acabar.

Inicialmente, os piratas trabalhavam para “companhias”. Eram, por assim dizer, “contratados” para agir em alto mar, durante as guerras. Porém, com o fim dessas guerras, o desemprego atingiu os piratas. O governo dos países que os contratavam simplesmente dispensaram a classe toda, pois não havia mais porque mantê-los.
Aí você me pergunta: Mas e o sindicato? Cadê o sindicato da categoria?
Eu respondo: como a vida em alto mar era o nicho dessas pessoas, eles decidiram continuar o que faziam, mas dessa vez na ilegalidade, longe da proteção do governo.

Graças a trilogia “Piratas do Caribe”, a vida dos piratas se popularizou. Segundo Larissa, a trilogia é muito bem feita, não só em relação à história, mas como as roupas, as músicas. Ela salientou que a série não é perfeita, afinal, não retrata fielmente como sofriam os piratas e as duras condições com que passam meses no mar. “Eram massacrados“, ela completa.

O que torna alguém fã de piratas é a admiração que se sente por esses indivíduos que, mal ou bem, foram heróis. É importante frisar que SIM, OS PIRATAS EXISTIRAM. Não são apenas lendas ou meras histórias, como muitos pensam. Os piratas tiveram seu lugar na História (com agá maiúsculo) assim como tantas outras pessoas, em diferentes épocas.

Outro aspecto que apaixona os fãs é lembrar dos códigos de ética piratas. Por mais vilões que alguns fossem, no navio eram respeitadas algumas leis. Muitas delas curiosas: Você sabia que o capitão era eleito pelos outros piratas? Pois é… de certo modo, até havia uma democracia…

Mas o que torna mesmo alguém fã de piratas é pesquisar e ler o quanto eles sofreram (e o quanto faziam sofrer também…), chagando a passar meses em alto mar e no fim das contas, ser feliz. A ética, a coragem, o espírito aventureiro desses homens do mar, leva multidões às salas de cinema.

O que torna a figura do pirata tão misteriosa é simplesmente a falta de conhecimento que sem tem sobre eles.
Larissa, ao final da entrevista, recomenda “O Corsário Negro” (para uma “leitura mais leve“) e para quem realmente quer sentir na pele o que era ser pirata, “Contos de Piratas”, de Sir Arthur Conan Doyle (é.. aquele mesmo do Sherlock Holmes)

Bom… e agora? o que nos reserva o próximo episódio de “A verdade sobre os Piratas”?

Você verá… aguarde!

05.04.08

Péricles e seu Amigo da Onça

Enviado em Humor tagged , , , , , às 11:09 pm de Frank Toogood

Malandro, sacana e com cara de boa pinta. Esse é o “Amigo da Onça”, personagem imortal do cartunista pernambucano Péricles de Andrade Maranhão.

Péricles e suas charges foram o carro chefe da revista O Cruzeiro (que, na época, era uma espécie de Fantástico). Muitos só compravam a revista para ler as charges do Amigo da Onça”. Alguns mais espertinhos rasgavam a parte da revista que correspondia à charge e saiam da banca sem pagar mesmo.
Nós morávamos em Águas Belas e recebíamos O Cruzeiro pelo carteiro. A primeira página que todo mundo corria para olhar sempre era a do Amigo da Onça”, lembra o empresaário Adauto Wanderley, que guarda em sua casa a coleção completa de cartoons publicados na revista.

Péricles conseguiu, com um humor simples e instantâneo, conquistar gerações. Mas, mesmo com o sucesso de seu personagem, o cartunista não era reconhecido. Muitas vezes entrava em festas da alta sociedade e só percebiam que ele estava lá quando revelava ser o autor de “Amigo da Onça”.

Por essas e por outras, Péricles não seguiu o caminho desse chinês e suicidou-se. Na 1a tentativa. O método escolhido foi trancar-se em um quarto e ligar o gás. Curiosamente, foi lá que fez sua derradeira charge. A charge da vida real. Na porta do quarto, escreveu ele: “Não risque fósforos”.

Agora que falamos do criador, vamos à criatura:

Definir o Amigo da Onça, não é muito fácil. Na verdade, ele representa o estereótipo atual do brasileiro (ou seja, o ser malandro que quer tirar vantagem em tudo o que faz) com as vestimentas da época . Baixinho, cabelo penteado para trás e empastelado com “gumex” (um espécie de gel muito morte), bigodinho e olhar de peixe morto, ele é especialista em colocar os amigos em situações constrangedoras, como vocês verão nas charges a seguir.

Já houve tentativas de fazer renascer o Amigo da Onça, mas todas sem muito sucesso comercial. Uma versão para a televisão (uma vinhetinha de 15 segundos) chegou a ser feita para ser veiculada na MTV, mas não tenho certeza se foi ao ar.
Este é, sem dúvida, um dos personagens mais importantes do humor brasileiro.

Mas agora, sem mais delongas, com vocês, o legítimo Amigo da Onça:

Não consegue ler? Eu dou uma mãozinha: “… escuta Ary: aquele seu cavalo…você vendeu mesmo ou está vendendo ele agora?”

Quer saber mais sobre Péricles e seu “Amigo da Onça”? Consulte os links abaixo:

Memória Viva (várias charges)
Wikipédia (não é muito completo, mas dá pra ter uma idéia geral)
JC Online (não é Jesus Cristo, mas é bem completo, altamente recomendado)

05.03.08

Ele matou Satanás e comeu sua CNH

Enviado em Bizarro, Humor, Internet tagged , , , , às 5:47 pm de Frank Toogood

Essa notícia é um pouco antiga (data de novembro de 2007), mas é tão engraçada que eu resolvi postar aqui…

Um resumo rápido (se é resumo, tem que ser rápido, cara pálida) do que aconteceu antes que você leia a entrevista:

Eduardo foi impedido de comprar um carro pelo próprio pai. O problema é que ele recebeu essa notícia quando estava fechando o negócio, na concessionária.  Louco de raiva, o maluco desregulou o motor de uma Saveiro, dando um soco no capô do carro. Ainda fora das condições psicológicas ideais, comeu sua CNH. Um dos vendedores comenta: “De repente, começou a gritar, disse que iria colocar fogo nos carros e começou a xingar todo mundo. Ficamos assustados”

Dias depois, o maluco deu uma entrevista pro Jornal Comércio de Franca e é ISSO que eu quero que vocês leiam… com MUITA atenção:

Comércio da Franca: O que aconteceu no estacionamento?
Eduardo: Estava tudo certinho para eu comprar a Brasília, mas meu pai não quis assinar. Daí, os caras lá (vendedores) rasgaram meu documento e me agrediram com coronhadas na cabeça. Falaram que iriam me levar para o mato e me matar. Fiquei nervoso lá. Quero a minha Brasília. Sou o filho mais velho de Deus.

Comércio: Como assim?
Eduardo: Vim para o mundo com essa missão. Já matei Satanás, Lúcifer e toda a legião de anjos. Comi ele (Satanás) igual galinha e carne de peru. Foi como se fosse uma picanha.
Simplesmente, dei um murro e achatei a cabeça dele. Tenho poderes sobrenaturais. Você percebeu que o mundo está mudando?

Comércio: O que espera do fim do mundo?
Eduardo: No fim, só quero minha Brasília. Quero sair nela e conhecer o mar. Quero conhecer o Clark Kent e toda a equipe da Warner Bros (estúdio de filmes e séries). Este é meu maior sonho, desde moleque. Admiro demais. Quero dar um selinho na Lana Lang. Vou levar minha Brasília para casa, nem que seja preciso vender minha alma de novo para Deus.

Comércio: Quando passou a ter estes poderes?
Eduardo: Faz tempo. Me lembro quando matei uma cobra, segurando assim (faz o gesto). Chupei ela igual a um macarrão. Depois, comecei a perceber que tinha uma força sobrenatural. Já fui internado muitas vezes no Alan Kardec, mas não entendia o porquê. Agora, tô aí, sei quem sou.

Pois é… Para que polícia, se temos o Cavaleiro do Apocalipse?

É esse tipo de notícia que me faz pensar… na Terra, os normais são exceção.

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