Despachos de Domingo

7 02 2010

—> Em Serra Negra também há problemas de ordem política.

O pessoal do transporte público não recebe salários desde OUTUBRO (incluindo o 13º). Paciência eles tiveram né?

Mas como tudo na vida, a paciência também acaba. Já avisaram, com uma semana de antecedência, que vão entrar em greve. Mas eu gostei mesmo foi do tiozinho do carro de som. Eu não sabia se era protesto ou convite para alguma festa de rodeio.

Ou pagam o que devem ou dê lugar a quem quer fazer a administração pública com seriedade“. Ouch!

—> Jornal japonês: Você ainda vai ler um. Nem que seja só pra ver as fotos

—>Agora eu sou um feliz propietário de uma camiseta da Véia/Véio da Quacker. Regozijem-se

—> Por falar nisso, já tentou falar regozijar mais de 4 vezes seguidas? :S

—> God bless the Brazilian Bikini. Depois gringo fica maluco e ninguem sabe porque. Lá nos estrengeiros não tem essa moleza não. Lá é tudo fraldão.

—> Alguem aí vai assistir as Olimpíadas de Inverno? Quero ver todo mundo torcendo pro Ganês Kwame Nkrumah-Acheampong (saúde!) faturar o ouro no Downhill.

Pra quem era guia de savana, é um feito e tanto. Graças a perseverança e uma mudança estratégica de país (de Gana para a Inglaterra).

Se a Record fizer a transmissão de forma decente, vale a pena prestigiar. Parece um evento menor do que as de verão, mas o bicho pega abaixo de zero.

—> Não entendi essa frescura da Radio Jovem Pan de ficar fazendo camapnha contra a proibição de repórteres em campo no Campeonato Paulista, vulgo Paulixão

Teriam razão em reclamar se a proibição fosse total, ou seja, nem fora de campo. Isso aí é protocolo da Fifa… tem mais é que ser seguido.

A única virgula é que, pelo que eu entendi, essa proibição foi “”"”sugerida”"” pela Rede Globo, para inibir anunciantes que nnão pagaram para a televisão.

Podia ter sido iniciativa da FPF.

—> Muito bem. Agora saia do computador e vá aproveitar seu Domingo cara pálida

[EDIT] Lembram do que escrevi no Despachos de Domingo de 22 de novembro? Aqui vai o quot: “Cá entre nós, o currículo do André Segatti é invejável. Além de ex-Turma do Didi, dentro em breve será ex-Fazenda

E não é que ele está quase lá? Só que não vai ganhar. Essa edição já é da Karina Bachi. No méximo chega em seundo…





Já fui bixo… no Ensino Médio.

4 02 2010

Eu já relatei aqui o dia do meu trote na Faculdade. Mas faltou contar como foi o dia do trote no Ensino Médio. Sim…. para você, incrédulo leitor, vale uma informação: estudei numa das escolas do Centro Paula Souza, que, aqui em Itatiba, chama-se Rosa Perrone Scavone. Para matricular-se na escola, é necessário ser aprovado num vestibulinho. Não serei hipócrita. A relação candidato vaga dificilmente ultrapassa 3 para um, ou seja, 3 candidatos para cada vaga. É pouco. MUITO pouco.

O fato é que passei e cheguei disposto ao meu primeiro dia de aula. O problema de entrar num colégio no qual você não conhece ninguem é justamente não conhecer ninguem, portanto, nenhuma boa alma fez o favor de avisar que os veteranos costumavam aplicar o famigerado trote em nós, bixos. Estava me aproximando do portão de entrada quando ouvi um ” Olha o bixooooooo!!!!” e em seguida, 3 ou 4 caras correndo na minha direção.

Acho que um espírito Jack Bauer se apossou da minha pessoa e, sem pensar muito, desviei cinematograficamente (!) de todos eles, até dar uma cabeçada na barriga da coordenadora Maria Antonieta e um tapa no joelho do diretor, o Toninho. Ironicamente, A profª Maria Antonieta viria se tornar um dos pilares mais gratificantes de se estudar no Rosa, não só na minha opinião, mas na da maioria absoluta dos estudantes.

Uma vez na sala de aula, respirei aliviado. Meu novos companheiros de luta acadêmica não tiveram a mesma sorte. Muitos deles já estavam devidamente zoados, tal qual um bixo deve ser. Lembro de uma loira com o nariz pintado de prata, sentada atras de mim. Era até meio constragendor ser o único limpo ali no meio.
Depois da sessão de discursos intermináveis, fomos convidados a ir até a quadra esportiva.  ** Aqui vale uma observação: A quadra não é das maiores. É toda cercada por alambrados de mais de 6 metros. Uma rede cobre a parte de cima do alambrado. Só há 2 portões e um deles fica invariavelmente trancado **. Depois dessas observações necessárias, voltamos ao texto:

Chegamos na quadra. Solzinho morno gostosamente pairava sobre nossas cabeças. E então o tempo fechou. Não foi o sol que sumiu, mas sim os arredores da quadra que foram tomados por uma horda de veteranos loucos por bixos para pintar. A foto abaixo ilustra mais ou menos como foi a sensação:

Veteranos. Corrão!!!

Naquela gaiola onde estávamos, não tínhamos para onde correr. Nos sentimos bois e vacas enviados ao matadouro. Os veteranos foram entrando e acuando todos para o fundo da quadra. Inevitável dizer que não houve uma alma que saísse limpa daquela quadra. Depois da primeira mão de tintas,  o que viesse era lucro.

Lembro que naquele dia matamos formiga a grito, nos esprememos em folhas de jornais que sumiam a cada rodada, tantávamos abocanhar a maçã na bacia com farinha. Humilhação total. Ao menos não nos obrigaram a pagar a cervejada e nem cortaram nossos cabelos. Ao final daquela manhã, eu estava absolutamente emporcalhado. E, pior para mim, NÃO terminava ali. Ainda precisava voltar para casa. DE ÔNIBUS.

Fiquei sentado no ponto de ônibus, naquele estado lastimável. Ok… já vi bixos MUITO piores do que eu (comprando com o que vemos em faculdades, eu tinha acabado de tomar banho), mas andar sujo pelas ruas daquele jeito nunca tinha acontecido comigo. Eu assustei criancinhas (de propósito, rs), fui benzido por sinais da cruz de senhoras muito religiosas. Até um cidadão muito metido a engraçadinho perguntou “onde era a matinê“. Eu respondi que “o ponto de encontro era na casa daquela senhora simpática que estava lavando roupas no tanque“. É uma pena que ele não ouviu.

Enfim cheguei em casa. E registrei minha escalafobética situação. Não repare na cara de menino moço. Ainda era 2005. Aliás… não tinho ideia se fiquei mais bonito ou mais feio, daquela época para cá. Aliás… eu tenho até medo de saber a resposta.

E sim… não serei mala ao ponto de privar meus fiéis leitores – que nem dízimo pagam, ingratos – de ter argumentos para esculhambar esse pobre blogueiro.
Só pra registar, os braços também estavam manchados, tal qual o outro lado da face. Tinha esmalte no pescoço e mais pasta de dente dentro do ouvido. Ah sim… o cabelo era uma mistura de gel, esmalte e tinta. Pegajoso.


Antes de tirar a foto eu, estupidamente, limpei a pasta de dente da sobrancelha e a tinta da testa





Vice-Camepão!

3 02 2010

Não sei se essa característica é própria do brasileiro ou se é uma tendência mundial, mas é muito raro a valorização de qualquer colocação barra qualificação que não seja o primeiro lugar. Pior do que chegar em terceiro lugar, muitas vezes é ser vice-campeão. O Agora Esportes, da Paraíba, descreve o sentimento de ser o 2º colocado: “Ser vice e ultimo colocado no Brasil tem pesos idênticos embora que na prática a realidade para quem se sagrasse vice-campeão é bem mais digna do que tornar-se último colocado na tabela.

Mas por que essa dignidade é simplesmente ignorada por grande parcela da população, para não dizer toda ela? Qual é o grande desmérito em ser prata, não ganhar o ouro e tantos outros adjetivos impostos a quem é segundo? É o que vou tentar descobrir ao longo desse texto.

A talvez mais valorizada vice-campeã é Martha Rocha. Agora nome de doce, a soteropolitana, sétima (!) filha do casal Álvaro e Hansa, foi Miss Brasil no longínquo ano de 1954. Como parte do prêmio, a chance de disputar, dentre tantas outras beldades (de deixar seu Madruga, Kiko, Chaves e Professor Girafales embasbacados), o título de mais bela mulher do planeta naquele ano. De fato, a boca de urna considerava a brasileira campeã, mas no fim acabou sendo eleita a dona da casa, a americana Miriam Stevenson.
Mesmo terminando em segundo lugar, Martha Rocha sempre é lembrada, tanto é que criou-se uma lenda em torno dos motivos da derrota: as famosas 2 polegadas.

Segundo sua biografia, tudo não passou de uma invenção da revista O Cruzeiro, para hã… justificar a derrota. A própria Martha Rocha autorizou a publicação da história, mas, cá entre nós… que mané duas polegadas que nada!

Mesma sorte não teveram o Capitão-Aviador Paulo Sérgio Porto, do CCA-SJ, o Capitão-Aviador Eduardo Utzig Silva, da AFA, o Tenente-Aviador  Bruno da Silva Xavier, do 1º/3º GAV, o Tenente-Aviador André Rossi Kuroswiski, do 1º/3º GAV e Cadete-Aviador Frederico de Brito Machado, da AFA. Esses ilustres anônimos foram vice-campeões MUNDIAIS de Pentatlo Militar, num torneio realizado entre 16 e 20 de agosto de 2009, na Finlândia.

Para quem não conhece, o Pentatlo Moderno é uma competição que reune cinco (dã) modalidades distintas e, porque não, destintas: Corrida, Natação, Hipismo, Esgrima e Tiro. Não é coincidência que essas habilidades fossem fundamentais para militares antigos, daqueles que ainda brigavam corpo a corpo. A título de curiosidade, a competição foi “inventada” pelo Barão de Coubertin (pra você que não sabe pronunciar, é Cobertã, numa tradução bem rudimentar).

Mas porque raios ninguem ficou sabendo disso? Nenhum deles foi no Globo Esporte, nem deu entrevista ao Regis Rösing no Esporte Espetacular e muito menos participou do Band Esporte Clube ou do Esporte Fantástico. Era uma excelente oportunidade para se falar um pouco desses esportes, principalmente agora que teremos pan-Americano e Olimpíadas (inclusive de Inverno). Será que se fossem campeões haveria alguma diferença? Nunca saberemos.

Parte da culpa por isso deve-se ao famoso complexo de Vira-Lata (RIP Nelson Rodrigues). Ou seja, nas palavras do próprio, “por ‘complexo de vira-lata’ entendo eu a inferioridade em que o brasileiro se coloca, voluntariamente, em face do resto do mundo”. Portanto, conclui-se que, ou você é campeão, mostrando que é melhor que todo mundo, ou não é nada, independente de quantos ou de quem participa.

A outra parte da culpa é o sedentarismo que NÃO move a sociedade a mudar esse quadro, do mesmo modo que NÃO move na hora de homenagear os ídolos, ainda em vida. Felizmente esse segundo quadro está mudando, graças a calçada da fama no Maracanã, ao Museu do Futebol no Pacaembu e ao… epa.. espera aí… só temos exemplos no futebol? Se for explorar esse filão, entraremos numa longa discussão (rima involuntária, sorry). O texto do Juca Kfouri sobre a poliesportividade dá uma arremate nesse aspecto.

É… assim fica difícil valorizar quem chega em segundo… Malemal valorizamos quem chega em primeiro!





0300 ajude aí

2 02 2010

A não ser que você não seja um feliz proprietário de uma linha telefônica, dificilmente deixou de receber uma ligação de uma simpática moça, com uma história comovente (a-hã) fazendo qualquer pedido dramático, geralmente para angariar dinheiro para alguma instituição de caridade ou pessoa necessitada. Vou contar como foi a última ligação que recebi:

A ligação
No meio da tarde toca o telefone. Uma alegre moça começa seu discurso dizendo que uma mulher – cujo nome eu não lembro – tinha parido um gracioso rebento – cujo nome eu também não lembro. Mas, coitada, ela tinha a Síndrome da Imonodeficiência Adquirida, também conhecida como AIDS. Isso implica em mais um recém nascido também com AIDS. Pelo menos a moça me garantiu que aquele não era o problema. Além de AIDS, o bebê tinha intolerância à lactose. Mas esse também NÃO era o problema. Eles tinham conseguido com a Prefeitura de Jundiaí um convênio para garantir o leite especial.

O X da questão
O pulo do gato estava na útima parte do discurso. O convênio infelizmente só valeria a partir de março, ou seja, fevereiro estava a perigo. Só um mutirão de doações poderia dar o leite especial (que, se não me falha a mamemória, custava 60 reais o Litro) para aquele bebezinho lindo. A moça ainda me afirmou que eu estava com sorte, já que eles tinham conseguido um bom número de doações e só faltava TRINTA reais para completar a vaquinha. Respondi dizendo que não estava trabalhando – o que é verdade – e infelizmente não poderia ajudar. A reação da mulher foi curiosa: “Não, não meu bem…. você não está entendendo. Não é pra dar 30 reais. Você pode ajudar com qualquer quantia! Inclusive, se você quiser, um voluntário vai até sua casa receber a contribuição ou você vem até nossa sede (em Jundiaí)”.

Veja bem… só a gasolina a gastar nesse traslado já inviabilizaria a doação. Inclua nessa conta as ligações interurbanas para conseguir esses 30 reais. Posso estar comentendo alguma injustiça, mas se fosse sério, será que não conseguiriam essa (pouca) grana por lá mesmo?

O lado sério
Isso me faz pensar nas instituições sérias, que realmente precisam de ajuda. O poder público, por mais competente e perfeito que seja, não teria condições de arcar com todas as despesas de todos os que precisam de um tratamento especial, para ser bem generelista. O trabalho das ONGs se faz cada dia mais necessário e fundamental para bairros, regiões, cidades. Se a União faz o açúcar, esse açúcar polvilha a vida e faz o sorriso abrir em jovens e idosos.

Inviabilizando a amostragem
Depois dessa visão romântica, vou voltar meu arsenal para os pulhas e bandidos que se aproveitam da boa vontade e solidariedade do povo. Acho muito triste que todo o joio – e provavelmente esse é o caso do mentor por tras da pessoa que me ligou – tenha consciência do ato que está praticando. Além de desviar dinheiro que teoricamente poderia ser usado para ajudar quem realmente precisa, ainda contribui para desacreditar as instituições sérias que recorrem ao telemarketing. Talvez a moça ao telefone nem saiba para onde vai o dinheiro. Ela faz aquilo que os chefes mandam. Na pior das hipóteses, foi ela quem arquitetou aquilo tudo.

Essas gangues também agem via e-mail. “Se fosse sua filha você também repassaria”. O modus operandi é semelhante. Uma história triste, carregada de desgraças, fotos chocantes de necroses corporais e uma conta bancária. Será mesmo que é verdade? O benefício da dúvida dessa vez joga contra. São tantos spams no mesmo modelo, que acabamos lembrando do Pedro e o Lobo.

Veja quem doa
Cristiane Martins, do Rato de Biblioteca, é uma das cidadãs que recebem essas ligações, geralmente de creches e pacientes com câncer. Mas garante (minha nossa, que expressão mais “jornal de interior”!) que são sérias, e explica porque: “recibos com endereço, telefone, CNPJ; e a impressão que fica ao falar sempre com as mesmas pessoas (educadas) ao telefone” afirma a blogueira (esse “afirma”…. ô clichezinho de redação mais furreca…). Mas conclui (blegh… conclui): “Espero não ser ingênua demais, mas confio neles

O que dá para concluir de tudo isso é que quando o pedido é feito em nome de instituições, o índice de confiança sobe bastante, pelo simples (e até óbvio) fato de que você vê para onde vai sua doação. Credibilidade. AACD, Graac, Centro Boldrini e tantas outras – se bobear perto do seu luxuoso e confortável bagalô – trabalham duro para ajudar aqueles que não tem condições financeiras para bancar o tratamento.

Quanto àqueles que recorrem aos pedidos para pessoas físicas, meus pêsames. Sua intenção pode ser a mais correta possível, mas infelizmente não será levado em conta como deveria.

Gostaria de saber é como é que se pune aqueles que desviam, não só o dinheiro alheio, mas também o caráter. O que, cá entre nós, é muito pior.





Até Tio Patinhas compraria

1 02 2010

Vender é parte do ser humano. Talvez a mais difícil das profissões. Todos nós somos obrigados a vender alguma coisa, desde cedo: alguns vendem simpatia, para que aquela tia compre aquela barra de chocolate deliciosa. Outros vendem uma dor de cabeça alucinante, que impede de ir na escola, mas não de jogar videogame. Acho que vocês já pegaram o espírito da coisa.

Contudo, um cidadão da Praia do Futuro, em Fortaleza, faz do ato de vender um simples picolé uma arte. Ele consegue ser mais engraçado que muitos stand ups por aí. Mais que Zorra Total com certeza. Se bem que até EU sou mais engraçado que o programa globífero.

Mas ele tem um defeito: As falas são ditas rápido demais. Tudo bem, é uma característica geo-social do lugar, mas mesmo assim tem horas que fica difícil de entender. Quem assite o vídeo só uma vez perde metade da graça desse simpático vendedor. Por isso, fiz um exaustivo trabalho de tradução e legenda, que vocês podem acompanhar abaixo.

Peço desculpas desde já, mas alguns trechos são simplesmente impossíveis de entender. Se você for ninja o bastante, coloque aí nos comentários que eu completo. [EDIT] O leitor Juliano Magalhães, que é de Fortaleza, fez o favor de traduzir. Como ele é nativo, ficou facinho! Menção honrosa ao leitor Daniel, que deu uma primeira melhorada na tradução, antes da versão definitiva do Juliano. Obrigado! [/EDIT]

Vendedor: Gente tenham calma que eu vou já atender vocês. “Perainda”! Pra que esses vexames? Eu vou atender primeiro quem tá chamando, os clientes especiais.

Cliente Masculino: Diga aí meu irmão. Tem de que aí meu velho?

Vendedor: Ó, o de “QUE” infelizmente eu não tenho mais. Mas por enquanto, eu estou com a promoção: “Quem compra um tem direito a comprar outro”. Não querendo a promoção, tem a liquidação 1 é 1, 2 são 2. Não querendo a promoção, nem a liquidação, achando que só eu levo vantagem, tem as formas de pagamento em 30, 60, 90 segundos. Quem escolhe é você. Pra vocês ficarem mais à vontade, faço até 120 sem entrada e sem juros. E caso vocês não queiram as 3 opções, eu trabalho com: cartão, vale-transporte, faço troca pra agradar clientes especiais iguais a vocês.

Vendedor: Querendo, como eu falei que o de “QUE” não tinha, mas eu tinha ainda os sabores de castanha, coco, morango, biscoito, cajá, chocolate, leite “condenado”, milho verde, tangerina, tamarindo, acerola, “coco.com” coalhada, jaca, uva, limão, abacate, ameixa, flocos e brigadeiro. E é bom aproveitar que estão acabando! Só falta vender os que tem. Agora, na realidade, estão acabando não é o picolé, é a força e a coragem. Picolé dá quase mesmo pro Gabriel, pra Isabele, pra você da sociedade, pro Gustavo da ostra já ajuda.
E vocês estão numa vantagem que esse picolé quanto mais vende mais abaixa. Eu trouxe 100, vendi 2, só tem 98. Já não gasta mais com os 100, e a qualidade é especial: você confunde com a concorrência.

Cliente Feminina: (Risos)

Vendedor: Você lê Pardal quando vai degustar, diz: “Humm… que bom!” Até eu que sou vendedor da Pardal fico confuso se é Pardal ou se é Kibon. E também, gente, ainda tem mais. É bom também aproveitar que está secando. Mas não é o carrinho. São minhas pernas, de tanto andar.

Cliente: (Risos estridentes)

Vendedor: Ainda tem mais também! É bom aproveitar porque eu só passo aqui agora quando eu vier outra vez. Mas é bom agora, talvez outra vez eu não tenha mais. E vocês estejam a degustar e eu perco a venda. E ainda tem mais também! É bom aproveitar porque eu vou lá onde eu vou e eu só volto quando eu vier. Agora é bom também lembrar que você, se vocês chamarem eu volto se eu vier.

Cliente Feminina: (Mais risos estridentes que cobrem a piada do vendedor… humpf)

Cliente Masculino: Traga um de morango pra mim. A-GO-RA

Vendedor: Ó, caso alguém peça algum que eu não tenha, eu peço desculpas, como eu falei, o de morango eu não tenho mais. Agora eu só tenho goiaba, castanha, brigadeiro, flocos, tapioca, biscoito…





Despachos de Domingo

31 01 2010

—> A Biblioteca Chico Leme está na lista dos lugares que eu mais admiro em Itatiba. Não é pela beleza arquitetônica do prédio ou por ser um centro ultra moderno de conhecimento. Na verdade, é exatamente o contrário.

A biblioteca tem um acervo razoável e bastante variado. Talvez você não encontre tudo o que procure, mas certamente não te faltará leitura. Só é necessário um pouco de paciência para garimpar entre as prateleiras.

Paradoxalmente, falta espaço para armazenar livros, tanto é que há uma bancada destinada a doações. Além da coleção quase completa da Revista Nosso Século, essa semana eu tive a sorte de achar a coleção o Tempo e o Vento quase completa (faltou o Arquipélago I), além da biografia do Ghandi. Além disso, agora sou um feliz proprietário de uma edição de Dom Quixote e outra de Olga. Se fossem novos, esses livros custariam mais de 150 reais facilmente.

Já até trocaram a biblioteca de lugar, instalando-a num prédio de 2 andares, sendo 1 destinado a pesquisa escolar (com computadores com acesso a internet) e 1 para livros me geral. Como não faz muito tempo que isso aconteceu, certamente não está nos planos da Prefeitura fazer nova troca. Uma solução é abrir uma “filial” em algum bairro mais afastado, como o Nações ou mesmo o São Francisco. A população agradeceria.

—> Alguns muros de Itatiba estão há séculos pixados com frases revoltadas contra a Rede Globo de Televisão.

Já deveria ter feito isso a muito tempo, mas acabei deixando passar. Em função disso, não temos mais nenhum registro de um clássico, o famoso “As novela da Globo só tem gay, “sapatão” e viciado!“. Essa semana rebocaram o muro que ostentava essas palavras. Uma perda irreparável.

Felizmente, consegui guardar para posteridade outra frase, dessa vez em relação ao criador do grupo Globo de Comunicação. A frase é: Jta Roberto Marinho é um mercenário safado! Então tá né? Só que ele não está vivo para se defender.

—> Acompanhei a Campus Party Brasil pela internet. Consegui ver algumas palestras pelo canal de televisão oficial do evento. Tudo bem que a imagem e o som estavam picontando bastante, mas até que deu pra entender algumas coisas.

Na palestra sobre Blogs e Esporte (Com o Rica Perrone, Thiago Leifert e Marília Ruiz), uma dos tópicos abordados foi a cobertura da Copa do Mundo de 2014. Foi dito que no fim de 2010 já será possível acompanhar jogos, no cinema, com tecnologia 3D. Em 2014, é possível que já possamos ter um desses em casa. Imagina só? Poder xingar o juiz direto na orelha dele?

Quem sabe se, no ano que vem, não poderei estar ao vivo, presente, como um verdadeiro campuseiro? Até porque, essa é a maior graça do evento. Transportar pra vida real, tudo aquilo que é discutido através de posts, Twitter, podcasts, videocasts…

A única cobertura decente foi da TV Cultura. Mostrando todas as áreas e falando um número mínimo de besteiras. Merece uma salva de RTs….

—> Manchete da Semana: “Depois de Robinho e Giovanni, Santos tenta contratar Pelé” – Caramba… aí já estão apelando. Covardia…. Vão chamar quem mais? O Pepe?

—> Confirmado: A televisão não sabe falar de internet. Matérias nojentas, mostrando um lado totalmente modificado e alienado de quem gosta e trabalha com blogs/tecnologia.

Dizer que são estereotipadas já é uma espécie de esteriótipo, mas é bem isso que acotece. O lado mágico da agilidade, encurtamento de distância, troca de ideias sadias e inteligentes é substituido por luzinhas piscantes, o encatamento das crianças diante de computadores da área de moding e outras babaquices que só deixam o telespectador com a impressão de “É… eles são estranhos mesmo. Olha lá querida, o tamanho do óculos! Deve passar o dia inteiro vagabundeando na internet“.

Engraçado que a recíproca não é verdadeira. Há excelentes colunistas de televisão em vários portais. Muito melhores que o TV Fama. O que não é tão dificil assim, cá entre nós.

—> Dicas de Vídeos:

Globo descendo a lenha no Programa do Ratinho, através de matéria no Jornal Nacional. Bom lembrar que, nessa época, o Ratinho dava trabalho pra emissora dos Marinho, arrancando preciosos pontos de audiência. A matéria parece ter sido um contra ataque, bem ao estilo Globo.

Um tour virtual pelo circuito do GP Brasil de Formula Indy. A única situação na qual se consegue andar na Marginal a 300 km/h.  Só acho que eles exageraram nas árvores…

—> Estava em um MSN Group com o pessoal da comunidade da Roma no Orkut e alguem falou que o Maxi Lopez (ex-jogador do Grêmio) tinha mandado um telegrama pro clube gaúcho.

“Os Correios AINDA oferecem o serviço?” – foi a minha pergunta espantada. Fui conferir no site e sim! Os Correios ainda mandam telegramas!

Agora o preço é por página e não mais por palavra. Elas vêm acentuadas e pontuadas. Bem mais decente de ler.

Quem diria que época de tweet via celular, ainda teríamos o bom e velho telegrama como opção. E por “somente” R$ 5,80. Vou repetir: CINCO REAIS E OITENTA CENTAVOS.

Vai ver que é por isso que ninguem lembra do pobre coitado.

—> Terei aulas, mais uma vez, com a única professora que dá aulas de Matemática sorrindo.

Não deixa de ser diferente. É um incentivo psicológico sutil, que acreditem ou não, faz diferença.

Ela também sorri nas provas, e então parece que ela está tirando sarro. Mas é só impressão. Eu acho.





Opinix: A obsessão pela Libertadores

29 01 2010

Você ai torcedor de time grande no Brasil me responda: Quanto vale um título da Libertadores??

A resposta é muito, não só em termos financeiros (apesar do valor da premiação não chegar nem perto do valor dos prêmios da Liga dos Campeões da Europa, por exemplo), mas também em termos de prestígio internacional.

E é em busca desse reconhecimento que Inter-RS, Cruzeiro, Corinthians, São Paulo e Flamengo partirão nesse ano de 2010, e para isso, se utilizam das mais variadas táticas.

O Inter jogou as primeiras quatro rodadas do campeonato gaúcho com o time C, enquanto o time titular se prepara para o clássico GRE-NAL e consequentemente para o torneio sul-americano.

O Cruzeiro começou sua batalha na quarta-feira (dia 27) na pré-libertadores enfrentando o Real Potosí(BOL) na altitude boliviana, então o time mineiro teve que usar todo aquele clichê para jogar nas alturas.

O Corinthians que vai atrás de sua GRANDE obsessão no ano de seu centenário, contratou muitos jogadores, a fim de usar o Paulistão como um “teste de luxo”.

O São Paulo se utiliza do mesmo expediente de seu rival, até na hora de mesclar os novos contratados com a sua base do ano passado nos jogos do campeonato bandeirante.

E por último, o Flamengo parece que vai se utilizar mais de seu time principal no campeonato carioca, já que a fórmula de disputa do campeonato carioca é de grupos e não em pontos corridos como no estado de São Paulo.

Mas, repito a pergunta: Essa obsessão vale de alguma coisa? Não trará desgastes para esses clubes mais para frente? Só o tempo dirá.

Siga-me os bons

twitter.com/carlaojr

Críticas e sugestões aqui: opinix@yahoo.com.br





Não tenha medo da rã

26 01 2010

Estou com quase três anos de blog e até hoje não escrevi nenhuma resenha gastronômica. Shame on me. A ideia para inaugurar esse tipo de texto era resenhar sobre um churrasquinho – que (in)felizmente não é grego – que faz muito sucesso aqui perto de casa. O cidadão monta a churrasquiera na calçada e vende seus espetinhos – “filés minhaus” – faça chuva ou faça sol. Obviamente não queria me suicidar fazer isso sozinho, mas meus amigos não tiveram senso aventureiro necessário (ou um senso auto-defensivo apurado, como queriam) e não abraçaram a ideia.

Restou-me comer rã.

Quando se fala em comer rã, logo lhe vem a cabeça aqueles animaizinhos bonitinhos e gosmentos, que ficam pulando para cá e para lá na beira de lagoas. Seu coaxar – o som emitido por elas – muitas vezes impede que nossos pobres esqueletos descansem horizontamental durante uma noite enluarada. As meninas podem considerar extremamente nojento e os rapaz certamente farão alguma piadinha relacionada a comer perereca. Ok, eu confesso: eu também fiz essas piadinhas.

Entretando, resolvi encarar a perereca, digo, encarar o desafio. Para isso, foi até o Ponto do Peixe em Tuiuti/SP que, apesar do que o nome sugere, NÃO é gerenciado pelo Romário (aliás, esse restaurante merecia um post próprio, já que fica localizado no meio do nada, mas mesmo assim vive lotado. Marketing de Guerrilha elevado ao cubo).

A Ciência – com C maiúsculo – comprova que utilizamos mais de um sentido básico para comer. É um pouco mais complexo do que somente abrir a boca, colocar a comida dentro e mastigar. O aroma e o aspecto (tanto do prato quanto do ambiente) influem na  sensibilidade com que você recebe a iguaria. A primeira impressão que tive do prato quando a garçonete o trouxe à mesa é que eu tinha ligado para a Vivenda do Camarão e pedido por delivery um espetinho. A aparência era a de um espetinho, já que a fina crosta empanada impedia uma melhor visualização da carne. Não que isso fosse um problema, claro.

Chegada a hora da degustação final. Há sempre uma expectativa quando se vai comer algo novo. Não há parâmetros para fazer qualquer tipo de comparação e, portanto, não há uma sintonia entre sinapse e papilas gustativas. Dá até uma certa ansiedade…

Ao morder, percebi que a carne de rã é bastante macia e lembra, tanto em aspecto quanto em sabor, a carne do frango. Na verdade, a carne de rã é bem mais suave que a dos galináceos e também com muito menos gordura, fato que explica porque ela parece mais seca. Isso é um detalhe que não chega a atrapalhar, ou seja, você não precisa, necessariamente, beber alguma coisa par ajudar o chamado bolo alimentar descer goela abaixo.

(Abre parênteses) Pense comigo meu caro leitor. Se o segundo e o último pedaço, olhando da esquerda para a direita na foto, e só a pata do bicho, imagine o resto do corpo! Olha o tamanho do naco que retiraram do gigante batráquio! Eu imaginava que as patas de rã fosse BEM menores. Será que injetaram hormônio? (Fecha parênteses)

No lugar do osso está uma haste de cartilagem. Essa talvez seja a parte menos comum, pra dizer o minimo. Ok, para as mulheres, é sem dúvida a segunda parte mais nojenta (vocês já vão entender porque). Quando cutuca-se com o garfo, a sensação não é estar cutucando algo mole, nem tão pouco algo duro. É uma consistência intermediária, difícil de definir. É algo assim como uma… cartilagem.

O único ponto negativo desse prato são pequenos fiapos, se assim podemos chamar, com um aspecto pouco convidativo. Eles tem uma cor preta-esverdeada (lembra bastente a cor das algas), contudo, não são como fiapos de abacaxi que ficam presos no meio dos dentes, com os quais travamos uma intensa batalha, utilizando a língua. Manja, né?
Esses fiapos são um pouco grudentos, elásticos. Borrachento não seria a palavra adequada, apesar de esse ser o aspecto. Não consegui fotografar para mostrar. Eu, sinceramente, não senti gosto de nada, ou pelo menos nada que eu pudesse comparar. Na verdade, não faz menor diferença para o sabor, se você desconsiderar o aspecto, assim como eu fiz.

Em suma, carne de rã é absolutamente normal, não há o que temer. Se você tiver a oortunidade de comer, não se faça de rogado e frescurento (ou, mais especificamente, frescurentA). Não há nada de excepcional e você ainda poderá gabar-se com os amigos. Se você tem dó por serem pobres pererecas indefesas, lembre-se dos cachorros na Coréia.

Aliás, se eu tiver a portunidade, taí uma excelente resenha para fazer…





Quem matou Euclydes da Cunha?

25 01 2010

Estamos em 1906. Imagine, caro leitor, que você regresse de uma temporada no Acre nesse mesmo ano e descubra que sua esposa está grávida. Mas, bem… o filho não é seu. Sua honra foi manchada, o chapéu de corno assentou muito bem na sua cabeça, dando-lhe um ar áustero e selvagem. O estrago estava feito. Pelo menos você tem a sorte a seu lado: o bebê, fruto da sacanagem da sua mulher, nasceu morto. Mas você é um cidadão bondoso (a-hã), releva a situação e mantém seu casamento, apesar das brigas constantes. Tem filhos morenos como o pai e como a mãe. Mas então, em 1908, “nasce uma espiga de milho (de olhos azuis) no meio do seu cafezal“. Sua hoanra foi manchada de novo e o chapéu de corno agora cria raízes muito sólidas. A sede de sangue ativa suas papilas gustativas e você saliva, na ânsia de limpar seu nome.

Euclides da Cunha, autor de Os Sertões, passou por essa situação. Recebeu uma carta anônima (claro… nessas horas ninguem é homem suficiente para assumir que está oficilizando o chifre em outrem) que avisava que um certo Dilermando de Assis estava, hã… batendo cartão no relógio de ponto de sua mulher. E, pior, Dilermando – além do nomezinho que Deus me livre – tinha por volta de 20 anos. Trocado por um garotão…

O próprio Dilermando descreve que “Euclydes travava (…), a meu respeito, terríveis discussões com sua esposa, a ponto de (…) romper-lhe as roupas (…)”. Apesar de ser um feitiche comum, as brigas nada tinham a ver com a vida sexual do casal. O pau comia direitinho, ainda mais depois do nascimento daquele peste loirinha, totalmente diferente do padrão moreno da família.

A História conta que Dilermando e Anna, esposa de Euclides, tinham interesses em comum, principalmente relacionados a literatura, música e artes plásticas. Os dois se entendiam. Como o próprio Ricardão conta: “Insultando [dona Anna], vexando-a diante dos estranhos, afugentando-a de si, esquecendo-a  em troca de suas predileções literárias, abandonando-a longamente. foi (…) [Euclides da Cunha] quem, desgraçadamente para si, a largou na desventura e fomentou a sua infelicidade“. Situação que acabou por resultar em separação. Anna fugiu para casa de Dilermando, com o conscentimento de Sólon, filho mais velho de Euclides. Não tencionava mudar-se para lá, era apenas uma fuga que logo seria engolida pelo pelotão. Mas o pelotão veio armado.

Na manhã de 15 de agosto de 1909 – portanto, 3 anos após a primeira prova de que Anna procurava nos braços de Dilermando o que não encontrava nos de Euclides da Cunha – o desfecho dessa história aconteceu. O escritor foi até a casa do militar, por volta das 10 da manhã, bradando um revólver perigosamente carregado. Veja que essa história nunca poderia terminar bem: corno armado + casa do Ricardão + Ricardão = tragédia

Vim pra matar ou morrer! – anunciou o chifrudo, deixando bem claras a sua intenção. O primeiro tiro acertou a virilha direita de Dilermando. Um descontrolado Euclides gritava: Bandido! Desgraçado! Mato-os!. Obviamente eram os copos de álcool fazendo efeito. O segundo tiro deveria ser fatal, mas não foi. Acertou o peito, numa área não letal. Dilermando cambaleou  e caiu no quarto. A sede de sangue de Euclides não terminava no Ricardão. Sua ira acabou direcionada para o irmão de Dilermando, chamado de Dinorah (mais alguem além de mim achou o nome extremamente feminino?). A bala foi na nuca.

Dilermando então pegou seu revólver e antes que pudesse dar um fim na situação, tomou um terceiro tiro (!), dessa vez em uma das costelas à direita. Mesmo após tanto chumbo, foi capaz de ser eficaz e matou o repórter, escritor, sociólogo, historiador, geógrafo, poeta, engenheiro e, porque não, corno brabo Euclydes Rodrigues da Cunha.

Presunto literário: foi defender a honra e acabou no necrotério

O delegado Joaquim Pedro de Oliveira Alcântara já não concorda com a versão de auto-defesa descrita no parágrafo acima. Transcrevo trechos do inquérito: “Tive a evidência de que dona Anna, Dilermando, Dinorah e Sólon estavam na intimidade das relações adulterinas entre Dilermando e dona Anna, e formamvam em torno do esposo ultrajado, um cordão vigilante e protetor que o (…) impedisse de defender sua honra.
(…) As duas testemunhas de vista narram que o Dr. Euclydes fugia pelo jardim, mla ferido, quando Dilermando, com propósito homicida caracterizado, chegou a porta, injuriou-o – “espera cahorro!” – e alvejou-o com um tiro que lhe levou a morte.

A pergunta que persiste por mais de um século é: Quem matou Euclides da Cunha?

a) Ele mesmo, ao invadir a casa de Dilermando, estando armado.
b) Anna, pois pulou a cerca por 3 anos, tendo DOIS filho com o Ricardão
c) Dilermando, que além de atirar, não foi homeme suficiente para procurar sua prórpia mulher, arrebatando a dois outros.

Decidam!

Fonte: Revista Nosso Século, nº 2, Editora Abril





Despachos de Domingo

24 01 2010

—> Nunca havia abordado os buracos que tomam conta das calçadas aqui na cidade de Itatiba.

Aqui perto de casa, por exemplo, tem um trecho que supostamente deveria ser dos pedestres, mas o mato toma conta de tal forma que somos obrigados a caminhar na rua. E não adianta simplesmente cortar o mato, pois é trecho de terra batida.

Já no centro da cidade as calçadas são estreitas. Nós, bípedes, temos que dividí-la com postes e buracos. Ou seja… não sobra quase espaço.

Essa é uma constante na maioria dos bairros. O famoso direito de ir e vir acaba tropeçando nesse aspecto (com trocadilho)

Pobres saltos da mulherada.

—> Segundo a @GiPedrosa, o Picanha na Tábua cometeu uma cagada atrás da outra nesse sábado.

Ela reclama primeiramente do atendimento do garçon. Péssimo.

Depois ela elenca uma série de pequenos infortúnios, tais como: entrega de suco errado e sundae sem corbertura e nozes. Pode parecer coisa boba, mas esse acúmulo começa a irritar de tal forma que dá vontade de sair sem pagar.

Pra finalizar, eles não tinham pizza de Frango de Catupiry. Como pode um lugar que se diz pizzaria não ter um sabor tão básico?

E aí pessoal do Picanha na Tábua? Que foi que aconteceu? Por que tiveram coragem de cobrar os 10%?

—> A dica foi da @dehcapella. O site Filmow é uma espécie de Skoob, mas para filmes (dã).

Se você não sabe o que é Skoob, vale uma explicação:

O Skoob reúne quase todos os livros que você possa imaginar. Você seleciona aqueles que já leu ou quer ler, compartilhando com outras pessoas dessa rede social.

Você pode ler as opiniões e resenhas dos outros usuários sobre esse livro, além de fazer suas próprias observações, claro.

Além do mais, o Skoob  tem um “paginômetro” que mostra quantas páginas você leu, de acordo com os livros que você colocou na sua estante. O meu está em torno de 21 mil.

É bastante complicado lembrar de tudo o que leu ou assistiu. Exercício muito interessante de memória.

E sim… Skoob é Books ao contrário.

—> Dica de vídeo:

Você com certeza já viu Castelo Ra-tim-bum. Se nunca viu, certamente tem um sobrinho pentelho ou mesmo um filho que, sempre que pode, trava o controle na TV Cultura para ver esse clássico programa dos anos 90. Pois bem. Esse vídeo é um Making-off de 12 minutos sobre a atração, exibida no Vitrine no dia anterior a estreia. Muito bacana.

—> O Erasmo Carlos foi muito feliz na escrita da sua biografia “Minha Fama de Mau”. Boas histórias, linguagem simples e direta, além de um registro histórico muito precioso sobre os bastidores da Jovem Guarda e do início e consolidação do rock no Brasil. Leitura recomendada.

Não é por nada não, mas eu também espiaria a Wanderléia no camarim, se tivesse a oportunidade. Nos anos 60, claro.

—> 2010 tem eleição e a internet, felizmente, será um dos picadeiros para a apresentação dos mágicos, para nós, os palhaços. O Twitter – tal como na eleição de Obama – também será amplamente utilizado, com twitts, ReTwitts e Hash Tags. Mas o ex-prefeito de Rodrigues Alves (AC), Deda Amorin, foi um pouco apressadinho e já colocou em seu perfil algumas mensagens sobre sua visita ao Acre.

O TRE entendeu como propaganda eleitoral antecipada e obrigou o “candidato” a apagar o que disse.

Será que o TRE e o STE terão esse mesmo rigor, ou pelo menos esse mesmo policiamento no restante dos meses, igualmente para todos os candidatos, principalmente quando o bicho começar a pegar? Anonimato na internet é uma benção, mas acaba virando carne de vaca quando abusam.

Espero sinceramente que a campanha na web não vire arena para acusações e denúncias vazias. Manja aqueles boatos espalhados por panfletos que ninguem sabe (ou tem medo de falar) quem mandou imprimir? Então… na internet não é necessário gastar papel e tinta.

—> Confirmado: Jack Bauer realiza proezas que a maioria dos mortais não suportaria fazer. Não me refiro apenas a parte física: correr, atirar, pular e matar um aqui e outro ali. A parte psicológica desse agente (dessa vez é junto!) vai muito além do que normalmente se espera de um cidadão como eu ou você.

—> Falando em séries, saudades de assistir La Femme Nikita. Peta Wilson detonou na pele de Jack Bauer versão feminina.

—> Resultado parcial bastante interessante na enquete sobre “Qual a pior tragédia?”

Disparado em 1º lugar está Terremoto no Haiti. Em 2º está Tsunamis na Indonésia.

O que me surpreendeu foi Enchentes no Brasil – Angra dos Reis e São Luiz do Paraitinga – estar com apenas 4% dos votos. Cadê o espírito patriótico?





Adentro no Mato Dentro

18 01 2010

Meados de setembro. O colégio Divino Salvador, em Jundiaí-SP, sediava uma feira universitária, que reunia diversas faculdades da região. Era uma excelente oportunidade para ouvir palestras sobre profissões e ganhar um brindezinho aqui e outro acolá. Mas como ir de Itatiba para Jundiaí, sem depender dos pais? Busão, claro! Como meus amigos e eu temos apreço pelo nosso dinheiro, bolamos a logística que no daria menor prejuízo financeiro. O plano era pegar um ônibus circular urbano e ir até a divisa da cidade (no molambento restaurante Champirra). Depois, pegar-se-ia o urbano de Jundiaí que também passava lá. Acredite: pegar 2 ônibus saia mais barato do que pegar um diretão, graças a moleza do passe escolar itatibense gratuito.

A ida e a visita ocorreram sem maiores conturbações. A coisa toda aconteceu na volta, no mesmo esquema.

Primeiro deveríamos tomar um ônibus no terminal da Vila Árens. Esse circular já demorou um bocado, o que já nos deixou com a paciência na reserva. Descemos numa ponte na praça central e, sem precisar pegar outra passagem (ainda bem) subimos naquele que nos levaria para o Champirra, para assim podermos pegar o terceiro ônibus (todo esse trampo só para pegar menos… que lástima).

Nessa latura do campeonato, já estava noite. O ônibus ia rasgando a estrada Jundiaí-Itatiba e nós, dentro do latão, não exergávamos nada. O reflexo da luz no vidro nos fazia mirar nossos próprios reflexos, em vez da estrada. Quando estávamos a menos de 100 metros do nosso destino final, o ônibus foi para o acostamento e os poucos passageiros que ainda restavam desceram. Sobramos eu, meus amigos, e mais umas 2 pessoas, se não me falha a memória. Assim que a porta fechou, levantamos, já em posição para desembarcar. Qual não foi a nossa surpresa ao perceber que o motorista virou a direção além da conta, cruzando a rodovia e entrando numa estrada de terra no meie do mato.

Não é exageiro meus caros leitores. O motorista simplesmente achou uma brecha no meio das árvores e começou uma lenta subida, no meio do nada. No reflexo de alguns anos de prática, puxei com vigor a cordinha que acionava a campainha, sendo seguido pelos meus amigos. Alguem deles gritou “Ei motô! Onde é que você vai?”. Um dos passageiros explicou que o ônibus só iria dar a volta num bairro e logo estaria no Champirra.

Eu já morei afastado da cidade, em uma chácara. Estou acostumado com mato, terra batida e poeira. Meus amigos não. E era justamente aquele cenário que nossos olhos viam quando comprimíamos o rosto nas janelas. Era praticamente um Simba-Safari, com a difernça de que os animais estavam dormindo, escondidos. O ônibus subia, levantava poeira que invadia todo o compartimento de carga passageiros. Como meu pulmão já era de cerâmida devido a longa estrada de terra entre a cidade e o Jardim dos Lagos, não senti lá muita diferença do que enfrentava todos os dias. Já meus amigos tinham acessos muito engraçados de tosse.

Aquilo já estava ficando perigoso. Um lugar absolutamente deserto, escuro… Botei a cabeça para fora para tentar enxergar uma luz no fim da mata (sem sucesso, diga-se) e um dos passageiros que ainda restava falou: “Melhor fechar a janela e sentar. Pode voar uma flecha de índio a qualquer momento“. Obviamente ele estava brincando, mas o cenário acabava reforçando a sensação de que a qualquer momento aborígenes transloucados furariam os pneus e invadiriam o ônibus, sedentos por sangue, sexo e as tortinhas do McDonalds que trazíamos.

Pelo vidro embaçado, conseguimos enxergar civilização. Não era a que queríamos, mas já era um sopro de esperança. Algumas casas, um poste aqui, outro ali. E aí ficou medonho. Em frente a um templo da Igreja Universal (porra… até lá?) um protóptipo do que um dia foi um carro. A carcaça estava toda queimada. Aliás… mais de uma. “Pronto. Olha aí as vítimas dos aborígenes“. Sinto que aquele era um bom lugar para um cativeiro.

Um vento gelado invadia nossas narinas, só fazendo a situação piorar. Mas enfim chegamos no Champirra. O bairro que excursionamos chama Mato Dentro. Choramos de rir ao descobrir, já que nada mais adequado do que chmar aquele pedaço da Ilha de Lost de Mato Dentro.

Esse trecho faz parte da minha auto-biografia a conta gotas não autorizada. Todos os direitos reservados. São tímidos, coitados.





Doppietta de Jogos Online

18 01 2010

Mesmo que a internet seja um poço sem fundo tem horas que não há absolutamente nada para se fazer. Você já checou seus e-mails mais de 2 vezes e sua caixa de entrada continua vazia. Seus feed estão em dia no Google Reader. A timeline do Twitter está “rubinhesca”, quase parando. Sua horta na Colheita Feliz, se nabo você tinha, já foi colhido. As notícias do UOL, Globo.com, R7 e até do Terra (é… você apelou) já foram lidas e relidas. Definitivamente não há nada a fqazer, mas seu orgulho lhe impede de ir ler um livro. O que fazer então?

Se o cidadão que inventou os Jogos Online fosse descoberto, merecia um prêmio. Eles são um excelente passatempo para aquelas tardes monótonas. Se você nunca entrou no MiniClip.com ou no Kongregate, definitivamente é mais anlafabyte que o Fagundão. Mas tudo bem. Eu sou um blogueiro gente boa e selecionei 2 jogos para que você não se sinta excluído.

1 – Karoshi – O objetivo desse jogo é 1 só: suicidar-se. O bonequinho está insatisfeito com o emprego, tomou chifre da noiva e descobriu que o filho é corinthiano bandido. Ele precisa terminar com esse sofrimento e você deve ajudá-lo. Cada fase há um modo de destroçar o boneco, seja jogando-se nas pontas afiadas, atirando ou tomando choques. O jogo é simples, mas não é fácil. Se por um lado o gráfico deixa a desejar, por outro, a lógica e o nonsense imperam. Ainda não consegui zerar.
Comandos: Setas movimentam, sendo a seta pra cima o pulo. “R” recomeça a peleja. Acredite, você vai precisar bastante dela. Barra de espaço atira.

2- Endless Zombie Rampage 2 – Mais um jogo simples, porém difícil. Aqui o objetivo é matar zumbies. nada mais relaxante, não é mesmo? O problema é que a medida que a sua pistola vai ficando mais potente (sem pensar besteira, seu imundo), a quantidade de mortos-vivos comedores de cérebro vai aumentabdo consideravelmente. Além do mais, num incrível contra-senso, eles vão ficando mais rápidos e mais espertos.O interessnate é que há vários modos de jogo: você pode simplesmente sair detonando tudo o que encontra pelo caminho ou ter um objetivo menos zumbicida, como regatar sobreviventes (até porque é a única coisa que você pode resgatar nessas condições…) ou sair em busca de equipamentos.
Comandos: As teclas WASD movimentam seu herói. Ou mouse faz a mira nos comedores de cérebro (braaaaaaiiiiinnnnnnn) e o botão direito atira para mandá-los para as profundezas do inferno.





O melhor cartão de Dia das Mães

18 01 2010

Quando chegarmos próximos ao mês de maio baterá aquela dúvida cruel sobre o que dar de presdente no dia das Mães. Cada matriarca tem seu estilo: umas gostam de livros, outras de flores. Se você for mais ousado, pode até presenteá-la com um ferro de passar roupas novo ou aquele tradiconal conjunto de panelas para sua sogra. Junto com o pacote, deverá vir o cartão. Ah o cartão! Não sabe o que escrever nele? Procurando alguma coisa original, engraçada, verdadeira? Cansado daqueles poeminhas melosos, cheio de borboletinhas? Pois eu tenho a solução dos seus problemas!

Disponibilizo abaixo um modelo de cartão que você pode modificar como bem entender. Ele é bem antigo, mas está extremamente atual, principalmente considerando que alguns dos meus leitores sofrem com notas baixas na escola. É interessante que você escreva de próprio punho, dando mais autenticidade ao cartão. E de preferência com uma letra mais legível. Sua mãe vai curtir. Ou não.

Mais um produto da Toogood’s Coorporation: Você conhece, você confia.





Despachos de Domingo

17 01 2010

—> Começou a funcionar a Comissão que vai definir se há alguma irregularidade nos contratos firmados pela Câmara dos Vereadores de Itatiba na reforma do telhado e na compra do ar condicionado.

A Comissão chamará os vereadores para que eles possam confirmar ou corrigir aquilo que vomitaram no Plenário. Por que será que eu acho que alguém vai dar para tras?

A questão é: mais uma pizza saborosa? E se punir? Quem vão punir? O pessoal da Comissão de Licitações que fez vista grossa às irregularidades (na melhor das hipóteses) ou o Presidente da Casa, vereador David Bueno que, segundo as acusações, teria interesse nesses contratos? É bom lembrar que, segundo o vereador Edvaldo Húngaro, as licitações foram aprovados em prazo muito abaixo do normal, o que é estranho para casos não emergenciais.

Estaremos de olhos BEM abertos.

—> Estão terminando a reforma do Itatiba Shopping Center. Falando assim até parece grande coisa, mas a verdade é que aquela galeria é muito pobre. Lojas caras, sem variedade. Inútil a AICITA fazer propagandas incentivando a compra se ninguém faz uma campanha incentivando a venda, a melhora nos preços e na qualidade, inclusive do atendimento.

Pronto, é só isso.

Aquele “shopping” só está aberto ainda por causa do Cinema e do Boliche. Aliás, você consegue ouvir o povo do Boliche, mesmo estando no Cinema. Sem exagero.

O único lugar além desses dois que vale a pena ir é na Oca Brasil. Açaí, tapioca (doces e salgadas) e uma Limonada Suiça indescritível. Recomendo.

—> Frase da Semana: “Conversei com Alonso mais do que com Kimi em três anos.” – Felipe Massa, piloto de F1

—> Segundo um texto do Sérgio D’Ávila, membros do comitê educacional do Texas estão pedindo a retirada das referências ao líder trabalhista César Chavez e também de Irma Rangel, primeira latina a ser eleita para um cargo público na história daquele estado do currículo escolar

A desculpa é de que “faltam a Chávez estatura e contribuições” e ele “não deveria ser apresentado a nossas crianças como alguém digno de inspiração“. Como bem disse o próprio D’Ávila, isso está mais ára preconceito mal disfarçado em relação ao latinos.

Seguindo esse raciocínio, deveriam retirar o texano George W. Bush da História também, já que ele também “não deveria ser apresentado a nossas crianças como alguém digno de inspiração”.

—> Começou o Big Brother Brasil. 10. Detalhe para a pontuação utilizada. Altamente proposital.

Eu não gosto, mas também não desgosto do programa. É o tipo da coisa que, se está no ar, é porque tem gente que assiste e nem adianta reclamar. Traz receita pra Globo e visibilidade pros anunciantes. Ou seja: roda a roda da economia.

O que me incomoda é ver gente torcendo apaixonadamente, fazendo tatuagem, gastando a grana que (não) tem por algo que não muda em nada a vida do cidadão.

Big Brother é em teoria ciência, assim como Solitários, que estreou no SBT. O conceito de encurralar 15, 17 pessoas que nunca se viram e deixá-las convivendo alla Lei da Selva é extremamente animador. No caso de Solitários, a briga é com você mesmo, contra seus limites, igualmente empolgante.

Agora… esse porre de reality shows será um.. porre. A Fazenda, Big Brother, Solitários, TV Senado, TV Câmara… chega né?

—> Dicas de vídeo

Os Beatles foram os inventores dos videoclipes. Naquela época (e nem nessa, na verdade)  não dava para fazer 2 shows ao mesmo tempo, portanto, para deixar todo mundo satisfeito, eles gravavam algumas musicas para amenizar a sede do hype. Obadi Obladá é clássico. Achei o clipe MUITO Zé Graça, sem deixar de ser genial [dica do @Bugano]

O próximo vídeo tem uma recomendação: Antes de abrir, certifique-se de ter ao lado um estoque de naftalina. Alvarenga & Ranchinho é uma dupla caipira, na mais pura concepção de uma dupla caipira. O vídeo que eu deixo como dica é da música Desafio, no qual um provoca o outro com rimas engraçadinhas. Eu achei os comentários entre as estrofes muito bizarros….

2009 acabou e você não sabe o que fazer com aquela lista telefônica usada? Eu tenho a solução! Ou melhor… O Lester tem. Consegue você rasgá-la ao meio usando suas mãozinhas? O Lester ensina como faz. Fique frio… não tem ciência nenhuma! [/ir]

—> Port-au-Prince sacudiu nessa semana. A capital do Haiti sofreu mais um duro golpe, dessa vez da Natureza.

Desastre naturais nunca são motivo de comemoração. Toda vez que acontecem, destroem uma parte da História, ceifam vidas, dão prejuízo financeiro enorme. Mas no Haiti foi sacanagem.

O país já vivia sitiado, com uma pobreza inacreditável e tropas da ONU em conflito, tentando, ironicamente, evitar conflitos. O terremoto só fez piorar uma situação já catastroficamente ruim. A Natureza chutou cachorro morto.

Por outro lado, demorei alguns dias para fazer a ligação óbvia entre o terremoto no Haiti e o terremoto em Natal. Mesmo epicentro, diferentes consequências. Para a sorte dos brasileiros.

—> Perguntar não ofende: E o voo AF 447? Não vão divulgar a causa do acidente? (Não lembra? Veja o Especial da Folha)
—> Perguntar não ofende (2): E o recurso da defesa no caso Dorothy Stang, já foi julgado/esqueceram de julgar? Primeiro condenam o cidadão a 30 anos de prisão. Depois absolvem. E agora? Vão ficar na média, tipo… uns 15 anos?

—> E há 10 anos o Corinthians foi campeão Mundial

Esse é o título mais contestado da história do futebol, tudo porque não houve uma Libertadores e os adversários europeus não se esforçaram como deveriam

Eu acredito no título mundial. Se Real Madrid e Manchester não jogaram tudo o que poderiam foi porque não quiseram. Se o Corinthians foi convidado a participar, é porque era o campeão Brasileiro de 1998 E 1999.

Se o raciocínio dos que contestam o título for seguido, o Brasil não poderá considerar-se campão mundial em 2014, caso vença. Será um país convidado, disputando um mundial em casa e a final no mesmo Maracanã.

Já podem jogar as pedras.





Eu também cometo gafes

13 01 2010

Apesar da desconfiaça do público em geral, eu também sou humano. Tenho carne, ossos (com uma proporção maior para o tecido conjuntivo ósseo), coragem, vergonha e também sou feito de gafes. Quem não é? Todo ser humano que se preze já falou ou fez o que não devia, na pior hora possível. É uma atração quase magnética, bastante parecida como a do joelho pelo asfalto. É irresistível.

Há alguns anos fui até o Mercadão Municipal aqui de Itatiba para comprar cocadas de maracujá. Parece estranho, mas são aqueles doces feitos não só de coco, mas com bastante calda de maracujá. Tanto é que o doce fica amarelo. Com direito a semente por cima, de enfeite. Era uma Segunda feira (fato importante, grave isso). Chegando na Casa do Norte, cacei na vitrine a tão desejada guloseima e finalmente a encontrei, ao lado da cocada de coco queimado. Chamei a vendedora e pedi duas. Enquanto ela colocava os doces num saquinho, fui tentar ser engraçadinho e perguntei:

E essa cocada aí? É de ontem ou de anteontem?“. E ela, sincera, respondeu: “Não, não. É de sexta-feira“. Vai tonto… quem manda perguntar… Pelo menos as cocadas estavam (ainda) saborosas.

Numa outra oportunidade, num bar/pizzaria chamado Casarão, estava tendo problemas com o tempo de espera. Só a pizza doce, por exemplo, demorou 1 hora para chegar. Eu até perdia a fome de tanta demora para as pizzas serem servidas. E olha que era rodízio. Eu percebi que no local que estávamos só havia uma garçonete para várias mesas. A coitada estava surtanto. Era reclamação de pizza na mesa 4, pedido de guaraná na 10, outro tantando fechar a conta na 25… uma loucura.

Quando ela chegou na nossa mesa, eu, tentando criar um vínculo de amizade que sempre facilita na hora de receber os pedidos, fui ser solidário e pergunte: “É impressão minha ou você está sozinha hoje“. Não sei o que deu na menina, mas ela respondeu, num tom extremamente irônico: “Ah.. você percebeu!” e foi embora. Meus amigos começaram a rir e então eu me toquei. A garçonete achou que eu a estava chamando pra sair e, bem… me deu um fora…

Obviamente, meus amigos não perderam a chance de me sacanear. “Tá querendo catar a garçonete pra não pagar a conta, né?“. Quanto mais eu tentava explicar, mais gozação recaia sobre meu castigado lombo. Bacana foi aquele climão que pairava cada vez que a garçonete se aproximava da mesa.

Isso sem falar naquela clássica, na qual rachei um coco num supermercado.

As Quick Gafes também não podem faltar. Já chamei professora de “vó”. Ainda bem que ela não ouviu. Ou fingiu que não ouviu. Em contrapartida, a professora Ângelajá teve a pachorra (?) de invocar meu nome no diminutivo de maneira desnecessariamente audível. Para meus nobres 40 colegas ouvirem. Um abraço para Dona Ângela. Isso sem contar os inúmeros estabacos em público…

Acho que é o suficiente de vergonha alheia para um só texto.

E não…. não vou ser sacana ao ponto de pedir que vocês contem suas situações vexatórias. Mas, bem… sinta-se a vontade, ok?